O parto normal é a via natural do corpo feminino para o nascimento dos bebês e recentemente comprovada por pesquisados através de evidencias que é a forma mais segura tanto para a mulher como para o bebê de nascimento. Esta comprovação veio para derrubar as estatísticas sobre nascimento que tinham como principal meio de nascimento, o parto cesária e para tranquilizar as mulheres e mudar suas visões, além de conhecerem como é um parto normal realmente.

O parto normal tem crescido cada dia mais, graças à conscientização sobre essa via de nascimento e também sobre as novas leis que só permitem a cesariana em caso de necessidade e risco. Obviamente a lei não é cumprida como deveria, mas já tem mostrado grande queda no numero de cesarianas realizadas indevidamente e sem indicação alguma ou também muito conhecidas por cesariana eletiva.

Não existe uma regra para acontecer o parto normal, pois cada corpo responde ao trabalho de parto de sua maneira muito pessoal. Algumas com grande tolerância a dor, encaram esse momento com tranquilidade e já outras necessitam de métodos de relaxamento ou até mesmo a anestesia para conseguir chegar ate o fim. Se fizermos uma breve pesquisa sobre partos normais na internet, veremos todos os tipos de vídeos desse momento.

O parto normal em si é dividido em três etapas, o momento do trabalho de parto aonde as contrações vão aumentando cada vez mais até chegar a dilatação completa de 10 centímetros. A segunda etapa é o momento da expulsão, onde toda força da mulher deve ser colocada em vigor para que o bebê saia completamente. Na terceira, é à saída da placenta aonde uma nova contração forte virá para que a mulher faça força e expulse também a placenta.

Durante todo esse processo e trajetória, o próprio corpo estará em processo de preparação. Algumas sentem dores nas costas, outras na barriga e outras simplesmente têm vontade de fazer força, o trabalho de parto realmente é único para cada mulher.

O parto normal além de diminuir os riscos de hemorragia na mulher, preparam o sistema respiratório do bebê durante a expulsão para se adequar ao lado de fora do útero e proporciona uma recuperação mais rápida do que no parto cesária, além do tempo menor de internação hospitalar. O leite materno se apresenta praticamente no mesmo instante do nascimento do bebê, favorecendo a amamentação.

Passo a Passo do Parto

Tudo se inicia a partir do trabalho de parto, onde o útero começa a sofrer contrações em tempos controlados, mas ainda muito espaçados. Contrações essas que irão diminuindo o seu tempo de intervalo e ficando cada vez mais próximas e dolorosas. Normalmente começam a ser sentidas em intervalos de 10 em 10 minutos e ficando mais fortes a cada diminuição deste tempo. É possível caminhar e fazer outras atividades quando o tempo ainda está muito espaçada, ajudando inclusive a suportar a dor e auxiliar no processo de dilatação.

Primeira Fase

Essa primeira fase pode durar horas, portanto se tranquilize, coma coisas leves e tente caminhar e respirar de forma mais tranquila possível. Não ir para a maternidade nesta primeira fase é indicado para aquelas que não desejam ficar horas e horas internadas e em alguns casos ou maternidades já ser internada com a ocitocina e aumentar as contrações e dilatação, assim como a intensidade da dor de forma mais rápida.

Segunda Fase

Quando entrar na segunda etapa, onde o parto está ativo e suas contrações já com curto espaço é hora de procurar a maternidade ou ligar para seu medico. O médico indicará que está em trabalho de parto ativo quando já tiver alcançado de 3 a 4 dedos de dilatação. Seu corpo indicará a melhor posição a ficar e como se sentir melhor durante as contrações dolorosas.

Você pode optar em tomar um banho morno que costuma diminuir a irritabilidade, assim como as dores além de trazer mais conforto para esse momento. Caminhar também é uma opção muito indicada para aliviar o incomodo e também acelerar a dilatação, auxiliando de forma positiva no trabalho de parto. A respiração neste momento é fundamental, portanto se acalme e respire profundamente e tente relaxar por mais difícil que seja.

Se sua bolsa amniótica ainda não estourou, o medico pode optar por rompê-la neste momento acelerando assim o trabalho de parto. Fique tranquila, esse procedimento é totalmente indolor, mas aumentará um pouco mais as dores das contrações. Caso tenha a opção e seja solicitado, neste estágio a anestesia pode ser aplicada para acabar com as dores fortíssimas desta etapa.

