Quando uma mulher está grávida, é bastante comum que ela se preocupe com a saúde de seu futuro bebê e que, portanto, esteja atenta a todos tipo de problema que possa surgir. Doenças como a hidropsia fetal são um exemplo de que é possível que ocorram problemas antes mesmo do trabalho de parto, causando grande preocupação nas mães.

Ao mesmo tempo, é necessário saber que existem tratamentos e soluções para esse tipo de problema, mesmo que também existam alguns riscos e complicações que a doença pode trazer. Vamos falar hoje mais profundamente sobre todos os aspectos que envolvem a hidropsia fetal para que você entenda melhor como ela surge e como pode ser tratada.

O que é Hidropsia Fetal?

Trata-se de uma doença que ocorre ainda quando o bebê está dentro da barriga, onde líquidos são acumulados em diversas partes do corpo do feto. O grande problema está na acumulação desses líquidos em órgãos vitais como os pulmões, o coração e o cérebro. A hidropsia fetal normalmente ocorre pelo menos em dois locais diferentes do corpo do feto e é exatamente o que torna o tratamento tão difícil.

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Existem casos em que ela afeta apenas uma parte do corpo do feto, mas esses são mais raros. A doença possui cura, embora em suas piores complicações possa gerar um edema e, consequentemente, o aborto do feto. Por ser uma doença tão perigosa, ela também é bastante temida pelas gestantes, mas é necessário conhecer bem o que causa a hidropsia fetal e como ela age no corpo do seu bebê antes de se preocupar e tomar qualquer medida.

Causas da Hidropsia Fetal

Diversos fatores podem causar a hidropsia fetal. Ela pode ser uma doença imune, ou seja, causada pelo fator RH, que é basicamente a diferença entre o sangue da mãe e do bebê negativo com positivo (A negativo com A positivo, por exemplo), mas também pode ter causas não imunes. As principais delas são:

A verdadeira causa para cada caso de hidropsia fetal só pode ser apontada após o diagnóstico feito por um médico especializado.

Como é Feito o Diagnóstico da Hidropsia Fetal?

O diagnóstico da hidropsia fetal pode ser feito através de um simples exame de ultrassom, que indica em que locais do corpo do feto as águas estão se acumulando, além de também mostrar sinais de inchaço na placenta. O exame também pode indicar a gravidade da doença, o que vai fazer a diferença na hora do médico indicar qual é o melhor tratamento para ser feito em cada caso.

Tratamentos da Hidropsia Fetal

Dependendo da gravidade de cada caso e com a parte do corpo do feto que está afetada, o tipo de tratamento indicado por um médico pode variar. A primeira atitude tomada por médicos é, normalmente, indicar o uso de corticoides para que o crescimento do bebê seja acelerado e ele possa nascer o mais rápido possível, já que o tratamento fora do útero é muito mais fácil. Existem, porém, algumas exceções em que uma cirurgia é feita com o feto ainda no útero. Trata-se de um tipo de cirurgia bastante delicado e por isso os médicos evitam utilizar esse tipo de tratamento, embora ele seja necessário muitas vezes.

Dependendo da idade do feto, o médico também pode recomendar uma cesariana de emergência para que o bebê nasça e possa ser tratado o mais rápido possível fora do útero. Após o nascimento, todo bebê afetado pela hidropsia fetal precisa continuar o tratamento, que vai envolver medicamentos diferentes dependendo da causa da doença.

Complicações da Hidropsia Fetal

Como já falamos anteriormente, a pior das complicações da hidropsia fetal é o aborto espontâneo que acaba ocorrendo principalmente em casos mais graves como quando atinge órgãos como o cérebro ou o coração. Quando a doença atinge dois locais diferentes, o tratamento é sempre mais complicado, assim como as chances de complicação também são maiores.

Porém, quando a hidropsia fetal aparece em apenas uma parte do corpo do feto, as complicações podem ser menores, sendo apenas problemas cardíacos ou respiratórios, dependendo do local afetado.

A Hidropsia Fetal Tem Relação Com o Zika Virus?

Não existe nenhuma evidência que as duas doenças tenham alguma relação, embora já tenham existido casos de fetos com microcefalia que também apresentavam a hidropsia fetal. Até hoje nenhum estudo conseguiu correlacionar a doença com o vírus, indicando que esses casos foram isolados e que se trata mais de coincidências do que de indicações de alguma complicação.

Doenças nos atingem em todas as idades e fazem parte da vida de todas as pessoas. Porém, quando um problema tão grave ocorre com um bebê ainda em formação, isso realmente se torna uma coisa preocupante. Felizmente hoje em dia é muito mais fácil de identificar e, consequentemente, tratar doenças como a hidropsia fetal com mais precisão. E enquanto nós esperamos que os avanços medicinais nos ajudem ainda mais no futuro, é necessário saber como tratar desses problemas agora e tomar todas as medidas que estejam ao nosso alcance para que o bebê seja o menos afetado possível e que possa ter uma vida boa e saudável.

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Foto: Jacoplane