Estudo: Obesidade Infantil - Problema que Cresce no Brasil

O mal da obesidade infantil só cresce no mundo. De acordo com os últimos dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 41 mil crianças, menores de 5 anos de idade estão obesas ou acima do peso. O que poderia estar por trás dessa realidade? Segundo a OMS, o aumento no índice de crianças obesas no mundo reflete mudanças comportamentais entre as sociedades, como dieta não saudável e sedentarismo.

Para encontrar respostas a essa questão em torno da obesidade infantil, o Trocando Fraldas fez uma pesquisa, que contou com a participação de 10 mil mulheres de todo o Brasil e 3800 mães entre elas, entre os dias 12 e 15 de junho por meio de um questionário. As participantes preencheram espontaneamente, indicando idade e local de moradia, o que tornou possível a comparação por regiões e estados.

Perguntas

As seguintes perguntas foram feitas:

  • Você costuma prestar atenção na dieta do seu filho(a)?
  • O peso do seu filho(a) está dentro do normal?
  • Seu filho(a) já teve algum problema de saúde por conta de excesso de peso?
  • O seu filho(a) tem o hábito de comer em frente a equipamentos eletrônicos (TV videogame celular etc.)?
  • Quando a introdução de outros alimentos após o leite materno começou?
  • Você incentiva o seu filho(a) a comer diariamente frutas, verduras e legumes?
  • Seu filho(a) pratica algum esporte?
  • Você incentiva que seu filho(a) brinque ao ar livre?
  • A sua alimentação é saudável (come verduras legumes frutas e evita gorduras)?

Resultados

Para a comparação entre regiões, estados e capitais, respostas a questões afirmativas foram convertidas em números 1 para ‘Sim’ e 2 para ‘Não’. Sendo, assim, foi possível obter médias que são a referência de gráficos e rankings dos resultados abaixo.


Obesidade e Atenção dos Pais

  • 78% das brasileiras prestam atenção na dieta do filho(a) e 90% consideram seus filhos dentro do peso normal
  • Crianças com pais preocupados tem uma chance 2,5 menor de ficar acima do peso do que de pais desatentos
  • Dos 10% acima do peso, 1 em cada 5 crianças já passou por algum problema de saúde por conta da obesidade
  • Há diferenças na preocupação das mulheres com a dieta do filho(a) de acordo com a faixa etária, jovens de 18 a 29 anos se mostraram menos preocupadas, com 75% e consideram apenas 8% dos seus filhos acima do peso
  • Já 84% das mulheres de 30 a 39 anos se preocupam e enxergam 1 em cada 7 dos filhos com peso fora do normal
  • Não há grandes diferenças entre as regiões, mas entre os estados com o Acre tendo apenas 57% atentos na alimentação e já 17% dos filhos com peso fora do normal enquanto no Piauí 87% prestam atenção e consideram apenas 3% dos filhos acima do peso
  • Maranhão, Bahia, e Pará são outros estados em que as mulheres mais se preocupam com a saúde da criança e tem menor percepção de filhos obesos
  • 1 em cada 9 mulheres não incentiva o filho a comer frutas com o Amazonas, Mato Grosso e Paraíba acompanhando o Acre se destacando negativamente com quase 1 em 5

Comportamento Alimentar e Estilo de Vida

  • 4 em cada 9 das mulheres começaram a introdução alimentar, além do leite materno, antes dos seis meses de vida e não conseguem ou querem seguir a orientação do OMS
  • O momento da introdução alimentar não aparenta influenciar na obesidade percebida pelos pais, ou seja, a proporção de crianças obesas não depende do momento
  • 59% das brasileiras não incentivam o filho à prática de alguma atividade física, entre as mulheres jovens de 18 a 24 anos, o percentual sobre para 69%
  • No Sul 44% incentiva a atividade física, enquanto apenas 36% no Nordeste
  • O risco de obesidade das crianças sem incentivo ao esporte aumenta em 50%
  • 5 em cada 9 crianças têm costume de comer em frente à algum aparelho eletrônico, sendo mais comum no Sudeste com 59% e menos no Norte com apenas 49%
  • A probabilidade de ficar obeso por comer na frente da televisão aumenta em 33%
  • 90% dos pais animam seus filhos regularmente de brincar ao ar livre em todas as regiões do Brasil
  • Crianças sem esse incentivo do ar livre mais do que dobram o risco de ficar acima do peso
  • 23% das mães consideram sua alimentação não saudável e aumentam o risco de obesidade de seus filhos em 71% com isso

Hábito de
Comer em
Frente a
Equipamentos
Eletrônicos


Incentivos e Reclamções dos Pais

  • A grande maioria dos eletrônicos chega às crianças porque eles pedem e os pais dão (30%) ou porque os pais adequados naquele momento (31%)
  • É bem mais raro uma criança ganhar como presente dos avôs (15%) ou de terceiros (8%)
  • 7 em 8 mães e pais afirmam de estimular seus filhos a brincar ao ar livre
  • Essa parcela de estimuladores cresce para 92% nas crianças acima de 2 anos
  • Mais da metade dos pais brasleiros tem que reclamar com seus filhos para não usarem aparelho eletrônico demais
  • Acima de 2 anos, 3 em cada 5 mães e pais reclamam do excesso
  • 61% dos entrevistados consideram os eletrônicos um problema para as crianças de forma geral
  • Essa avaliação geral independe da idade dos filhos

O que
é o mais
prejudicial na
alimentação
das crianças?

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