As contrações estarão acontecendo uma mais próxima do que a outra, e quando o colo do seu útero tiver atingido os 10 dedos de dilatação é hora de fazer força. O próprio útero empurrará o bebê para fora pelo canal vaginal e a cada contração quando você fizer força ele descerá mais um pouco. Esse processo pode demorar um pouco até que a cabeça do bebê coroe na saída da vagina. Neste momento você sentirá um ardor mais forte e terá a certeza que está bem perto de terminar.

Se o bebê estiver na posição certa, a cabeça sairá e o medico controlará as suas contrações e quando deve fazer força e quando deve parar visando diminuir os riscos de lacerações na vagina. Se o medico achar necessário ele pode fazer uma episiotomia para facilitar a saída do bebê, procedimento este que deve ser utilizado somente em caso de extrema necessidade. Caso tenha optado pela anestesia, o medico e as enfermeiras dirão o momento exato de fazer força, fique tranquila!

Terceira Fase

A terceira etapa ocorre após a saída do bebê e para a surpresa das mulheres as contrações que haviam terminado com o nascimento do bebê voltam e mais uma vez é necessária à força da mulher para expulsa-la, claro que menos indolor do que a da saída do bebê. A saída da placenta pode demorar de 5 a 15 minutos após o nascimento do bebê e normalmente é natural que a mulher sinta o desejo de fazer força. O medico analisará apalpando o abdômen se toda a placenta e seus resíduos foram expelidos.

Após o termino do parto, você poderá se sentir fraca, trêmula, mas acredite realizada!! Seu desejo de pegar o bebê no colo será tão grande que os desconfortos parecem mínimos. Não se sinta mal por querer descansar ou só pensar em um belo prato de comida, o seu corpo necessita de recomposição de energia e quando tudo estiver restabelecido sua atenção voltará totalmente ao bebê. Enquanto isso pegue seu bebê, se possível amamente e curta muito esse momento, porque realmente é um momento inesquecível!

Parto Normal Natural

Sonho de 8 entre 10 mulheres, o parto normal é um símbolo das nossas mamães, avós e muitas gerações anteriores. Um parto para ser bonito tem que ter amor, independente da forma que for dada a luz. Mas venhamos e convenhamos, é lindo ver uma mãe “parindo” seu filho por um meio tão natural, tão antigo e tão bom para mamãe e bebê.

Não é atoa que chamo de guerreiras e leoas as índias e todas essas mulheres que tiveram e ainda tem seus filhos sem nenhum tipo de ajuda. É muita força para uma só pessoa, mas acho que a maternidade, esse momento tão único na vida de uma mulher faz brotar essa coragem toda.

Ter um filho na era da anestesia se tornou fácil e praticamente indolor, basta ter boa passagem, coragem, intuição e por que não dizer um médico que te apoie na decisão? Sim, por mais que a mulher esteja resolvida a fazer parto normal, hoje surgiu uma grande quantidade de médicos que são considerados cesaristas, por receberem mais por partos cesáreos, e também pela comodidade de marcar a cirurgia evitando horários alternativos e correria “desnecessária”. Mas como disse meu médico dr Roberto, tem que ir na onda da saúde da parturiente e do bebê, dando tudo certo é o que importa e concordo plenamente com ele.

Você sabia que o trabalho de parto começa muito antes do que a gente imagina? Sim, as contrações de treino começam muito antes do tampão cair, da bolsa estourar, da hora H como se diz, elas estão presentes em qualquer gestação independente do tipo de parto que a mulher venha a ter, mas esse é um dos preparativos do corpo da mamãe para aquele momento em que deverá expulsar o bebê de dentro do útero, do lugar mais protegido do mundo para os bebês.

Como se dá um parto normal ou natural, assim deveria ser chamado pois é vindo da natureza da mulher, tudo começa com o trabalho de parto evolutivo, as contrações começam e é preciso ter dilatação suficiente para que ele ocorra. Normalmente são 10 cm de dilatação, mas já vi casos de o bebê ser pequeno e 8, 9 centímetros dar passagem a cabeça do bebê, pois é a parte mais crítica do parto propriamente dito que é a fase de parto latente.

