Gravidez é período de extremo cuidado principalmente no quesito alimentação. É através dos alimentos consumidos que a gestante transmite todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento fetal adequado, além de manter a sua saúde em dia. Mas dentro da extensa lista de alimentos e cardápios existentes alguns itens não são recomendados para o consumo nesta fase por oferecer riscos à saúde da mãe e bebê, como a comida oriental. Mas afinal grávida pode comer comida japonesa ou não?

Qual mulher grávida já não escutou sobre o consumo de peixe cru e comida japonesa? Mas existem muitas dúvidas sobre o assunto e o que realmente pode ou não pode comer. Afinal, como as japonesas fazem durante a gestação? Claro que no Japão a alimentação não está baseada totalmente nas comidas que conhecemos no Brasil, mas faz parte de sua tradição e padrão alimentar alguns itens como peixe crú, camarões e demais frutos do mar.

Comida Japonesa É Saudável?

A comida japonesa é considerada um alimento extremamente saudável, porém na gestação deve ser consumido com cuidado. A grávida pode comer comida japonesa desde que esses alimentos tenham passado por processo de cozimento e seja o menos gorduroso possível. Já os que compõem em sua montagem peixes crú devem ser evitados já que peixes podem oferecer grande risco de contaminação e apresentar grande risco a saúde da mãe e ao desenvolvimento do bebê, seja qual tipo de peixe for: atum, salmão entre outros.

Para as apaixonadas pela culinária japonesa e que não dispensam um sushizinho, sashimi ou temaki de vez em quando terão que se policiar e optar por outros itens do cardápio pelo menos momentaneamente. Os riscos não estão na comida em si, mas nos itens de preparo. Os alimentos montados com peixes crus passam somente pelo processo de limpeza e são servidos no seu estado bruto sem cozimento algum e pode estar contaminado com bactérias ou até mesmo possuir altos índices de mercúrio como no caso de peixes específicos como peixe espada, cavala e tubarão que possuem concentrações maiores.

Riscos de Contaminação

Uma das principais bactérias encontradas nos peixes é a Listeria, que normalmente aparece devido à má conservação dos peixes e frutos do mar ou pela falta de refrigeração em seu armazenamento. A listeriose ocasionada pela bactéria é uma das responsáveis pelo aborto espontâneo, parto prematuro e até mesmo danos no desenvolvimento fetal. As gestantes possuem uma facilidade maior em contrair certas doenças, principalmente a listeriose devido ao seu sistema imunológico estar mais sensível que o normal, portanto todo cuidado é pouco.

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Opções para as Amantes de Comida Japonesa

Para as amantes da culinária japonesa uma ótima noticia! Você não vai precisar abandonar completamente sua comidinha favorita, mas vai precisar escolher outras opções do cardápio. Se a vontade for algo surreal, um verdadeiro desejo de grávida você pode matar a vontade, desde que conheça muito bem o local de preparo e tenha certeza da higiene do local assim como dos alimentos a serem servidos. Mas é bom não abusar e dar preferência para sushis preparados com outros itens fora os peixes crus.

IMPORTANTE: Uma ótima dica para matar o desejo de sushis com peixe crú é congelar o alimento previamente. O congelamento mata completamente as bactérias que podem conter no alimento, como se este fosse cozido.

Na maioria dos restaurantes japoneses podemos encontrar diversas opções e itens no cardápio, inclusive na composição de sushis. Quem acha que comida japonesa é só peixe crú, está enganado! Existem as opções montadas com arroz, pepino ou os conhecidos como Califórnia que tem sabor agridoce e vão arroz, cream cheese, morango ou manga.

Existem também as opções de nashi que são os mesmos rolinhos conhecidos, mas em tamanho maior e montados com legumes, omelete ou na opção vegetariano com tomate seco, rúcula e demais opções. Passar vontade não vai, é só escolher itens do cardápio nutritivos, saborosos e que não oferecem riscos a saúde da mulher e do bebê. Portanto grávida pode comer comida japonesa, desde que com cautela!

Grávida Pode Tomar Vinho?

Outra das grandes dúvidas das mulheres em relação ao que pode e não pode comer e beber durante a gestação, está o vinho. Todos sabem que bebidas alcoólicas não são aconselhadas em nenhum estágio gestacional, mas também sabemos que o vinho tem ações benéficas se tomado de forma moderada. E ai, grávida pode tomar vinho ou não?

O vinho é uma bebida resultante da fermentação da uva e tem em sua composição o álcool. Alguns tipos com maior teor alcoólico do que outros, mas sempre existente. Por isso as pesquisas realizadas em cima deste assunto dividem opiniões sobre seus efeitos na vida da gestante e o desenvolvimento fetal.
Alguns especialistas garantem que consumir vinho em doses pequenas de 2 a 3 vezes na semana não oferece riscos. Já outros apontam que mesmo em doses pequenas, existem riscos sim. Dentre os riscos considerados estão:

  • Má formação do feto, inclusive parte cerebral.
  • Má formação congênita
  • Maior risco de o bebê adquirir síndrome alcoólica fetal
  • Atingir o funcionamento da tireoide

Portanto a grávida pode tomar vinho desde que esteja ciente dos riscos ao desenvolvimento do feto. No geral, a gravidez é apenas 9 meses da sua vida e se conseguir ficar longe da taça de vinho por esse período é melhor. Tudo na vida é escolha, mas sempre temos que ter ciência das possíveis consequências!

Assim como o vinho, qualquer outra bebida alcoólica deve ser evitada durante a fase gestacional. Durante a gravidez, todo alimento e bebida consumido é compartilhado com o bebê que está dentro de seu ventre e para se desenvolver da maneira esperada é necessário uma nutrição saudável e adequada.

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Foto: noiresur