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Estudo: Carreira e Maternidade 2017 no Brasil – Combina? 11.000 brasileiras relataram suas experiências e dificuldades

 

Brasil, Maio, 2017 - A importância da mulher brasileira em uma sociedade predominantemente dominada por homens vem evoluindo há muito tempo. A conquista de cada vez mais direitos foi apenas o início no caminho para maior independência do sexo supostamente mais forte. Uma peça-chave é o papel das mulheres no contexto do trabalho. Elas não apenas buscam a independência financeira e realização profissional, mas ao mesmo tempo mostram a essência de uma sociedade igualitária.

Porém, a responsabilidade de ter e criar os filhos permanece maioritariamente atrelada ao sexo feminino em uma sociedade ainda machista. Sob essas circunstâncias, como é que as próprias mulheres percebem a possibilidade de conciliar carreira profissional e maternidade no Brasil em 2017 e conseguem decidir se ter ou não ter um filho? Confira em seguida os resultados:


Dificuldade de Sucesso Profissional com Filhos (% que percebe maior dificuldade)
Distrito Federal65%
Acre61%
Rio de Janeiro61%
Sergipe60%
Tocantins60%
Paraná59%
Alagoas59%
Ceará58%
Minas Gerais57%
Rondônia57%
São Paulo57%
Mato Grosso57%
Média Nacional56%
Rio Grande do Norte56%
Maranhão56%
Piauí55%
Pará55%
Goiás55%
Espírito Santo54%
Rio Grande do Sul53%
Paraíba53%
Santa Catarina53%
Bahia52%
Pernambuco52%
Roraima50%
Amazonas49%
Mato Grosso do Sul49%
Amapá33%

Sucesso Profissional com Filhos

  • Mais da metade das entrevistadas (56%) considera mais improvável o sucesso profissional de mulheres com filhos.
  • Mulheres do Centro-Oeste e do Distrito Federal, com 58,2% e 65,2% respectivamente, essão na região e no estado com as maiores dificuldades.
  • Liderados pelo Amapá, Amazonas e Roraima com índices abaixo ou igual à 50%, a região Norte possui a menor dificuldade com uma média de 52,7%.
  • Todas as capitais do Sudeste (São Paulo 57,7% - Rio de Janeiro 58,2% - Belo Horizonte 60,4% - Vitória 66,7%) demonstram dificuldades acima da média.
  • Aracajú é a capital da dificuldade de sucesso profissional com filhos, onde mais de 72% das mulheres têm essa impressão.

Medo de Desemprego por Gravidez

  • 3 em cada 7 brasileiras têm ou tiveram medo de perder o emprego ao engravidar.
  • O medo é maior no Centro-Oeste e no Sudeste com 43,8% das mulheres, contrário a 38,3% no Norte.
  • Sergipe é o único estado com proporção maior de mulheres com medo do que sem; Aracajú, João Pessoa e Cuiabá as únicas capitais.
  • Fortaleza, Rio de Janeiro, Florianópolis e Palmas são as únicas capitais onde o medo de engravidar é menor que no resto do estado.

A porcentagem relativa à dificuldade do sucesso profissional com filhos reflete a proporção de mulheres em cada local que concordaram com essa tese. A resposta a essa pergunta muitas vezes repercute também no medo de perder o emprego quando engravida. Consequentemente questiona-se se essa percepção e esse medo de fato influenciaram o comportamento de quem já tem filhos.

Influência da Carreira na Decisão de Ter Filho

  • Apenas 22% das mulheres mudam seus planos de ter filhos devido ao trabalho, mas dois terços delas apenas adiam.
  • 8% das mulheres deixam de ter filho por causa do trabalho e apenas conseguiram ter antes ou depois de um emprego.
  • O impacto do medo na decisão das mulheres nordestinas é o maior, principalmente em Sergipe, no Maranhão e no Piauí, enquanto no Norte é menor apesar do Acre ser o estado com as mulheres mais influenciadas.

Sua decisão de ter filhos
foi atetada por motifos
profissionais?

 

Os empecilhos profissionais se tornam concretos quando a mulher decide efetivamente engravidar e começam pela aceitação plena dos patrões que raramente planejam com ausência das mulheres devido à maternidade. Depois de uma gestação cansativa, nem todas trabalhadoras conseguem retornar às suas atividades produtivas dentro do prazo estabelecido pela licença-maternidade. Outras ainda possuem a sorte de adequar suas tarefas profissionais a um home office se sua profissão permitir.


 

Reação do Chefe

  • Mais de um terço dos superiores não ficou feliz com a gestação da funcionária e 1 em cada 6 mulheres sentiu que o chefe teria preferido demiti-la por isso.
  • As reações percebidas não tem padrão regional, mas divergência estaduais.
  • A gravidez foi menos bem vista no Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina, e em especial em Florianópolis.
  • Dirigentes de empresas piauenses e paraibanas ficaram mais felizes junto com suas funcionárias.

