Indutores de ovulação são medicamentos a base de citrato de clomifeno que auxiliam mulheres que não ovulam ou possuem ovulação irregular. Podem ser uma solução para casais que sonham em ser pais, mas encontram na anovulação um empecilho para realizar esse sonho, seja somente com uso de indutor e relações sexuais programadas ou até mesmo como parte de um ciclo de fertilização in vitro ou inseminação artificial.

Quem Precisa Tomar Indutor de Ovulação?

Algumas mulheres tem realmente a necessidade de tomar um remédio para ovular, pois apesar de aparentarem menstruar normalmente podem não ovular. O indutor de ovulação pode dar uma grande força para que a gravidez possa acontecer. Um desses casos são as mulheres que tem problemas hormonais, como a Síndrome dos ovários policísticos por exemplo.   Mas apesar de muito bom e eficiente, o tratamento com indutor de ovulação pode não ser somente flores pelo caminho…

Para aquelas que não querem partir para um tratamento medicamentoso sem tentar outras alternativas, existe a opção de métodos naturais para induzir a ovulação, como o consumo de inhame. O inhame pode ajudar a regular os hormônios naturalmente, por meio do fito-hormônio diosgenina. Como é praticamente impossível ingerir inhame em todas as refeições por dias, para garantir a eficácia do tratamento, pode ser utilizado em forma de cápsulas de inhame que facilitam na correria da rotina das mulheres. Você pode adquiri-las em nossa loja virtual.

Indutores e Gravidez

O que devemos saber sobre o indutor é que ele não faz milagres e pode sim trazer alguns riscos para a mulher se usado sem acompanhamento e sem indicação médica. Após um ano de tentativas de engravidar sem sucesso, o casal deve fazer exames para saber o motivo da infertilidade. Caso não seja constatado um problema especifico ou mesmo a anovulação, o médico pode aconselhar o uso de indutor de ovulação para facilitar a gravidez.

Tipos de Indutores de Ovulação

Normalmente o indutor de ovulação mais usado em consultórios de ginecologia são os orais a base de clomifeno. Esses são vendidos na farmácia com a receita médica. Porém não é um medicamento que exige retenção da receita, e em muitos lugares é possível comprá-lo livremente.

Essa liberdade com os indutores passou a se tornar uma ameaça para quem quer engravidar, pois a automedicação tem acontecido cada vez mais frequente. Esta é uma medicação que pode trazer riscos à saúde reprodutiva da mulher. Os indutores injetáveis são mais caros, e isso inibe um pouco o uso indiscriminado. Porém cada dia aparecem novos casos de problemas com indutores relativamente baratos e acessíveis como o clomifeno por exemplo.

Dose Indicada Para Uso do Indutor

Existem muitas dúvidas de como tomar indutores. A dose inicial deve ser de 50mg diária por um período de 5 dias. Porém, até mesmo os médicos às vezes começam com doses de 100mg em pacientes que nunca tomaram o indutor de ovulação. Esse “descuido” pode trazer algumas consequências.

Por isso sempre se indica começar com a dosagem mais baixa e, conforme necessidade, aumentar a dose gradativamente até o máximo de 150mg diária por 5 dias. Após o uso dos 150mg diários, e sem obter resultados satisfatórios, cogitar um tratamento com indutor injetável deve ser discutido.

Os indutores injetáveis são mais usados em clinicas para processos como fertilização in vitro ou inseminação artificial. Em conjunto com medicamentos à base de HCG fazem com que a ovulação aconteça de fato.

Prós e Contras do Indutor de Ovulação

Se bem usado o indutor de ovulação é uma ótima ajuda para a fertilidade. Porém se usados de forma errada podem atrapalhar, e em casos considerados mais simples se tornar um pesadelo para a tentante. Na maioria das vezes os efeitos colaterais do indutor de ovulação podem ser apenas dores da estimulação ovariana.

