É fato que o estilo de vida que escolhemos seguir impacta diversas áreas de nossa vida. Nossos hábitos vão impactar nos índices de concepção e, por isso, devem ser levados em conta ao se planejar uma gravidez. O nosso padrão alimentar, alinhado com a prática de exercícios físicos, por exemplo, são variáveis que irão influenciar as chances de gravidez.

De forma geral, a recomendação ideal para uma mulher que quer ter mais chances de engravidar é estar com o seu Índice de Massa Corporal – IMC – entre 20 e 24, ou pelo menos até 22% de gordura corporal. Assim, ao se estar dentro desses parâmetros, as chances de engravidar são mais altas e, por isso, o equilíbrio alimentar junto com a prática de exercícios é fundamental para atingir tais números.

Mas o que é esse IMC? O IMC é o Índice de Massa Corporal que utiliza um cálculo levando em consideração o peso em relação à altura para avaliar se a pessoa está dentro do seu peso ideal ou não. Veja abaixo como calculá-lo:

Fórmula do IMC: peso ÷ (altura x altura).
Exemplo: Se uma pessoa tem 1,60m e possui 70kg, deverá fazer o seguinte cálculo:
– multiplicar a altura pela altura: 1,60 x 1,60 = 2,56
– dividir o peso pelo resultado da altura ao quadrado: 70 / 2,56 = 27,34
Assim, essa pessoa tem um IMC de 27.

Com o resultado do seu IMC, é possível identificar se você está dentro do seu peso ideal a partir da tabela de referência de valores.

Valor Classificação
Abaixo de 18,4 Abaixo do peso
18,5 a 24,9 Peso normal
25 a 29,9 Acima do peso
30 a 34,9 Obesidade grau I
35 a 40 Obesidade grau II (severa)
Acima de 40 Obesidade grau III (mórbida)

No exemplo que utilizamos, a pessoa seria classificada, então, como acima do peso, pois o seu IMC é de 27.

É importante aqui esclarecer que quando falamos em manter um peso ideal, isso equivale a não estar nem acima, nem muito abaixo do peso normal. Assim, não somente mulheres acima do peso possuem dificuldades para engravidar. Mulheres que são extremamente magras também experienciam dificuldades e devem procurar auxílio para contornar esta situação.

Mulheres que estão acima do peso produzem mais estrogênio devido ao excesso de gordura, afetando a ovulação e desequilibrando o sistema hormonal. Com isso, o corpo não sabe sinalizar que o óvulo está maduro e quando é o momento certo de liberá-lo, dificultando as chances de concepção.

Já as mulheres que estão abaixo do peso param de menstruar devido a falta de gordura no corpo. Como não há gordura suficiente, o corpo se concentra em outros processos fisiológicos e para de produzir os hormônios necessários para a ovulação, podendo a mulher ficar com a menstruação desregulada e, até mesmo, ficar meses sem menstruar.

Quais os riscos relacionados caso haja gravidez?

No caso de conseguir engravidar, mulheres que estão abaixo do peso têm mais chances de sofrerem aborto ou parto prematuro. Por isso, é essencial que se faça acompanhamento nestes casos no intuito de garantir que o bebê irá receber as vitaminas e nutrientes necessários para que tais riscos sejam minimizados.

Para as mulheres que estão acima do peso, há alguns riscos associados, como:

  • Trombose na perna ou pulmonar (formação de coágulos de sangue)
  • Diabetes gestacional
  • Pressão alta e pré-eclâmpsia
  • Dificuldades de se realizar alguns procedimentos, como por exemplo, monitorar a frequência cardíaca do bebê, visto que o excesso de gordura dificulta esse monitoramento.

Para o bebê, há outros problemas associados caso a mãe esteja acima do peso, como problemas de desenvolvimento cerebral e espinhal; chances de aborto, maiores chances de um natimorto (o bebê já nasce sem vida), além do aumento de chances de o bebê também apresentar obesidade e diabetes durante a vida.

Como evitar esses problemas?

Além de manter uma alimentação saudável, é necessário que seja feito acompanhamento com um profissional para que faça o monitoramento de todas as necessidades da mãe e, também, do bebê. É possível que mulheres com um IMC acima do peso possam ter uma gravidez tranquila e, por isso, ter o apoio de profissionais e atenção com a dieta e prática dos exercícios físicos são fundamentais.

A mesma atenção vale para a prática de exercícios em demasia e de alta intensidade. Eles podem influenciar as chances de gravidez, visto que demandam muita energia do corpo, afetando a ovulação, e irão, também, impactar no IMC. E claro, é importante ressaltar que nenhuma dieta extrema deve ser realizada por conta própria durante a gravidez ou após o parto, pois há o risco de se limitar a ingestão de nutrientes ou de ingerir alimentos altamente calóricos que irão afetar a pressão arterial, no caso de mulheres que querem ganhar peso.

Resumindo: é essencial que seja realizado o acompanhamento com profissionais caso a mulher esteja acima ou abaixo do peso. Além de um bom ginecologista, o acompanhamento de um nutricionista é muito importante. Esse profissional pode elaborar um plano alimentar que irá prover os nutrientes necessários e ideais para esta fase tão importante que é a gravidez. Por isso, fuja de dietas por contra própria, pois além de riscos para sua saúde, você coloca em risco a saúde do bebê também.