Mônica engravidou cedo e apesar de todos os obstáculos e até mesmo uma perda, conseguiu vencer. Veja a história dela:

Bom, quando tive meu primeiro filho tinha 17 anos, era adolescente e fiquei grávida. Poucas pessoas sabem dessa gravidez na adolescência, eu era nova e sem juízo nenhum então acabei engravidando. Na época foi muito difícil, meus pais não aceitaram a gravidez de jeito nenhum, minha mãe não aceitou pelo fato de eu ser nova e não ter acabado meus estudos e meu pai não aceitava pelo mesmo motivo. Fiquei muito nervosa angustiada durante o período dessa gravidez e tive complicações. Infelizmente acabei perdendo o bebê.

Quando eu completei 18 engravidei novamente do meu esposo então resolvemos nos casar, foi uma gravidez muito tranquila e eu não ficava muito enjoada. Passava super bem e dormia a maior parte do tempo. Minha filha nasceu super forte saudável e era um bebê muito calmo que quase não chorava, diferente da menininha que eu tive assim que completei 22 anos. Quando eu completei 22 anos engravidei da minha filha Ana Carolina e já nessa gravidez, me senti muito mal. Não tive o parto normal porque era de risco e durante a gravidez da minha segunda filha levei vários sustos conforme ela ia crescendo.

Meu primeiro susto com Ana Carolina foi quando eu estava amamentado e ela engasgou, foi um susto enorme ela fico toda roxa e não conseguia respirar de forma alguma. Meu marido teve que pegar ela e praticamente jogar ela para cima para ela voltar a respirar. Fizemos um monte de coisas e não conseguíamos de jeito nenhum fazer ela voltar, até que finalmente conseguimos e em pensar que esse foi só o nosso primeiro susto.  Já o segundo susto durou muito mais que alguns segundos de desespero. Bom, Ana Carolina assim que completou dois anos teve o que a gente pensava ser um resfriado levamos ela para o hospital.

Ela entrou andando e conversando no hospital, mas com dois dias de internação ela piorou e quando demos por nós ela estava com tubo de oxigênio, ou seja, respirando pela ajuda de aparelhos. Os médicos não sabiam explicar o porquê ela piorou daquela maneira, ela só fazia piorar então o pai dela resolveu fazer a transferência dela para outro hospital e foi a maior confusão. Os médicos não queriam permitir, mas ele disse que a filha era dele e que ele iria sim retirar nossa filha daquele hospital. Por fim conseguimos fazer a transferência e quando chegamos ao hospital São Paulo os médicos nos disseram que ela só poderia ter piorando daquela maneira por causa dos medicamentos que o primeiro hospital estava dando para a ela. Chegando lá minha filha melhorou e recebeu alta depois de alguns dias.

Já meu terceiro susto demorou um pouco mais para acontecer. Ana Carolina era uma bebê que chorava muito e ela era muito nervosa e passava boa parte do tempo chorando. Fazíamos de tudo e nada adiantava, então quando ela completou seis anos, descobrimos o porquê ela chorava tanto. Ela teve uma crise de dores muito forte no corpo gritava e rolava na cama me lembro de que foi bem no dia do ano novo, então resolvemos levar ela para o pronto socorro, mas como estávamos na praia assim que chegamos lá eles nos transferiram para o hospital da Pedreira em São Paulo, onde os médicos descobriram que ela tinha e tem até hoje um problema de saúde chamado anemia falciforme.

Bom esse susto foi enorme e piorou quando o medico me disse que esse problema de saúde envolviam sérios riscos e que tinha casos de crianças que faleciam por conta dele, e disse que ele não era como as anemias comuns que você pode comer bastante vitamina e ferro, ter uma alimentação saudável que você melhora. Me assustou mais ainda quando disse que não tinha cura, apenas tratamento para não piorar. Foi bem difícil porque ela não poderia fazer o que as outras crianças faziam, não poderiam brincar de pega, pega pique esconde e quando íamos à praia não podia brincar na água porque não poderia pegar frio. Não poderia suar, se cansar porque tudo isso faz as crises de anemia atacarem, porém mesmo sem fazer tudo isso ela vivia internada e tinha varias crises ao decorrer do ano e de vez em quando ainda tem.

Mas ela cresceu hoje ela tem 18 anos ainda tem esse problema de saúde, sem dúvidas ela não pode fazer as mesmas coisas que os amigos como esportes, sair a noite para uma festa, dançar e etc. Mas ela diz que já está acostumada e leva sua vida normal, trabalha, estuda e sai com os amigos para lugares que ela consegue sem ultrapassar seus limites. Os amigos dela entendem a situação e a gravidade do seu problema então, eles mesmos acabam não deixando ela fazer nada que possa prejudicar ainda mas sua saúde.

Depois de seis anos de ter a Ana Carolina engravidei do meu filho caçula o Rodrigo, pois tínhamos uma vontade enorme de ter um menino e quando resolvemos tentar pela ultima vez , ele nasceu. Também foi uma gravidez muito tranquila eu não passava mal, mas peguei o que eu chamo de nojo do meu marido enquanto eu estava grávida do Rodrigo. Tudo do Wagner me dava náusea à voz dele me irritava o jeito dele, o perfume, e tudo e isso só acabou depois que o Rodrigo ele nasceu. E para quem acha que desejo de grávida é frescura, eu e meu filho é verdadeira prova viva que não é pois quando engravidei do Rodrigo tive uma vontade enorme de comer Jaca, mas não consegui comer então ele nasceu com uma manchinha na testa que se parece muito com o formato de uma jaca, é idêntico.

Bom meu filho Rodrigo e sua irmã, mas velha Ana Paula são totalmente saudáveis. Só minha filha Ana Carolina que nasceu com esse problema chato de saúde, mas ela é muito animada e esforçada não permite que esse problemas atrapalhem sua vida. O Rodrigo joga bola estuda sai com os amiguinhos dele e raramente tem um resfriado assim como minha filha mais velha. Acho que esqueci der me apresenta meu nome é Monica e essa é um pouco da minha historia de mãe.

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Foto: gabi menashe