Com muito prazer recebo hoje duas personalidades super queridas no mundo do Youtube! Roseana e Rafael que juntos encantam tantas pessoas com sua fé amor e simpatia. Vamos conhecer mais um pouco deste super casal papais da linda Rafaella. Obrigada casal! Amei a entrevista e tenho certeza de que todos vão amar também! Bem vindos e vamos lá!<a href="https://www.trocandofraldas.com.br/wp-content/uploads/eramos-2.jpg"

Trocando Fraldas:  Falem um pouco de vocês para quem não os conhecem (acho difícil!)

ED: Olá! Somos Roseane (jornalista, 28 anos) e Rafael (advogado, 27). Temos uma princesa muito amada e desejada, a Rafaella, atualmente com 5 meses. Ela é uma menininha sorridente e muito amável, daquelas que todo mundo fica admirando (olha a mãe coruja falando, haha). Temos outro “filho”, o Éramos Dois, blog e canal no Youtube onde compartilhamos nossas experiências desde a gestação até o dia-a-dia da nossa família.

Trocando Fraldas:   Como surgiu a ideia do canal Éramos Dois?

Decidimos começar a tentar engravidar em janeiro de 2014, depois de um ano de planejamento emocional, financeiro, físico, etc. Eu sempre gostei muito de blogs (inclusive o tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso na faculdade foi “Blog Jornalístico”. Na época – 2009 – era um assunto muito novo e em constante crescimento). Até que numa tarde estávamos em nosso escritório de advocacia quando surgiu a ideia de compartilharmos nossa caminhada como tentantes que estava começando. Daí surgiu o Éramos Dois! A ideia inicial era manter o blog em “segredo”. Iríamos divulgar apenas depois que eu engravidasse, pois não queríamos sofrer cobranças por parte de nossa família e amigos. Mas minhas amigas mais próximas descobriram o blog e logo ele foi crescendo, no boca a boca mesmo.

Trocando Fraldas:   Tiveram alguma dificuldade inicial para engravidar? (chegaram a ser tentantes)

Para nossa surpresa, engravidamos no nosso primeiro ciclo de tentativas, de forma natural. Não fizemos nenhum tratamento. Simplesmente Deus nos agraciou.

Trocando Fraldas:     Como foi a sensação de descobrir a gravidez? Vocês esperavam q fosse tão repentinamente?

Eu jamais imaginava que iria engravidar na primeira tentativa. Já estava acompanhando várias tentantes no Youtube e estava psicologicamente preparada para tentar por um bom tempo (mesmo porque minha ginecologista-obstetra já havia me falado que a média para um casal normal engravidar era de um ano). Quando descobri a gravidez, fiquei boquiaberta. Não acreditava que havia sido abençoada tão rapidamente. Nessa hora entrou outro sentimento: será que eu vou conseguir levar essa gestação até o final? Acredito ser um medo normal de toda gestante. Então decidimos que não iríamos contar a gravidez para ninguém até completarmos 12 semanas e passasse esse período de maior índice de abortos espontâneos. Apenas nossas mães pais e irmãos souberam logo no início. Anunciamos nossa gravidez para amigos e no Éramos Dois no dia do nosso aniversário de 4 anos de casamento, que calhou ser bem no dia que completamos 12 semanas de gravidez! Foi uma grande festa! Neste dia o Éramos Dois “nasceu” de verdade! Se quiserem assistir o dia que eu descobri minha gravidez e como contei ao Rafael, o vídeo é este:

Trocando Fraldas:   Rose o que te levou a desconfiar da gravidez? Quais os primeiros sintomas que teve?

Paty, eu simplesmente não tive nenhum sintoma de gravidez. Nenhum. Descobri porque estava tentando engravidar, apenas isso. Comecei a fazer o teste de urina um dia antes do meu atraso menstrual. Apareceu uma listra quase invisível. Aí eu fiquei naquela ansiedade pensando que estava “imaginando” aquela listra lá, rs. Fiz o teste de urina por 5 dias seguidos até finalmente fazer o exame de sangue. Não tive enjoos, sangramento de nidação, sensibilidade nos seios, cólicas. Nada, nenhum destes sintomas tradicionais. Inclusive essa era uma das minhas angústias, porque na minha cabeça uma grávida “tinha” que passar por estes incômodos, rs.

