Já falamos sobre a vida de mãe solteira e até mesmo como é a vida de um pai solteiro, assim como a situação de ser filho de pais separados. Mas e quando existe um acordo na criação dos filhos e a guarda compartilhada de filhos é a opção dos pais para cria-lo, como que funciona? Será mesmo a melhor escolha para as crianças?

Guarda dos Filhos Durante o Divórcio

Antigamente durante um divórcio, um assunto que entrava em discussão além de toda a separação de bens era a guarda dos filhos. Em 90% dos casos era deixada para as mães, a guarda compartilhada não era nem cogitada, estipulando-se o período de visitas do pai que poderiam acontecer aos finais de semana ou quinzenais.

Porém toda a responsabilidade na educação assim como os cuidados das crianças era deixada sob a responsabilidade única da mulher, a sobrecarregando e até mesmo gerando discussões entre os pais sobre os procedimentos educativos tomados, se certo ou errado.

A guarda compartilhada que antes era aplicada somente em casos isolados pelo juiz, se tornou um procedimento comum e ofereceu aos pais em processo de divórcio a darem continuidade na sua relação direta com os filhos, sem que a criança perca a presença de nenhum dos dois responsáveis mesmo após a separação. Uma questão que traz muita dúvida para as pessoas sobre o assunto, é a questão da criança ter duas casas, dois quartos, duas rotinas diferentes, quando na verdade a guarda compartilhada não tem esse foco.

O que é a Guarda Compartilhada

Mesmo com guarda compartilhada, a criança pode continuar morando em uma única casa e ter seus cuidados divididos pelos pais, a ideia não é dar duas vidas ou dividir sua vida em duas partes. Claro que cada caso é um caso!  Mas a idéia de transferir a criança de um lado para outro e cada semana morar num local não é visto como um ato saudável.

A idéia da guarda compartilhada na verdade é na divisão das responsabilidades e cuidados com a criança em seu dia a dia, dando uma maior flexibilidade ao pai de conviver com seus filhos que antes seria com data e hora marcada.

Convivência Alternada

Quando a guarda compartilhada tem a divisão na vida, onde a criança fica um período na casa da mãe e outro período na casa do pai, ganha-se o nome de convivência alternada. É uma das possibilidades existentes dentro da guarda compartilhada, porém não muito indicada visando que a criança possa perder suas referências já que não terá uma residência fixa.

Em relação à pensão alimentícia, que é uma das maiores dúvidas das mães nada é alterado com a guarda compartilhada. Afinal mesmo que o pai seja presente diariamente, o valor direcionado para a pensão alimentícia é para os gastos com a criança e seus cuidados e sendo necessários gastos com mais despesas deve ser conversado e entrado em acordo de quem assume e paga o que entre os pais.

Os Pais que Decidem pela Guarda Compartilhada?

Vale alertar também que a aceitação da guarda compartilhada não depende do acordo dos pais ou da boa relação entre eles, atualmente é uma recomendação ou exigência do próprio juiz visando o contato dos filhos com seus pais para que não afete a ligação entre ambos os lados.

Quanto a educação das crianças, assim como seus hábitos alimentares e tudo que envolve a vida da criança deve ser discutido entre os pais e um acordo ser formado para que não venha gerar problemas futuros. O bom senso assim como o desejo de ver seus filhos felizes é fundamental para um casal que faz guarda compartilhada viver em paz.

Problemas com a Guarda Compartilhada

Quando envolve a educação dos filhos na guarda compartilhada, obvio que teremos problemas. Porém é muito mais fácil ter diálogo entre os pais e tentar encontrar uma solução amigavelmente, sem desgastes emocionais para ambos. É muito comum vermos mães reclamando que não gostam da alimentação oferecida pelos pais no período que estão com eles ou que não acham legal o modo de vida do pai assim como o ambiente em que ele mora.

Locais Frequentados com os Filhos e Terceira Pessoa

Outra reclamação da guarda compartilhada é sobre os lugares que frequenta quando esta na companhia dos filhos ou até mesmo se cuidado por uma terceira pessoa, podendo ser uma nova namorada ou até mesmo tios e avós. A melhor forma é relatar o que não agrada e deixar claro o que esta incomodando e tentarem chegar a uma solução boa para os dois, afinal o método da criação dos filhos deve ocorrer em comum acordo.

Alienação Parental

Mas nem sempre é possível esse diálogo e entendimento para resolver a situação, o que acaba ocasionando desgaste do lado insatisfeito e até mesmo que inconscientemente falando mal do pai ou da situação, causando a alienação parental. Por isso, em casos onde o diálogo esta descartado a melhor solução é procurar a justiça e ser colocado perante um juiz as situações para que sejam analisadas da melhor forma, sempre visando o melhor para as crianças.

A guarda compartilhada tem como foco dar continuidade na vida da criança sem ser afetada pela separação dos pais. Portanto os desentendimentos entre o ex casal não devem ser compartilhados com as crianças e muito menos ouvirem desabafos desnecessários. Os bons pais se preocupam com seus filhos e lutam por dar uma vida de paz, amor e muito carinho, mesmo que isso tenha que acontecer em duas casas diferentes.

Veja Também: O Que é Alienação Parental – Como Lidar com a Situação

Fotos: Renato Lombardero, Oscar Chávez!

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Caixa de Informações Chave:

  1. Em 90% dos casos era deixada para as mães, estipulando-se o período de visitas do pai que poderiam acontecer aos finais de semana ou quinzenais.
  2. A guarda compartilhada que antes era aplicada somente em casos isolados pelo juiz, se tornou um procedimento comum e ofereceu aos pais em processo de divórcio a darem continuidade na sua relação pai e filhos.
  3. A idéia da guarda compartilhada na verdade é na divisão das responsabilidades e cuidados com a criança em seu dia a dia, dando uma maior flexibilidade ao pai de conviver com seus filhos.
  4. Quando a guarda compartilhada tem a divisão na vida, onde a criança fica um período na casa da mãe e outro período na casa do pai, ganha-se o nome de convivência alternada.
  5. Vale alertar também que a aceitação da guarda compartilhada não depende do acordo dos pais ou da boa relação entre eles, atualmente é uma recomendação ou exigência do próprio juiz.