Carreira e Maternidade 2018 - O que Mudou?10 mil brasileiras foram entrevistadas e resultados comparados com o ano anterior

 

No ano passado realizamos a primeira pesquisa sobre a possibilidade de conciliar a profissão com a vida familiar e principalmente com a possibilidade de cuidar dos filhos. Será que o Brasil avançou ou continua no mesma? 10 mil mulheres participaram da pesquisa e relataram sua vivência pessoal e a impressão sobre o sistema brasileiro.

Perguntas

As seguintes perguntas foram feitas:

  • Você acha que sucesso na carreira profissional é mais difícil quando tem filhos?
  • Você já teve ou teria medo de perder o emprego se engravidasse?
  • Sua decisão de ter ou não ter filhos foi afetada por motivos profissionais?
  • Como seu chefe reagiu ou reagiria ao saber da gravidez?
  • A volta para o trabalho foi (ou será) ...
  • Onde seu bebê ficou quando você voltou a trabalhar?
  • Conseguir uma vaga em creche é ...
  • Quando seu filho está doente quem fica em casa para cuidar dele?
  • Como você avalia a possibilidade de conciliar maternidade e vida profissional no Brasil?
  • Quantos meses seria o prazo ideal para a licença-maternidade?

Resultados

Para fins de comparação entre regiões, estados e capitais, as respostas às perguntas afirmativas foram convertidas em números, 1 para "Sim" e 0 para "Não". Dessa forma foi possível calcular médias que são base de diversos gráficos e rankings dos resultados abaixo. Além disso foi diferenciado entre mulheres com e sem filhos e a faixa etária.


Dificuldade de Sucesso Profissional com Filhos (% que percebe maior dificuldade)
Amapá82%
Ceará63%
Distrito Federal63%
Paraíba61%
Rio de Janeiro61%
Piauí60%
Mato Grosso59%
São Paulo59%
Goiás58%
Paraná57%
Amazonas57%
Brasil56%
Mato Grosso do Sul56%
Pernambuco54%
Bahia54%
Rio Grande do Norte54%
Sergipe53%
Minas Gerais53%
Espírito Santo52%
Santa Catarina52%
Maranhão51%
Pará50%
Rio Grande do Sul50%
Alagoas49%
Roraima48%
Rondônia48%
Acre48%
Tocantins44%

Sucesso Profissional com Filhos

  • Como em 2017, 56% das mulheres enxergam uma dificuldade maior no sucesso profissional com filhos.
  • Nas mulheres que já tem filhos e sabem das dificuldades, o percentual sobre para 61%, enquanto apenas 52% das sem filhos já sentem as dificulades futuras.
  • A pressão de conciliar os dois é maior para as gerações mais novas porque para metade das mulheres acima de 45 anos não há problema algum.
  • Mulheres do Centro-Oeste continuam a sentir as maiores dificuldades com a média subindo de 58% para 59%. O Sudeste segue com 58%.
  • A taxa no Norte permanece a menor com 52%, mesmo nível do ano passado, seguido pelo Sul onde 53% sentem essa dificuldade.
  • O estado com maior dificuldade entre as mulheres é o Amapá com 82% seguido pelo Ceará e o Distrito Federal de 63%. Em Tocantins, Acre, Rondônia e Roraima, menos da metade das moradoras sente sua carreira profissional afetada pelos filhos.
  • Os grandes centro du Sudeste como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte demonstram dificuldades acima da média com 59% a 62%.
  • Boa Vista, Maceió, Palmas e Florianópolis são as capitais que mais facilitam combinar a vida profissional com o desejo de ter filhos.

Influência da Carreira Profissional na Decisão por Filhos

  • 23% das mulheres alteram seus planos de ter filhos devido a motivos profissionais, 1% a mais do que no ano passado. A importância da carreira é maior para as mulheres entre 35 e 39 anos com 27%.
  • No Centro-Oeste e Sudeste, 1 em cada 4 altera os planos enquanto no Sul e Norte apenas 1 em cada 5.
  • O Distrito Federal e o Rio de Janeiro estão com números expressivamente acima da média nacional com 35% e 29% respectivamente, enquanto na Paraíba e Alagoas apenas 1 em cada 6 deixa-se influenciar pela carreira.

Medo de Desemprego por Engravidar

  • Como em 2017, ainda 3 em cada 7 brasileiras sentiram medo de perder o emprego ao engravidar ou sentem se engravidarem agora.
  • O medo é maior na faixa etária de 18 a 24 anos onde 45% das mulheres estão apreensivas.
  • Nas regiões, as situações se reverteram um pouco com as mulheres no Centro-Oeste mais relaxadas em 40% (44% no ano anterior) e o Norte pulando de 39% para a liderança do medo e 43%.
  • 3 estados do Norte com o Amapá, Acre e Amazonas apresentam mais de metade das mulheres com medo de perder o emprego, enquanto em Mato Grosso, Sergipe e Mato Grosso do Sul mal passa de um terço.
  • São Luís, Rio de Janeiro e Curitiba possuem índices bem acima da média com 46% a 48% respectivamente enquanto Vitória, Florianópolis e Fortaleza estão abaixo da média nacional.