Trocando Fraldas:   Rafael como foi receber a notícia de que já seria papai?

Foi uma sensação maravilhosa e ao mesmo tempo desafiadora com frio na barriga. Sempre sonhei em poder ser um pai mais presente do que o meu pai foi em minha vida, devido ao fato dos meus pais serem divorciados desde os meus 7 (sete) anos de vida. Quando a Rose me revelou estar grávida a única coisa que me vinha na cabeça era que nossas vidas iriam mudar completamente e que um novo tempo se iniciaria, e se isto estava acontecendo era porque Deus nos capacitaria para viver este novo momento, assim não precisava me preocupar neste novo desafio de ser pai.

Trocando Fraldas:    E o nascimento como foi? Qual a sensação de ver o bebê pela primeira vez?
ED: Roseane: A Rafaella nasceu por meio de uma cesarea eletiva, feita pela obstetra que nos acompanhou desde antes da gestaçãol, acompanhada pelo meu cunhado que é médico e pelo Rafael, que foi incrivelmente corajoso (eu no lugar dele não conseguiria permanecer no centro cirúrgico, mesmo que não vendo nada, rs). Foi tudo melhor do que imaginávamos. Rafaella nasceu com 3,120kg e 48cm, com 39 semanas e 1 dia de gestação. Nasceu faminta, amamentou na primeira hora de vida, ainda na sala de recuperação. Nada se compara ao som daquele choro e aquele cheiro de “vida”. Sem dúvidas a melhor e mais inesquecível experiência de nossas vidas.

Rafael: Achei que no dia do nascimento da Rafaella eu ficaria muito tenso com tudo, entretanto, acho que não senti aquilo que imaginava passar, pois a Rose mostrava estar muito tranquila, e graças a Deus tudo correu bem, exatamente conforme o planejado e esperado. A sensação ao ver a Rafaella nascendo foi sobrenatural e única, meu coração estava em êxtase, pois saber que aquela bebezinha era minha filha e que agora eu me tornava realmente um pai de família foi uma grande alegria. Certamente Deus nos dá uma capacitação especial para enfrentar os desafios que virão.

Trocando Fraldas:    A fé é um ponto muito forte em vocês, qual a formação religiosa que tiveram? Quando foi o primeiro contato dom a bíblia e tudo que ela ensina?

ED Roseane: Cresci e fui criada na Igreja Católica. Em certo momento, com 17 anos, percebi que eu tinha um grande vazio dentro de mim que por algum motivo nunca havia sido preenchido. Até que um dia fui convidada por uma amiga para conhecer a igreja dela, cuja denominação era Cristã Protestante (evangélica, como muitos conhecem). Desde o momento que entrei na igreja até o final do culto eu fui imensamente tocada por Deus. Saí de lá não apenas preenchida, mas transbordando. Desde aquele dia conheci Deus não apenas pelo que as pessoas me falavam sobre Ele, mas por ter experiências com Ele, de conhecê-lo pelo que Ele mesmo se revelava a mim!

Desde aquele dia me relaciono com Deus de uma maneira muito íntima, muito próxima. Inclusive, eu e o Rafael nos conhecemos nesta igreja, da qual fazemos parte até hoje, quase 11 anos depois. Viemos isso tão intensamente que é inevitável não transparecer em nossos vídeos a presença Deus em nossas vidas. E frequentemente recebo e-mail de pessoas que, por meio de nossos vídeos, têm buscado a Deus mais fervorosamente. Isso para mim não tem preço: aproximar as pessoas de Deus, independente de religião. A Bíblia é um excelente livro que só nos ensina coisas boas. Então mesmo aqueles que não “acreditam” em seu conteúdo deviam lê-la como um manual de etiqueta, de como se comportar, de como ser uma pessoa correta, de como agir com o próximo, como viver no campo privado e no campo público, de como se tornar um ser humano melhor a cada dia e vários outras coisas.

