Leitoras e amigas contam como foi a volta ao trabalho após o nascimento dos seus bebês. Uma mãe consegue retomar as atividades sem se sentir mal com isso? Luciana Freire mamãe de 3 crianças, Eduardo, Ligia e Antonella fala de como foi voltar a ativa após a licença maternidade e olha que foram 3 vezes!

Trocando Fraldas: Quanto tempo você ficou de licença maternidade? Com quem o bebê ficou logo após a volta ao trabalho?

Luciana: Foi uma fase muito complicada na primeira vez, eu chorava só de pensar em voltar ao trabalho e deixar o pequeno em casa ou na escolinha. Tive que me virar em 3 depois que voltei ao trabalho porque a casa, criança e trabalho me afetaram demais na volta a rotina. Na segunda vez foi complicado somente a parte de deixar a Li na escolinha, quando o Edu nasceu optamos por deixa- lo com a minha mãe que revezava com minha sogra com os cuidados dele no dia a dia, mas com a Li colocamos no berçário da empresa onde estava trabalhando, confesso que foi muito melhor poder ter a Li por perto. Ela pertinho de mim podia amamentar e continuar com o vinculo mãe filha que foi de certa forma rompido com o Edu depois de 4 meses. Com a mais nova foi ainda melhor, eu ja estava com o meu atual projeto, trabalhando em casa e ai podia me dedicar totalmente a ela e nas hora de folga (quando dava tempo) cuidava dos afazeres do trabalho. Foi meio difícil conciliar mas com eles maiores a rotina se encaixou.

Trocando Fraldas: Você amamentava? como foi essa mudança em termos de amamentação?

Luciana: Amamentava sim, com o Edu foi muito confuso e difícil. Embora tenha me preparado por 6 meses psicologicamente e tenha feito reserva de leite materno, sentia falta de tê-lo mamando em livre demanda. Com as meninas já tive mais facilidade nessa parte.

Trocando Fraldas: Qual foi a sensação ao saber que teria que voltar ao trabalho depois do nascimento?

Luciana: Eu só chorava… a primeira vez que sai de casa sem o Edu foi terrível! tinha sensação que estava abandonando ele e foi muito difícil voltar a rotina normal. Aos poucos fomos nos adaptando mas se fosse hoje não sei se faria tudo novamente igualzinho como foi… acho que daria um jeito de ficar mais tempo com ele.

Trocando Fraldas: Como foi a volta ao trabalho, foi mais fácil ou mais difícil do que você esperava?

Luciana: Foi mais complicado nas duas primeiras vezes, a primeira por estar sem o bebê e na segunda vez pela adaptação em si da situação. Era complicado sair todos os dias pela manhã com 2 crianças pequenas. Com o Edu para levar a escolinha, nessa época ele tinha 4 anos. Levava a Li comigo e ficar no transito com ela não era brincadeira. Mas aos poucos a situação foi ficando melhor.

Trocando Fraldas: O que você acha que poderia melhorar em se tratando de licença maternidade, qual queria o prazo ideal para você e a licença maternidade dos seus sonhos.

Luciana: Para melhorar o pai poderia acompanhar mais tempo a mamãe no inicio. As empresas também deveriam pensar com carinho em colocar um local onde as mães pudessem deixar seus filhos por perto, vivi essa experiência e foi muito bacana. Um sonho poder ir trabalhar com a certeza de que qualquer problema há poucos metros poderia socorrer seu bebê, eu trabalhava muito melhor, rendia muito mais. Ideal seria poder ficar com eles o primeiro ano, como sei que isso é uma coisa que está muito longe da realidade fico com pelo menos 8 meses até a introdução alimentar ficar completa.

Trocando Fraldas: O marido pegou licença paternidade? 5 dias foi um prazo ideal ou em sua opinião poderia ser diferente?

Luciana: Pegou as 3 vezes mas eu acho 5 dias bem pouco, quase não da para aproveitar… poderia ser no mínimo 15 dias, se 30 melhor ainda!

Paloma Fernandes mamãe do Bernardo e do Rodrigo conta como foi voltar as atividades após o nascimento dos seus rebentos. Como será a sensação de voltar a rotina profissional anterior a gravidez com a nova vida de mamãe?

Trocando Fraldas: Quanto tempo você ficou de licença maternidade? Com quem o bebê ficou logo após a volta ao trabalho?