Na maternidade eles costumam dar uma força para que o trabalho de parto seja mais rápido evitando sofrimento da mamãe e do bebê, aplica-se ocitocina no soro e aí minha amiga o bicho pega pra valer, outra coisa que ajuda bastante o trabalho de parto evoluir é o rompimento da bolsa se ainda não tiver acontecido.

A anestesia peridural é aplicada a partir de 7 cm de dilatação, ela atenua bastante a dor da mamãe, mas não totalmente para que ela sinta quando a contração chega para empurrar o bebê. A ida para a maternidade pode acontecer com os sinais típicos de trabalho de parto:

  • Contrações de 10 em 10 minutos ou ritmadas independente do tempo
  • Qualquer sinal de sangue
  • Saída do Tampão

A mulher tem que ficar muito atenta a qualquer desses sinais, e é muito aconselhável ter o telefone do obstetra sempre por perto em caso de necessidade. E lembre-se Deus prepara pra gente o melhor, se por acaso não puder ter parto normal, não fique triste. Um assunto muito complexo e que exige vários capítulos, ainda irei falar a respeito do parto domiciliar, do parto humanizado e vários outros. O primeiro a ser abordado foi o parto cesárea que já falamos sobre.

A seguir um parto normal em uma das melhores maternidades de SP a Santa Joana, mas saibam que há muitos vídeos de parto normal no Youtube, apenas acho desnecessário colocar um tão escancarado aqui rsrs, mas se faz questão de ver é só procurar ok? Ah achei esse vídeo muito fofo, um dos partos mais bonitos que eu já vi pelo youtube.

Parto Normal com Anestesia

Momento de pura tensão e medo do desconhecido, a hora do parto é um momento muito aguardado pelas mamães, porém com diversos temores e preocupações devido a dor relatada por todas que passaram pela experiência. Diferente das mulheres antigamente que não tinham segunda e terceira alternativa, as mulheres do mundo atual podem escolher e solicitar métodos que minimizem as dores e incômodos deste momento, como é o caso do parto normal com anestesia.

Muitas mulheres por medo da dor do parto normal, já informam ao obstetra durante as consultas de pré-natal seu desejo de realizar uma cesariana e não ter que passar por isso. Já outras, preferem aguardar seu corpo agir e o bebê se mostrar pronto para vir ao mundo e dar a chance do seu corpo trabalhar para que seu bebê nasça da forma que desejar, suportando e encarando a dor do parto normal como um processo natural deste momento, o que realmente é.

A dor do parto normal é muita relativa e não pode ser comparada de uma mulher para outra. Já que o corpo de cada uma trabalha de sua maneira e sensibilidade além da tolerância de dor que é diferente para cada individuo. Por isso facilmente encontramos mulheres que relatam seus partos normais como um momento rápido, indolor e sem maiores incômodos (sonho de toda mulher) e outras como o momento de mais dor que viveu em sua vida, mas nenhuma dessas dores tira o brilho do momento que realmente é mágico e especial.

Vale ressaltar que a dor do parto normal é benéfica para a mulher que consegue controlar e regular as contrações, além de saber a hora exata de fazer força para que o bebê nasça. Assim como a dor, a posição adequada e mais confortável para a mulher que se encontra em trabalho de parto depende de cada uma.

O acompanhamento neste momento de familiares e de profissionais competentes e que inspire confiança faz toda diferença para que encare esse momento com maior tranquilidade possível. E se mesmo com todos os cuidados for necessário e solicitado o parto normal com anestesia, pode ocorrer tranquilamente. Cada mulher conhece seu corpo e seu limite e deve ser respeitado, pois é o momento dela, somente dela e do bebê.

Uma preparação antecipada com uma boa conversa com seu obstetra ou doula se assim tiver decidido, faz com que a gestante já se prepare e saiba o que irá vivenciar e como diminuir as dores e controlar seu corpo de forma que aguente firme até o nascimento do bebê. Tire suas dúvidas sobre anestesias e esclareça seus medos sobre o assunto e o que pode ajudar ou atrapalhar durante o parto. A segurança faz toda a diferença para esse momento!!

Como é aplicada?

Motivo de comemoração para muitas mulheres, a anestesia no parto normal veio para auxiliar as mulheres neste momento tão lindo e especial. Por quê não vivenciar um parto normal sem sentir tantas dores? E com toda certeza saber que no momento mais tenso das dores receberá a anestesia traz uma sensação de tranquilidade e conforto para esse momento.

