O abandono de bebês ocorre desde que o mundo é mundo, mas a quantidade de casos que vemos todos os dias é assustador! Talvez tenha sido sempre assim e agora pela quantidade de canais de comunicação ficamos sabendo de todos. Mas a grande verdade é que mulheres no mundo inteiro se sentindo oprimidas por uma gravidez indesejada , invés de encontrar uma saída para cuidar desta criança ou encontrar uma família que a crie com amor, decidem abandonar o bebê a própria sorte.

Muitos são descartados como lixo, deixados em caçambas, lixeiras ou em locais de difícil acesso. Parece até que são deixados para não serem encontrados! Já outros são deixados em passagem de pedestres, portas de residências ou empresas afim que uma boa alma se solidarize e cuide do bebê. Mas porque essas mulheres não entregam esses bebes de forma civilizada? Porque não entregam nas mãos de pessoas que terá certeza que o bebê ficará bem e acharão um caminho pra ele? E a resposta é MEDO!!

Medo do julgamento, medo do que vão escutar, medo de sofrerem represália, são tantos medos que acabam praticando esse ato impensável. Isso quando não estão passando por um quadro de depressão pós-parto, que só quem passa sabe o quanto é difícil e a mulher age por impulso. O que poucas sabem é que existe uma lei no Estatuto da Criança e do Adolescente que assegura a gestante a entregar o filho para adoção, visando o bem estar do bebê.  A lei se encontra no paragrafo único no artigo 13 do Estatuto e a gestante deve procurar a Vara de Infância e Juventude mais próxima para saber como proceder.

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O trabalho na Vara da Infância e Juventude consistem em amparar a gestante, conscientizar sem fazer pré-julgamentos e garantir um ambiente psico social onde ela possa refletir, repensar e tomar uma decisão segura para entregar para adoção o bebê que esta gerando. As mulheres quando procuram a ajuda na vara da Infância já chegam carregadas de julgamentos e censura das pessoas. Porém se pararmos para analisar não é melhor esta atitude do que abandonar o bebê ao relento nas calçadas da vida? Se pararmos para pensar, essas são mulheres que analisam suas condições para criar um filho e não se sentem preparadas para exercer a maternidade  e tomam essa decisão consciente e coerente.

Muitas irão dizer, e porque não se previnem? E neste ponto concordo plenamente, mas depois que se esta grávida não adianta questionar não é mesmo? O que é melhor se não quer o filho, aborta-lo, abandona-lo ou entrega-lo para a adoção e dar a chance desta criança ser criada por uma família que irá ama-la? Temos que analisar todos os pontos e pensar também no direito do bebê que esta ali sem ter pedido e sem chance alguma de se defender.

Existe Diferença Entre Doação de um Filho e Abandono?

Pensando prontamente com o coração de uma mãe pode não ter diferença e o ato de doar um filho pode soar estranho para aquelas que fazem o possível e o impossível para criar, educar e dar o melhor aos seus. Mas se analisarmos o fato a fundo, veremos que possui uma grande diferença sim!

O ato de doar um filho requer muita, mas muita coragem mesmo até para aquelas que não possuem vinculo emocional algum com a criança. O medo de se arrepender, o medo do julgamento social e até mesmo do futuro é algo incerto. E ao doar o filho, claro que de forma consciente e nas mãos de pessoas que terá certeza dos cuidados adequados essa mulher estará dando a chance de vida, dando a vida pela segunda vez. São diversos os motivos para uma mãe ou os pais tomarem essa decisão e entre elas as principais esta a falta de recursos financeiros para suprir as necessidades da criança ou despreparo emocional. Doar um filho deve ser um ato totalmente consciente de que estará abrindo mão da convivência com o filho, porém proporcionando a chance de ter um destino melhor.

Já o abandono é não pensar no bem estar do bebê/criança, deixa-lo em local improprio e correndo riscos de saúde e vida. É abandonar fisicamente, emocionalmente e moralmente. É privar o bebê/ criança a ter uma segunda chance e deixa-lo a própria sorte para que alguém o encontre e de uma direção a sua vida.

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Fotos: Maurizio, Art Siegel