A fertilidade é o único mecanismo da natureza para gerar um bebê. Na mulher, este assunto pode se tornar delicado por alguns fatores, inclusive o da idade. Na maioria das vezes quando solicitado uma bateria de exames para verificar o estado geral da fertilidade da mulher, um dos exames pedidos é o anti-mülleriano. Geralmente são solicitados por médicos responsáveis pela fertilização in vitro que querem saber como está a reserva ovariana da paciente antes de fazer uma indução ovular.

Recentemente um estudo feito na Austrália informou que cerca de 68% dos exames anti-mülleriano feitos através da técnica antiga, extinta há mais de 3 anos, pode ser passível de erro e causar verdadeiro pânico nas pacientes que se submetem à exames para verificar a sua fertilidade. Os pesquisadores analisaram cerca de 400 exames feitos através da técnica usada anteriormente e compararam com alguns da técnica recente. Neste estudo, os médicos concluíram que 68% dos casos, a reserva ovariana foi subestimada, ou seja, o exame não levou em consideração certos aspectos da reserva ovariana da mulher e simplesmente deu um resultado impreciso, na grande maioria das vezes para menor do que o real. Quando revisado, os exames mostraram que a maioria dos casos de mulheres que levaram para casa tristeza por não ter uma boa reserva ovariana, poderia sim engravidar com boa qualidade e quantidade de ovulação.

Cerca de 392 mulheres que conceberam naturalmente mesmo após ter um exame não satisfatório aos olhos da referencia, porém o conjunto da fertilidade favoreceu esta gestação acontecer. O alerta dos médicos é claro: é preciso levar um conjunto de fatores para determinar se esta mulher pode ou não ovular, se tem ou não uma reserva ovariana suficiente. Porém não somente este exame deve ser levado em consideração. Tal qual como o FSH, o LH e outros hormônios responsáveis pela ovulação. Aliás, na duvida, existem outros exames como o FSH por exemplo. Ele pode dar uma estimativa, assim como o anti-mülleriano se os óvulos estão em boa quantidade ou não. Mas não devem ser levados ao pé da letra.

Isso porque aquele ciclo em especifico pode haver baixa quantidade de óvulos a serem estimulados, porém nos demais ciclos, o estimulo ovular pode ser muito maior. Em caso de dúvida deve-se procurar um especialista em fertilidade, embora qualquer médico possa solicitar este exame. A boa interpretação dos resultados pode fazer toda a diferença no processo de fertilização e na tranquilidade da paciente.

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