Paloma: Fiquei 6 meses de licença maternidade. Logo que o prazo de volta pro trabalho estava pra vencer, eu já comecei a ver a possibilidade de coloca – lo na escolinha. Como o Bernardo (meu baby mais velho) já ia numa escolinha desde 1 ano e 3 meses e eu super confio, coloquei o bebê 2 lá também e foi mais tranquilo do que eu esperava.

Trocando Fraldas: Você amamentava? como foi essa mudança em termos de amamentação?

Paloma: Sim, mas a amamentação não era exclusiva. Desde o 4º mês dele introduzimos a formula como complemento e isso ajudou muito nessa transição de volta ao trabalho. Ele continuou mamando por mais 1 mês e logo largou. Esse era um dos motivos que me fazia pensar se eu realmente deveria voltar ao trabalho. Meus planos eram amamenta- lo até quando ele quisesse naquele momento não tive muita escolha então tentei manter a amamentação por pelo menos mais um tempo. Já estava feliz de ter conseguido amamentar até o 6º mês dele pelo menos..ele mamou até 7 meses e meio e depois passou definitivamente para a mamadeira.

rocando Fraldas: Qual foi a sensação ao saber que teria que voltar ao trabalho depois do nascimento?

Paloma: Isso foi algo que já me preocupava desde a gravidez rs. Eu me sentia culpa,preocupação, medo, insegurança, tudo rs. Não sabia se deveria voltar e nem SE voltaria; Durante um tempo preferi não pensar nisso. Logo depois que ele nasceu e já pegou o peito super bem eu pensei que não voltaria a trabalhar se ele estivesse mamando exclusivamente no peito e nem se ele ainda não estivesse se alimentando bem porque eu não queria que ele aprendesse a comer as patinhas e frutas com as tias da escola. Queria que fosse comigo e assim foi. Mas como eu falei antes, quando a hora de voltar chegou eu vi que não tinha escolha. Tive que voltar. Precisei voltar.

Trocando Fraldas: Como foi a volta ao trabalho, foi mais fácil ou mais difícil do que você esperava?

Paloma: Foi difícil e ao mesmo tempo mais fácil do que eu pensava rs. Difícil porque eu sentia uma vontade louca de estar em casa com os dois e de estar acompanhando TODOS os momentos deles. Eu sabia que precisava trabalhar mas esses pensamentos nunca me deixavam. E fácil ao mesmo tempo pra ele, se acostumou super bem com a escolinha, não chorou no período de adaptação, não ficou doente, não deu trabalho pra se alimentar, muito pelo contrário. Eu acho que a presença do irmão lá foi fundamental pra adaptação dele. Com o tempo eu me acostumei com a nova rotina também e hoje sei que faço o melhor por ele e pra eles. Meu horários são bem flexíveis no trabalho e eu consigo ter um tempo de qualidade com eles e acompanhar todos os seus momentos.

Trocando Fraldas: O que você acha que poderia melhorar em se tratando de licença maternidade, qual seria o prazo ideal para você e a licença maternidade dos seus sonhos.

Paloma: Eu acho que os 6 meses são justos. Claro que se eu pudesse escolher, acho que o tempo ideal ou dos sonhos seria 1 ano rs. Mas penso no lado do empregador também. Acho que tem que haver um acordo entre ambos. talvez se fosse assim, seria menos amarrado e cada empresa poderia decidir o melhor, tanto pra mãe quando pra ela mesma.

Trocando Fraldas: O marido pegou licença paternidade? 5 dias foi um prazo ideal ou em sua opinião poderia ser diferente?

Paloma: Pegou sim. E eu acho um ABSURDO 5 dias. Acho que pelo menos 1 mês seria um tempo, não muito ideal, mas já ajudaria e muito. O primeiro mês do bebê em cada sem duvida é o mais difícil. É o mês que a mamãe mais precisa da presença do papai. Eu senti muita fala do Lucas comigo em casa cuidando dos meninos e me ajudando nas noites em claro. Ele precisava dormir pra trabalhar no dia seguinte e passava o dia todo fora, foi bem difícil. Acho que isso deveria mudar sim.

Blog da Paloma Fernandes: mamaedemenininhos.com.br
Canal da Paloma no YT https://www.youtube.com/channel/UCqygV_hp-5PGEVzEBydqgqQ

Veja também: Direitos da Gestante e Mãe – Projeto Com licença da Bia Siqueira

Foto: Alexander Czajkowski