 

Reação do Chefe

  • A pressão por parte dos chefes aumenta, apenas 57% percebem que seu chefe ficaria feliz com a gravidez e 19% até sentem vontade de ser demitidas na hora, uma alto de 3% comparado ao ano passado.
  • A impressão independe se a mulher já teve ou ainda terá filhos, mas varia de acordo com a idade, tendo a maior repressão para a geração mais jovem de 18 a 24 anos enquanto as mulheres acima de 40 anos relatam que 70% dos chefes ainda ficaram felizes.
  • No Norte, as reações são mais positivas, principalmente no Tocantins, Acre e Pará, e no Sudeste com tendência negativa no Espírito Santo e São Paulo.
  • Os dirigentes de empresas em Natal, Brasília e Teresina têm mais empatia pelas funcionários do que em Cuiabá, Vitória ou Porto Alegre.

Prazo da Volta ao Trabalho após Licença-Maternidade

  • Apenas um terço consegue voltar ao trabalho com o fim da licença-maternidade, outros 25% nos 6 meses seguinte e para 22% é praticamente impossível devido aos filhos.
  • Há uma tendência clara de que fica cada vez mais difícil para as mais novas de voltar ao trabalho e conciliar com o filho.
  • Em média, as mulheres levam um ano para voltar ao trabalho com pouca variação entre as regiões.
  • No Amazonas e e Santa Catarina, as trabalhadoras levam em média 1,5 mês a mais para voltar ao trabalho, enquanto no Piaupi, Ceará ou Maranhão já voltam com menos de 1 ano.
  • A maior dificulade nas capitais tem as mulheres de Florianópolis seguidos pelas em Boa Vista, Goiânia e João Pessoa.
  • Mais fácil é voltar após a licença em Macapá, Palmas, Maceió ou Teresina.

Onde Fica o Bebê após a Licença

  • Mais uma vez avós e outros parentes próximos são a salvação de 3 em 7 mães para cuidar do filho quando volta ao trabalho, em apenas 11% dos casos o pai fica com a criança.
  • Como no ano passado, a possibilidade de deixar a criança na creche se apresenta para menos de um quarto (23%), independente da idade da mãe.
  • 1 em cada 4 mulheres tem que encontrar uma forma não tradicional para cuidar do bebê enquanto trabalha.

Onde seu bebê ficou quando
você voltou a trabalhar?

 

Dificuldade de Conseguir Creche

  • Apenas 18% da população encontra uma vaga de creche com facilidade e 28% avaliam como muito difícil a busca. Não surpreende que isso é igual para mulheres de todas as idades.
  • O aperto está maior no Centro-Oeste e no Sul e menor no Nordeste.
  • No Distrito Federal, Goiás e Paraná, a falta é mais notória para as mães, enquanto em Alagoas, Bahia e Ceará é consideravelmente mais facil arrumar uma vaga.
  • Além de Brasília, os pais em Palmas, João Pessoa e Campo Grande sofrem mais com a falta de vagas. Em Salvador, Teresina e Fortaleza, a situação está menos difícil.

Conseguir uma vaga
em creche é...

 

 

Cuidado do Filho Doente

  • Em casos de doença, são 63% das mulheres que tem que ficar em casa com o filho.
  • Apenas em 1 em cada 14 pais fica em casa.
  • A segunda opção para cuidas dos filhos doentes são os avós que um quarto das mães recorre.
  • Quanto mais novas as mães, mais são elas que ficam em casa com o bebê e menos outras opções tem para cuidar do filho.

Avaliação Geral

  • O panorama geral de conciliar maternidade e profissão melhorou de 2017 para 2018, tendo avaliação positiva por 29% frente a 26% no ano anterior.
  • Há uma divergência grande entre mães, 24% avaliam a situação positiva, e as mulheres sem filhos onde quase 1 em casa acha bom ou muito bom.
  • Também há diferenças entre as faixas etárias, sendo a reprovação da situação atual acima de 50% entre 30 e 49 anos.
  • Mulheres no Centro-Oeste liderado pelo Distrito Federal e Goiás avaliam como menos favorável o cenário, contrário a 4 estados do Nordeste (Paraíba, Alagoas, Maranhão e Bahia) que estão no extremo da escala.
  • Porto Velho, São Luís e Cuiabá são as capitais com situação mais aconchegante para mães trabalhadoras e em Brasília, Manaus e Campo Grande é mais difícil conciliar trabalho e crianças.

Como você avalia a
possibilidade de conciliar
maternidade e vida
profissional no Brasil?

 

Ranking da Dificuldade para Capitais
(ordem descrescente com 1. apresentando a maior)
1.Brasília
2.Rio Branco
3.Manaus
4.Goiânia
5.Campo Grande
6.Teresina
7.Macapá
8.Rio de Janeiro
9.Palmas
10.Natal
11.Porto Alegre
12.Vitória
13.Fortaleza
14.Curitiba
15.Recife
16.Florianópolis
17.São Paulo
18.Belém
19.Aracajú
20.Belo Horizonte
21.Boa Vista
22.João Pessoa
23.Maceió
24.Salvador
25.Cuiabá
26.São Luís
27.Porto Velho



Prazo da Licença-Maternidade

  • 56% acham adequando o prazo da licença-maternidade atual com 6 meses que agora vale para todas as mulheres.
  • 44% desejariam uma licença maior, mas com a grande maior não desejando que não ultrapasse de um ano.
  • A avaliação da necessidade da licença-maternidade varia entre mulheres com filhos, onde apenas 51% das mulheres se contentam com 6 meses ou menos, e as sem onde 59% acham esse prazo suficiente.
  • Principalmente as mulheres do Centro-Oeste e do Sul preferiam uma licença maior com uma média de quase 8 meses, enquanto as mulheres no Nordeste julgam 7 meses suficientes.
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