A difteria é uma grave infecção bacteriana que afeta as mucosas da garganta e do nariz. Embora se espalhe facilmente de uma pessoa para outra, a difteria pode ser prevenida através do uso de vacinas.

O Que Causa a Difteria?

A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheria, a condição é tipicamente disseminada através do contato de pessoa para pessoa ou através do contato com objetos contaminados pela bactéria, como copo ou talheres.

É possível também contrair a difteria se uma pessoa infectada espirrar, tossir ou assoar o nariz próximo de outra. Mesmo que uma pessoa infectada não apresente sinais ou sintomas de difteria, elas ainda são capazes de transmitir a infecção bacteriana até seis semanas após a infecção inicial.

A bactéria geralmente se instala no nariz e garganta, e, uma vez que há a infecção, as bactérias liberam substâncias perigosas chamadas toxinas. Essas toxinas se espalham pela corrente sanguínea e, muitas vezes, causam placas acinzentadas e grossas no nariz, garganta, língua e vias aéreas superiores. Em casos mais graves, pode ocorrer um inchaço grave no pescoço, com aumento dos gânglios linfáticos. Isso pode gerar dificuldade de respirar ou bloqueio total da respiração.

Essas toxinas também podem prejudicar outros órgãos, incluindo o coração, o cérebro e os rins. O que pode levar a complicações potencialmente fatais, como miocardite, paralisia ou insuficiência renal.

Fatores de Risco da Difteria

Qualquer pessoa está suscetível a adquirir difteria. No entanto, alguns grupos possuem um maior risco:

  • Crianças e adultos que não receberam a vacina
  • Pessoas que viajam para uma região onde não há imunização contra a difteria
  • Pessoas que possuem algum tipo de desordem do sistema imunológico, como AIDS
  • Pessoas que vivem em condições de superlotação ou em ambientes nocivos à saúde

No Brasil, as crianças são vacinadas contra a difteria, portanto a doença é considerada rara. No entanto, a difteria ainda é bastante comum nos países em desenvolvimento onde as taxas de imunização são baixas.

Nesses países, crianças menores de 5 anos e pessoas com mais de 60 anos estão particularmente em risco de contrair difteria.

Sintomas da Difteria

Sinais de difteria geralmente aparecem dentro de dois a cinco dias após a ocorrência da infecção. Algumas pessoas não experimentam sintomas, enquanto outras apresentam sintomas leves semelhantes aos do resfriado comum.

  • O sintoma mais visível e comum da difteria é uma membrana grossa e acinzentada cobrindo a garganta e amígdalas. Outros sintomas comuns incluem:
  • Febre e calafrios
  • Gânglios inchados (linfonodos aumentados) em seu pescoço
  • Dor de garganta e rouquidão
  • Tosse
  • Pele azulada
  • Dificuldade para engolir
  • Corrimento nasal
  • Mal-estar.

Sintomas Adicionais

Podem ocorrer sintomas adicionais à medida que a infecção avança, incluindo:

  • Dificuldade em respirar ou respiração rápida
  • Mudanças na visão
  • Fala arrastada
  • Sinais de choque, como pele pálida e fria, transpiração e batimentos cardíacos rápidos

É possível desenvolver a difteria cutânea (ou a difteria da pele como é chamada), se possuir pouca higiene ou viver em uma área tropical. A difteria da pele geralmente causa úlceras e vermelhidão na área afetada.

Como a Difteria é Diagnosticada?

O diagnóstico de difteria é feito com base em um exame físico. O médico irá verificar se há placas acinzentadas nas amigdalas e garganta, além de inchaço dos gânglios do pescoço. Também fará perguntas sobre o histórico médico e sobre os sintomas sentidos.

Para confirmar o diagnóstico, o médico irá retirar uma amostra do tecido afetado, que pode ser tanto da garganta quanto da pele e enviá-lo para um laboratório para testes.

Tratamento da Difteria?

A difteria é uma condição séria, então o médico começará o tratamento de forma rápida e agressiva. O primeiro passo do tratamento é a injeção de antitoxina, injetada em uma veia ou no músculo. Ela é usada para neutralizar a toxina produzida pelas bactérias que já circulam pelo corpo.

É importante informar o médico sobre a existência de algum tipo de alergia à antitoxina. Com isso, o tratamento pode ser iniciado com pequenas doses, e no decorrer do mesmo serem aumentadas gradualmente.

O médico também administrará antibióticos, como eritromicina e penicilina, para ajudar a controlar a infecção. A equipe médica também pode remover algumas das membranas que se formam na garganta, caso elas estejam obstruindo a respiração.

Durante o tratamento, o médico pode sugerir a internação do paciente, para que o paciente evite infectar outras pessoas principalmente as do seu convívio diário.

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para cada caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Como é Feita a Prevenção da Difteria?

A melhor forma de prevenir a difteria é com a vacinação, que pode ser a tríplice bacteriana ou a pentavalente. A vacina tríplice bacteriana clássica (difteria, tétano e pertussis acelular), é indicada para crianças com até sete anos de idade. Após essa data é utilizada a vacina de dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto).

Há também a vacina pentavalente, indicada para imunização ativa de crianças a partir de dois meses de idade contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas por Haemophilus influenzae tipo b.

Ambas vacinas estão disponíveis no calendário oficial do Ministério da Saúde e são dadas a crianças nas seguintes idades:

  • 2 meses
  • 4 meses
  • 6 meses
  • 15 a 18 meses
  • 4 a 6 anos

As vacinas duram 10 anos, e depois disso a criança precisará ser vacinada novamente por volta dos 12 anos. Em casos raros, uma criança pode ter uma reação alérgica à vacina. Isso pode resultar em convulsões ou alergias cutâneas, que desaparecerão depois de alguns dias.

Pessoas que não tomaram essa vacina quando crianças devem buscar a imunização, principalmente profissionais da saúde, coletores de lixo, dejetos e águas contaminadas, alimentos e bebidas, bombeiros, militares, policiais, manicures e podólogos, profissionais da aviação, profissionais que viajam muito, profissionais que trabalham com crianças ou animais. Nestes grupos, a vacinação é especialmente indicada.

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Fotos: James Gathany