Casos de mulheres que não ovulam de fato devido à síndrome dos ovários policísticos devem verificar o nível da doença e sempre procurar limpar os ovários antes de estimular novos folículos. Existem medicamentos hoje que são ótimos para ajudar que os ovários fiquem apropriados para o uso de indutor de ovulação, seja ele oral ou injetável. O mio-inositol presente no FamiSop é uma vitamina que pode corrigir desequilibrios hormonais que atrapalham a ovulação em mulheres com SOP. Você pode adquiri-lo aqui em nossa loja virtual.

O indutor estimula a glândula hipófise para que mande o hormônio estimulante da ovulação (FSH), que vai impulsionar o desenvolvimento inicial dos folículos. O problema é que, quando o indutor ultrapassa o nível desejado de estimulação,  pode causar uma hiperestimulação ovariana significativa.

O que é Hiperestimulação Ovariana?

A hiperestimulação é um excesso de produção e estimulação de óvulos em um único ovário ou mesmo nos dois ovários. Essa super produção pode trazer um grande sofrimento para a mulher que usou o indutor. Normalmente, a hiperestimulação ovariana por indutor de ovulação é muito dolorosa.

O uso de indutor de ovulação pode causar dores, mas essas são como cólicas mais fortes no baixo ventre onde ficam os ovários e são muito comuns. Já a dor da hiperestimulação é muito mais intensa e pode até mesmo causar febre, inchaço abdominal anormal, irritabilidade e dores na relação sexual.

Problemas da Super Estimulação

Os problemas causados por uma super estimulação devido ao uso de indutor podem ser muito superiores ao beneficio do indutor. Portanto, o uso desses medicamentos deve ser acompanhado por um médico para evitar um problema maior, como por exemplo a necessidade de retirar o ovário afetado pelo problema.

Tratamento para a Super Estimulação

O tratamento para estimulação excessiva é apenas tratar os sintomas, com analgésicos por exemplo. Às vezes o médico pode indicar um medicamento para ajudar a liberar esses óvulos, aliviando a pressão dos ovários. Se os ovários estiverem muito comprometidos pela hiperestimulação, uma cirurgia pode ser cogitada para drenar o líquido. Mas isso em um percentual mínimo de casos.

Na contramão da hiperestimulação existe a anovulação mesmo com a medicação. Por isso é feito um controle da função ovariana com ultrassom. Idealmente, este controle deveria ser feito até mesmo com o uso mínimo de indutores para saber se a medicação está sendo eficiente ou não. Caso seja comprovada anovulação mesmo com uso de indutor de ovulação, cabe ao médico ver a necessidade de aumentar a dose do medicamento mesmo que em sua forma injetável.

Os prós e contras de cada caso devem ser avaliados pelo médico antes de receitar o indutor, por isso tomar sem orientação médica pode ser muito arriscado e adiar ainda mais o sonho de viver uma gravidez.

Você sabia que o uso de clomifeno pode tornar o endométrio hostil (menos apto) para receber o óvulo fecundado? Sim! Por isso aconselha-se sempre condicionar o uso de indutor de ovulação om um medicamento para amenizar esta hostilidade. Geralmente são medicamentos que tornam o endométrio mais fofo e macio para a implantação do embrião.

Nota da blogueira

Tive hiperestimulação ovariana na terceira tentativa com indutores. Tomava a dose mais baixa quando a minha ginecologista receitou 150 mg de clomifeno por 5 dias. Tomei e mesmo antes de terminar o tratamento sentia dores horríveis.

Embora sentisse dores durante o uso de 50mg de indutor, a situação ficou ainda pior quando passei a usar 150mg. Fui ao pronto socorro onde foi descoberto a hiperestimulação ovariana a qual me rendeu alguns meses de descanso e também um cisto hemorrágico de dimensões consideráveis. Por isso tomem muito cuidado com o uso indiscriminado do indutor, ele pode ser ótimo, mas também pode fazer o papel de vilão nas tentativas de engravidar.

Mulheres que não ovulam comprovadamente por hormônios e ultrassom, deve sim usar estimuladores de ovulação. Eles são ótimos desde que  com moderação e cautela e, claro, com acompanhamento. Lembrando que cada caso é um caso e, se você precisa tomar indutor, pode tomar tranquilamente desde que indicado por um médico, OK?

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Fotos: Hey Paul Studios, Tainá Del Negri