Rafael: Venho de uma família católica praticante, e sempre estudei em colégios com denominação católica, mas quando tinha 15 anos resolvi conhecer espontaneamente uma igreja de denominação evangélica neopentecostal e com visão na formação de líderes, a Sara Nossa Terra. Confesso que era extremamente preconceituoso a evangélicos, pois achava que era um povo muito ignorante que apenas liam a bíblia e não faziam mais nada além de ir a igreja, mas minha visão foi completamente abalada desde a primeira vez que entrei naquele ambiente. Finalmente eu me encontrei com Deus e isso transformou a rota da minha vida.

Trocando Fraldas:    Rose como é o Rafael como pai? Ele troca fraldas e participa ou é do tipo que tem medo de pegar o bebê?

ED: O Rafael é um pai “competitivo”, haha. Ele quer dar mais banhos nela do que eu, quer trocar mais fraldas do que eu, quer arrancar mais sorrisos na Rafaella do que eu. Ele é exageradamente participativo. Como ele trabalha o dia todo, quando está em casa quer fazer tudo e “recompensar” o tempo que esteve fora. A coisa mais difícil é eu conseguir arrancar ela do colo dele. Só consigo usando o argumento de que ela precisa amamentar. Ainda bem que ele não tem esse dom, senão eu estaria frita! haha

Trocando Fraldas:   Rafael como é a Rose como mãe?

ED: A Rose como mãe simplesmente me surpreende, pois além da dedicação dela em querer aprender sobre este universo da maternidade, ela ao mesmo tempo me parece já saber muita coisa.Creio que é como dizem popularmente que as mulheres amadurecem mais rápido do que os homens. A Rose tem suas fragilidades e limitações como qualquer pessoa, mas vejo que ela encara isso como algo prazeroso e não apenas como um desafio. Vejo que ela como mãe está ainda mais bonita, mais sábia e perceptível às situações da vida, tudo como vemos nossas próprias mães.

Trocando Fraldas:  O que aprenderam depois da Rafaella? Qual a lição mais importante depois de um filho?

ED: Nossas vidas mudaram completamente depois da Rafaella. E mudar completamente não quer dizer que muda pra pior, muito pelo contrário. A maternidade-paternidade faz de nós seres humanos melhores e muito mais tolerantes. Certamente temos que abrir mão de muitas coisas, mas o que recebemos “em troca” não em preço. Fizemos dois vídeos falando exatamente sobre isso e gostaria de convidá-los a assistir. Neles citamos as 10 coisas que a paternidade e a maternidade fizeram por nós. Espero que gostem!

Trocando Fraldas:  O que aconselham para casais que querem se tornar papais?

ED: “É melhor serem dois do que um, porque tem maior recompensa do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro ajuda a levantar” (Eclesiastes 4: 9-10). Antes de mais nada, invistam em seus casamentos. Vejo que muitos querem “ter filhos” mas não querem “ser pais”. Ser pai e mãe é assumir a responsabilidade de ser o referencial para outra pessoa. É transformar aquele bebê em um adulto com princípios e caráter aprovado. E para isso, é muito importante que o casal esteja aliançado, que decidam oferecer ao filho uma base familiar estruturada. Tenham em mente que o casamento muda muito depois dos filhos, mas não permitam que essa mudança seja para pior.

Tenham aliança e sejam cúmplices um do outro, cresçam juntos. Não estou dizendo que tudo serão flores, mas se vocês estiverem aliançados e “trabalhando” como uma equipe, tudo será mais fácil. É claro que nem sempre as coisas acontecem como sonhamos. Às vezes a gravidez não foi planejada ou esperada, mas isso não significa que você não possa planejá-la a partir da descoberta. O mesmo vale para aquelas que serão mães solteiras. Tenho certeza que você não sonhou ser mãe solteira, mas se esta é a sua realidade, dê o seu melhor. Deus te trará capacitação e força para ser a mãe que seu filho precisa. Não se desespere!

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Fotos: Acervo Pessoal