Para isso existem duas anestesias, a peridural e a epidural. Ambas são aplicadas na região lombar da coluna vertebral e que atua diretamente da cintura para baixo do corpo da mulher e permite que a mulher fique totalmente acordada e esperta para o momento da expulsão.

A anestesia é totalmente indolor e para auxiliar é aplicado um anestésico no local antes de ser aplicada a anestesia em si. Logo quando aplicado é sentido uma sensação de calor e de pressão no corpo, com alivio imediato. Normalmente é aplicada durante o trabalho de parto avançado chegando próximo à dilatação total da mulher onde as dores são mais intensas, porém pode ser solicitado anteriormente caso seja necessário. Na dúvida se quer ou não a anestesia peridural para o parto, consulte um médico anestesista. Esse pode tirar todas as suas dúvidas!

Relato de Parto de Cristiane Fonseca

Minha princesa Millena deu sinais de que estava pronta para vir ao mundo com 39 semanas e 1 dia. Foi numa manha ensolarada de domingo, que observei um leve sangramento, já havia lido a respeito e sabia que era o famoso “tampão”  ou “the show” em Inglês.

Nossa primeira visita ao hospital foi às 10 horas da manha da segunda feira, quando comecei a sentir algumas contrações sem dor , lá recebemos a notícia que sim eu estava entrando em trabalho de parto, mas ainda com apenas 2 cm de dilatação e nenhuma dor. Voltamos para casa e fui aconselhada a caminhar e tomar banhos quentes caso a dor aparecesse e a voltar ao hospital quando as contrações viessem de 5 em 5 minutos (eu estava nos Estados Unidos na época, onde tudo relacionado a parto e diferente do Brasil).

Às 22 horas eu já estava sentindo muita dor, mas as contrações eram irregulares, decidi voltar ao hospital, pois já estava ficando insuportável, e ao ser examinada quanta frustração, ainda estava com 2 cm de dilatação, me mandaram de volta pra casa.

Passei aquela noite em claro, entre banhos quentes e massagens que meu esposo me fazia nas costas, mas nada parecia adiantar quando as contrações apareciam ainda muito irregulares, aguentei ate as 5 horas da manha, onde liguei para o hospital e supliquei para ser internada, pois estava com medo de ficar em casa ( no estado em que eu morava South Carolina só podia ser internada com 5 cm de dilatação).

Fui recebida no hospital, e que alivio, já estava com 5 cm de dilatação. Mas o medico de plantão me disse que minha princesa estava com o rostinho virado, mas provavelmente conforme o trabalho de parto evoluía ela viraria então relaxei e aguardei a peridural.

Apos a anestesia senti grande alivio, foi aplicada em quantidade que eu pudesse sentir quando as contrações vinham, mas não sentia dor, o trabalho de parto então fluiu apos as 5 da manha, e as 10 da manha da terça feira eu já estava com os 10 cm dilatada e pronta para empurrar.

Força e mais força era o que me pediam, eu não sabia mais de onde tirar força e por exaustivas 2 horas e meia eu empurrava e nada da minha querida nascer, quando o medico veio trazendo um aparelho de ultrassom viu que ela ainda estava com o rosto virado, e num ímpeto de salvar a vida da minha bebê ele a girou com suas próprias mãos e ela nasceu as 12:31 do dia 01 de Junho de 2010 pesando 3773 kg e medindo 53 cm.

Não pude vê-la quando nasceu, e o papai não pode cortar o cordão umbilical, pois ela estava roxa e não chorou, foi logo levada para oxigênio e massagens cardíacas, meia hora depois me trouxeram meu pacotinho de amor, a princesa que tanto pedi a Deus estava em meus braços e já queria ser amamentada, uma das melhores sensações que pude experimentar na vida.

Ficamos no hospital por 3 dias devido à febre que tive durante o parto e ela precisou tomar antibióticos. Nosso pós-parto não foi dos mais agradáveis devido à laceração de terceiro grau que sofri quando o medico a girou dentro de mim, os 8 pontos que levei doíam muito, ardiam e as idas ao banheiro eram um pesadelo. Mas passados esse período foi muita alegria, pude amamenta-la e ela cresceu cheia de saúde!

Veja também: Parto Normal ou Cesária – É Mesmo uma Escolha?

Foto: Oriana Eliçabe