O sonho de ter um filho passa pela cabeça de quase todas as pessoas pelo menos uma vez na vida. A grande maioria leva isso adiante e acaba criando uma família, mas muitas vezes isso não é tão simples para todo mundo. Pesquisas apontam que cerca de 20% dos casais no mundo possuem problemas de fertilidade em algum nível, ou seja, possuem dificuldades para ter filhos ou até mesmo são incapazes de tê-los.

Quando falamos em fertilidade da mulher, um dos problemas que ocorrem são os ovários policísticos. E por mais que isso soe amedrontador para muitas, é importante saber que esse é um problema que tem solução em boa parte dos casos, principalmente com o conhecimento do indutor de ovulação para quem tem ovários policísticos.

Quer sabe como ele funciona e qual sua taxa de sucesso? Como ele é usado e quais são os possíveis riscos? É sobre isso que iremos falar hoje. Mas antes, vamos dar um panorama geral sobre o que são ovários policísticos.

O que São Ovários Policísticos?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio que ocorre por conta de um desequilíbrio hormonal. Tal distúrbio acaba fazendo com que os ovários cresçam demasiadamente e que pequenos cistos se formem dentro deles.

É importante frisar que ter cisto nos ovários não é a mesma coisa do que ter ovários policísticos, apesar de essa confusão ser frequente. Algumas das principais consequências são o aumento dos hormônios masculinos, que fazem com que cresçam mais pelos no corpo e que a voz fique mais grossa, por exemplo, além de obesidade e menstruação irregular.

Porém, a consequência mais temida da síndrome dos ovários policísticos é a dificuldade para engravidar. Ao contrário do que muitos acreditam, é possível sim engravidar tendo ovários policísticos, mas um tratamento controlado é necessário. O indutor de ovulação para quem te ovários policísticos é uma das formas mais conhecidas, mas ainda existem muitas dúvidas sobre como eles realmente funcionam.

Como Funciona um Indutor de Ovulação?

Um indutor de ovulação é nada mais nada menos do que um medicamento usado para que uma mulher com problemas de fertilidade possa ter filhos com mais facilidade. Esse procedimento só deve ser feito com um acompanhamento médico, já que existem diversos fatores que podem impedir uma mulher de fazer esse tipo de tratamento.

O citrato de clomifeno, que é o tipo de agente mais utilizado nos indutores de ovulação para quem tem ovários policísticos, serve para aumentar os níveis de hormônios e, consequentemente, fazer com que os ovários possam liberar o óvulo. Esse tipo de tratamento normalmente tem uma resposta bem positiva, quando feito com o acompanhamento adequado, e por isso é tão conhecido entre as mulheres que desejam engravidar.

Tipos de Indutores

Antes de mais nada, é importante saber que não existe apenas um tipo de indutor de ovulação para quem tem ovários policísticos. Os dois tipos são:

  • Injetáveis
  • Tomados Via Oral

O efeito desses dois tipos de medicamentos é o mesmo, embora existam leves diferenças no tempo em que cada um age no corpo da mulher, mas nada que altere o resultado final. Na verdade, a principal diferença entre os dois é o preço e, consequentemente, o acesso a eles. Os medicamentos injetáveis são mais caros e mais difíceis de conseguir, enquanto os tomados via oral são utilizados com mais frequência.

Um grande problema é que muitas mulheres acabam fazendo o uso desse tipo de medicamento sem nenhuma supervisão médica, o que acaba trazendo vários riscos para a sua saúde. Abordaremos esse tópico com mais profundidade mais para frente no texto.

Por Quanto Tempo Deve-se Usar o Indutor?

Isso depende de cada caso e também por isso a presença de um médico acompanhando esse processo é tão importante. Existem casos em que mulheres devem tomar os medicamentos entre 3 e 6 meses, o que corresponde ao mesmo número de ciclos menstruais.

Muitas vezes é recomendado que o tratamento dure 12 meses para que o efeito seja completo. Porém, como dissemos anteriormente, isso vai variar de acordo com cada caso.

Qual é a Taxa de Sucesso?

Quando falamos em taxa de sucesso de um indutor de ovulação para quem tem ovários policísticos, podemos falar de duas: a para ovulação e a para gravidez. Este é sem dúvida um dos tópicos em que as mulheres mais estão interessadas em saber.

Quando se trata de provocar ovulação, os indutores normalmente têm uma taxa de sucesso muito alta, com cerca de 70% e, normalmente, nos primeiros três meses de tratamento. Já quando se fala de gravidez, essa taxa tende a cair um pouco. Dentro das mulheres que ovulam, a taxa de sucesso varia entre 15% e 50%.

Esse número pode até ser considerado baixo por muitos, mas é necessário entender que essa variação existe porque para que um indutor de ovulação funcione completamente, ele depende de muitos outros fatores como a idade da mulher, seu peso, o momento da relação sexual, além de também dos fatores que envolvem o homem na fecundação.

Para Quem Não é Indicado o Indutor?

Como já frisamos diversas vezes aqui, o acompanhamento médico é indispensável para que o trabalho do indutor de ovulação para quem tem ovários policísticos seja feito. Em uma primeira visita ao médico, ele pode dizer que o tratamento não é indicado para você. Isso ocorre por uma série de motivos. Normalmente os indutores não são indicados para pessoas que:

Possuem Trompas Obstruídas – Isso porque induzir a ovulação nesses casos é ineficiente, já que o problema que ocorre aqui é um obstáculo físico entre os espermatozoides e o óvulo.

A fertilidade do parceiro ainda não foi avaliada – Muitas vezes, por ansiedade, a mulher deseja fazer um tratamento de fertilização, mas acaba se esquecendo que boa parte dela também depende do homem. Então, antes de fazer qualquer tipo de tratamento, é essencial que a fertilidade dos dois seja avaliada.

Possíveis Riscos

Como também já citamos anteriormente, o tratamento com indutor de ovulação para quem tem ovários policísticos oferece alguns riscos, principalmente para quem toma sem supervisão médica.

A síndrome de hiperestimuação ovariana pode ocorrer principalmente por conta da síndrome dos ovários policísticos, já que os hormônios do medicamento podem alterar os ovários de uma mulher que possui essa condição.

A torção dos ovários é outro risco que qualquer mulher pode correr ao tomar doses erradas de indutores. Frisamos que esses riscos são reais, mas que raramente acontecem quando são feitos de forma correta.

Fazer um tratamento para fertilidade é o sonho de muitas mulheres, principalmente quando se possui um distúrbio como a síndrome dos ovários policísticos. Mas é sempre importante saber de todos os aspectos – positivos e negativos – desse tipo de tratamento e, é claro, ter consciência de que ele deve ser feito da forma correta, sem tentar nenhum tipo de automedicação e sabendo que a taxa de sucesso pode variar bastante. Sempre é possível tentar, mas isso deve ser feito com cautela para que sua saúde não seja afetada.

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Foto: therapractice