Prazo para Volta após Licença-Maternidade

  • Apenas 62% das mães recentes conseguem voltar ao trabalho com o fim da licença-maternidade.
  • Em média, elas precisam 95 dias a mais para retornar às atividades e até 4 meses na região Centro-Oeste.
  • No região Nordeste, as funcionárias voltam apenas 80 dias após o fim da licença e somente em Sergipe e na Paraíba o prazo fica acima da média nacional.
  • No Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul são os estados onde as mulheres levam mais tempo.
  • As mulheres paulistas e cariocas voltam no quarto mês depois da licença.

Poder voltar ao trabalho somente é possível quando existe uma solução para onde deixar o bebê. Nesse contexto foi indagado sobre as possibilidades e principalmente sobre as creches e berçários que deveriam assumir esse papel no sistema público de educação. Finalmente foi pedido uma avaliação geral do sistema.


Permanência do Bebê após a Licença

  • Quase metade das brasileiras tem que recorrer a avôs ou outros parentes para poder voltar ao trabalho, haja visto também que raramente o pai fica em casa cuidando do bebê.
  • Menos de um quarto das mulheres consegue encontrar uma creche.
  • 1 em cada 5 mulheres tem que encontrar uma forma não tradicional para cuidar do bebê enquanto trabalha.

Onde seu bebê ficou quando
você voltou a trabalhar?

 

Dificuldade de Conseguir Creche

  • Em todas as regiões, as mulheres tem dificuldade para segurar uma vaga em creche, no Centro-Oeste é mais complicado e no Nordeste mais fácil de obter.
  • Em todos os estados do Sul, São Paulo e no Rio de Janeiro, as mulheres sentem mais dificuldade do que na média nacional.
  • Em Alagoas, Goiás e no Piauí é consideravelmente mais difícil arrumar uma creche no interior do que na capital.
  • Vitória, Brasília e Porto Alegre são as capitais mais difícis para encontrar uma vaga, enquanto em Aracajú e Porto Velho o aperto o menor.

Conseguir uma vaga
em creche é...

 

 

Cuidado do Filho Doente

  • Em 62% dos casos de doença do filho, a mãe tem que ficar em casa.
  • A chance do pai ficar em casa é 9 vezes menor.
  • A primeira alternativa quando a mãe não pode ficar são os avôs ou outros parentes, ainda antes do pai.
  • Os dados são relativamente próximos em todas as regiões e estados.

Avaliação Geral

  • A possibilidade de poder conciliar emprego e maternidade é considerada adequada pela maioria das mulheres com uma leve tendência para o lado negativo.
  • As entrevistadas no Centro-Oeste ficam com tendência de avaliar como ruim, enquanto as mulheres do Norte consideram completamente adequado.
  • Existe extrema coerência entre todos os estados de todas as regiões.
  • No ranking da dificuldade entre as capitais, Brasília lidera seguido pelo Rio de Janeiro e Goiânia, melhor conciliação existe em Manaus, Rio Branco e Palmas.

Como você avalia a
possibilidade de conciliar
maternidade e vida
profissional no Brasil?

 

Ranking da Dificuldade para Capitais
(ordem descrescente com 1. apresentando a maior)
1.Brasília
2.Rio de Janeiro
3.Goiânia
4.Porto Velho
5.João Pessoa
6.Fortaleza
7.São Paulo
8.Cuiabá
9.Natal
10.Campo Grande
11.Belém
12.Porto Alegre
13.Recife
14.Macapá
15.Curitiba
16.Maceió
17.Teresina
18.Belo Horizonte
19.São Luis
20.Florianópolis
21.Vitória
22.Aracajú
23.Boa Vista
24.Salvador
25.Manaus
26.Rio Branco
27.Palmas



Metodologia

Na busca por respostas, o Trocando Fraldas conduziu um estudo com mais de 11.000 mulheres de todo país entre os dias 19 e 24 de abril por meio de um questionário em seu site. Entrevistadas sem filhos responderam três perguntas relativas à sua visão geral de compatibilidade de carreira e maternidade, enquanto todas as mães relataram suas experiências com filhos em mais seis outros assuntos ligados.

Opções de respostas que podiam ser convertidos em números, como por exemplo “sim” igual a 1 ou “não” igual a 0 , foram utilizados para computar médias para fins de comparação. Desta forma pode-se comparar resultados entre regiões, estados e capitais com relevância e representatividade estatística.


Perguntas

Foram feitas as seguintes perguntas:

  1. Você acha que sucesso na carreira profissional é mais difícil quando tem filhos?
  2. Você já teve ou teria medo de perder o emprego se engravidasse?
  3. Você tem filhos? (se não tiver continua com pergunta 10)
  4. Sua decisão de ter filhos foi afetada por motivos profissionais?
  5. Como seu chefe reagiu ao saber da gravidez?
  6. A volta para o trabalho foi...
  7. Onde seu bebê ficou quando você voltou a trabalhar?
  8. Conseguir uma vaga em creche é...
  9. Quando seu filho está doente quem fica em casa para cuidar dele?
  10. Como você avalia a possibilidade de conciliar maternidade e vida profissional no Brasil?
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