O milagre da vida é sempre uma alegria para os pais e para todas as pessoas que fazem parte daquele momento. Mas apesar de toda a felicidade que envolve ter um bebê, existem alguns problemas que podem aparecer junto com ele.

E é importante falar disso mesmo que soe ruim, pois é necessário estar preparada para lidar com esse tipo de situação e aprender que nem sempre tudo vai dar certo com o nascimento, mas que isso também não quer dizer que muitas coisas não têm solução. É o caso da enterocolite necrosante neonatal, que, apesar do nome assustador, é uma das doenças mais comuns em bebês recém-nascidos e que possui tratamento.

A verdade é que todos esperamos que nossos bebês nasçam saudáveis e que os problemas que precisamos lidar sejam apenas os corriqueiros de se ter um bebê, mas nem sempre isso é possível, por mais que tomemos todas as precauções necessárias.

Existem coisas que infelizmente fogem do nosso controle e é preciso estar preparada para enfrentar essa situação por você e pelo seu bebê, é claro. Para entendermos melhor como fazer isso, é necessário entender o que é essa doença, quais são suas causas, os sintomas e quais são as formas de tratamento.

O que é a Enterocolite Necrosante Neonatal?

Trata-se de uma lesão que ocorre na parte interna do intestino em recém-nascidos. Mais de 85% dos casos ocorre em prematuros e em muitos casos também ocorre com bebês que nasceram muito abaixo do peso.

Essa lesão que afeta o intestino pode fazer com que uma parte do órgão entre em estado de necrose e, consequentemente, afete mais, causando inflamação do peritônio e perfuração intestinal. A enterocolite necrosante neonatal é o tipo de problema gastrointestinal mais comum entre os bebês em período neonatal.

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Causas da Enterocolite Necrosante Neonatal

Não se sabe exatamente quais são as causas desse problema, mas há alguns fatores que estão ligados a todos os casos e que podem explicar como essa complicação se desenvolve. Primeiramente a dificuldade de irrigação de sangue para o intestino, o que pode causar problemas, permitindo que bactérias entrem e produzam um tipo de gás que perfura a parede intestinal e acaba levando parte do intestino à necrose.

Além de prematuros, outros fatores de risco para que a enterocolite necrosante neonatal aconteça são asfixia ao nascimento, ruptura da bolsa prolongada e o bebê ser muito pequeno no momento do nascimento.

Quais são os Principais Sintomas?

Crianças que possuem a enterocolite necrosante neonatal têm muita dificuldade para se alimentar, apresentando vômitos frequentes com presença de suco biliar (de coloração esverdeada) após a alimentação e sangue nas fezes.

Além disso, o abdômen da criança tende a ser distendido. A sepse, um tipo de inflamação decorrente de substâncias químicas liberadas pelo próprio corpo, pode fazer com que o sangue do bebê fique mais ácido e causar surtos de apneia e hipotermia.

Diagnóstico da Enterocolite Necrosante Neonatal

O diagnóstico da doença é feito com base na observação dos sintomas e também com alguns exames, principalmente a radiografia, que pode acusar os gases no intestino do bebê ou até mesmo se a parede intestinal já está perfurada.

Além dele, uma ecografia e exames de sangue também irão ajudar a verificar sinais desse problema. O médico vai apurar se os sintomas como vômito e sangue nas fezes do bebê estão relacionados com a enterocolite necrosante neonatal e, juntamente com os exames, dar o diagnóstico de que se trata ou não da doença.

O diagnóstico costuma ser dado rapidamente e os tratamentos começam assim que essa complicação for confirmada para que o bebê tenha o menor número de danos possível.

Tratamento da Enterocolite Necrosante Neonatal

A primeira medida de tratamento da enterocolite necrosante neonatal é a suspensão da alimentação e a inserção de um tubo de sucção no bebê, que serve para administrar os medicamentos (sobretudo os antibióticos utilizados para tratar essa condição), aliviar a pressão e mantê-lo hidratado. Algumas outras formas muito comuns de tratamento são:

  • Drenos na Cavidade Abdominal
  • Cirurgia

Vamos falar brevemente sobre cada um deles e como eles podem ajudar no tratamento da enterocolite necrosante neonatal.

Drenos na Cavidade Abdominal

Os drenos servem para que os excrementos sejam retirados do intestino e podem ajudar a estabilizar o recém-nascido para uma possível cirurgia. Eles são usados normalmente o bebê é muito pequeno e os médicos acreditam que ele não sobreviveria a uma cirurgia.

Cirurgia

A cirurgia é necessária em 25% dos casos de enterocolite necrosante neonatal e só é feita quando os médicos julgam que não há outra saída, quando o intestino gangrenado já não possui recuperação e a remoção precisa ser feita.
É uma cirurgia complicada e delicada, principalmente por se tratar de bebês tão pequenos. A taxa de mortalidade para essa complicação é de 20% a 30%, mas a intervenção cirúrgica pode afetar positivamente e fazer com que as chances de sobrevivência do bebê aumentem.

Apesar de nem sempre ser possível controlar todas as condições do nascimento do seu bebê, você pode evitar que muitos outros tipos de doença o ataquem. A melhor arma para isso é a prevenção ainda no pré-natal e também durante toda a infância da criança, dando as vacinas corretas e tomando as devidas precauções para que nada de muito grave aconteça com ela.

É claro que é normal que um bebê fique doente de vez em quando e existem vezes em que simplesmente não podemos fazer nada para evitar essas doenças. Nesses casos, o melhor a fazer é visitar um médico e seguir à risca todas as suas recomendações para que você possa o proteger da melhor maneira possível. O seu bebê ficar doente não significa que você não está cuidando dele direito, mas ele vai precisar muito de seus cuidados para se curar.

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Foto: RadsWiki