Anticoncepcional na Amamentação – Quais os Mais Comuns e Quando Iniciar

Anticoncepcional é sempre a melhor opção para quem está de volta à atividade sexual, logo após o nascimento do bebê. Quando o resguardo termina e o sexo volta para a vida da “puerperante”, deve-se tomar todas as precauções possíveis para evitar sustos e também a temida gravidez emendada.

A amamentação é a fase mais importante para mamãe e bebê. Além de fortalecer sem igual o bebê, a mulher tem a recuperação do parto favorecida. Mas, você sabe qual é o anticoncepcional para quem amamenta?

Medicamento Ideal

Em primeiro lugar devemos lembrar que toda e qualquer medicação, inclusive o anticoncepcional pós-parto, deve ser sob orientação médica. Mas para quem está nesta fase ter uma ideia do que a espera, vamos listar os anticoncepcionais mais apropriados na amamentação.

O anticoncepcional na amamentação é indicado com a formulação de apenas um hormônio, a grande maioria deles é a base de progesterona sintética. Esse hormônio natural do corpo da mulher e o qual previne a gravidez mas também é o ideal para colaborar para a continuidade do leite materno até quando a mulher deseje amamentar. Ele é seguro e também de fácil acesso, porém, a forma com que se toma é diferente e indicada por cada médico que acompanha a mulher.

Anticoncepcionais mais conhecidos e usados:

Cerazette: Pílula continua sem pausas à base de progesterona sintética. O principio ativo dessa pílula é o progestágeno isolado desogestrel.

Micronor: À base de Noretisterona, também uma derivada da progesterona, traz em sua cartela 21 pilulas e é indicada a pausa de 7 dias durante o seu uso. A Micronor é apropriada para quem deu a luz recentemente e está retomando a contracepção pois é uma pílula de baixa dosagem hormonal.

Minipil: Também a base de progesterona, a Minipil é relativamente nova no mercado mas tem ganhado cada vez mais adeptas pela sua eficiência e baixo custo. Além disso, também é indicado para parturientes e lactantes.

Depo Provera: Não confunda com a Provera! Esse é um medicamento injetável e também a base de progesterona como a Provera, porém é de efeito prolongado. A Depo Provera dura cerca de três meses no organismo. Seus prós prometem superar os contras, porém deve ser uma escolha em conjunto com seu medico para medir o “custo”x benefícios. Como todo medicamento injetável, a Depo Povera não pode ser interrompida no meio do tratamento caso alguma coisa saia do controle, deve-se esperar o prazo recomendado e então retomar com outra formulação ou forma de contracepção.

Os Prós e Contras dos Anticoncepcionais na Amamentação

Como qualquer outro anticoncepcional, o anticoncepcional para lactantes em forma de pílulas ou injetáveis podem trazer efeitos colaterais como sonolência, aumento das mamas sensibilidade, aumento de peso e também escapes. Aliás, o escape é o mais comum dos efeitos colaterais de qualquer pílula à base de progesterona.

Efeitos Colaterais

O seu excesso ou diminuição, podem causar esses borrões marrons por alguns dias. Caso seja persistente o médico deve ser consultado para reajuste da dosagem ou troca da marca do anticoncepcional para lactante. Esse ajuste costuma surtir efeito quando o escape é persistente. Os demais sintomas são variáveis e só podem ser sentidos de organismo para organismo.

Dores nas pernas, sensação de peso e inchaço abdominal são também recorrentes. A diferença de aceitação da progesterona e também da dosagem (a progesterona para quem está amamentando costuma ser em doses bem baixas, servem apenas para inibir a ovulação) pois, cada organismo precisa de uma quantia mínima de medicamento para funcionar.

IMPORTANTE: Não é aconselhado utilizar o mesmo anticoncepcional de uma amiga, conhecida ou familiar que esteja amamentando. Ele pode não ser o ideal para você pela dosagem da progesterona e a variação do processamento do hormônio ainda na fabricação.

Indicação do Obstetra

Os cuidados a se tomarem na época em que se retoma a vida sexual é retornar ao obstetra que fez o seu parto e solicitar a medicação ideal para o seu corpo. Após isso, tomar pelo menos 20 dias o anticoncepcional mesmo na amamentação, antes de ter relações desprevenidas e liberar geral.

O corpo leva um tempo para reagir à medicação contraceptiva e o ideal é esperar ou tomar cuidados nestes primeiros dias com a nova medicação. Há mulheres que se adaptam muito bem à esse tipo de anticoncepcional na amamentação, porém outras tem efeitos colaterais como dores e cabeça, inchaço, cólicas e outros problemas, porém em de um modo geral é bem aceito e tolerado pelo organismo.

Vale à pena conversar com seu medico também sobre formas anticoncepcionais como o DIU hormonal ou não e até mesmo um implante. Devemos lembrar que quem amamenta tem menores chances de engravidar rapidamente, no primeiro e segundo mês pós parto, mas ainda sim é possível que aconteça! Anticoncepcional trará à sua vida nova sexual mais tranquilidade, aproveite com segurança e sem grilos!

Veja também: Anticoncepcional Injetável – Mais Benefícios ou Desvantagens?

Foto: The Parasite, Amy S.Martins