Para quem pensa que engravidar é só gerar e esperar o tempo certo para nascer esta arrendondamente enganada! O medico obstetra é uma das peças fundamentais para que tudo de certo, inclusive consiga ter uma gravidez em paz. É através dele que suas principais duvidas serão sanadas, como os sintomas, o que deve e o que não deve ser feito neste período além de claro de acompanhar o passo a passo do desenvolvimento da sua gestação.

É através da experiência do médico obstetra que possíveis problemas são detectados antes mesmo de ocorrer. Com a ajuda de exames complementares ele consegue avaliar toda a situação que envolve o quadro gestacional, assim como cada detalhe da sua saúde e do bebê.

Por isso, deve ser um profissional de sua extrema confiança e que não servirá somente para anotar informações básicas na sua carteira de gestante, ele deverá assumir o compromisso de te acompanhar com o máximo cuidado até o parto e se atentar a cada detalhe durante todo o pré-natal.

Grávida após 4 anos!
"Após 4 anos encontrei a solução e engravidei! Conheça minha história e meu segredo." (Alyne, grávida de 4 meses)
Saiba mais!
Grávida após 4 anos!
"Após 4 anos encontrei a solução e engravidei! Conheça minha história e meu segredo." (Alyne, grávida de 4 meses)
Saiba mais!
Grávida após 4 anos!
"Após 4 anos encontrei a solução e engravidei! No vídeo conto a história e meu segredo." (Alyne, grávida de 4 meses)
Assistir agora!
Dra. Andrea: Engravidar com FamiGel
"Secura vaginal complica a vida de quem quer engravidar. FamiGel resolve esse problema" (Dra. Andrea Gomes - Ginecologista e Obstetra)
Saiba mais no vídeo
Dra. Andrea: Engravidar com FamiGel
"Secura vaginal complica a vida de quem quer engravidar. FamiGel resolve esse problema" (Dra. Andrea Gomes - Ginecologista e Obstetra)
Saiba mais no vídeo

Métodos de Escolha

Para isso, a melhor forma de se escolher o médico obstetra para acompanhar sua gestação é através de indicações de amigas, familiares e conhecidos. Claro que nem sempre o que é um sonho para sua vizinha, será excelente para você. Médicos, principalmente obstetras tem que rolar afinidade, nos passar segurança e cada pessoa em sua particularidade exige algo diferente.

Como algumas mulheres preferem passar com obstetras homens apontando como pessoas mais calmas, tranquilas e cuidadosas no atendimento. Já outras preferem mulheres, por entenderem perfeitamente o que sentem, além de ficarem menos constrangidas durante as consultas.

Referências

Buscar referência inclusive através da internet é uma forma de coletar informações e de possíveis reclamações. É possível verificar as qualificações e especializações do médico assim como seu vinculo com hospitais e universidades. Se ele for associado à Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia melhor ainda.

Vale alertar também que nem sempre o ginecologista de sua confiança é um obstetra, alguns não se especializam na área por isso acabam indicando para outros. E para finalizar passe por uma consulta para tirar suas próprias conclusões. Faça perguntas, tire todas suas duvidas inclusive em relação ao atendimento dele e de sua disponibilidade de atendimento 24 horas.

Verifique se ele passa todos seus contatos para que possa entrar em contato caso necessário, afinal a gravidez é uma caixa de surpresas e nunca sabemos a data e a hora que iremos precisar de ajuda. Essa disponibilidade de alguns médicos faz toda a diferença para as gestantes e familiares! Se não se sentir confiante e bem acolhida, procure outro obstetra sem pensar duas vezes.

Parto Particular X Parto SUS

Um assunto que traz grande preocupação para as gestantes é em relação ao parto, principalmente para aquelas que não possuem um plano de saúde. O medo de não receber um atendimento adequado e de qualidade no momento mais precioso e importante da sua vida é inevitável já que é tão comum escutarmos tantos casos de erros e descasos médicos em relação a gestantes.

Se optar por fazer o parto pelo SUS é bom saber em qual hospital terá, assim como todas as informações necessárias para a internação e de acompanhantes. Pelo SUS o principal foco é que todas as mulheres deem a luz por via do parto normal e partem para uma cesariana em caso de necessidade real, portanto esteja ciente destas condições.

Parto Particular

Muitas são as mulheres que mesmo possuindo plano de saúde acabam fugindo dos médicos cesaristas dos convênios para conseguir ter seu sonhado parto normal pelo SUS. Se teu desejo for um parto particular busque referências com amigas que tiveram seus bebês nos últimos tempos também. Se for pagar pelo parto, tire suas duvidas sobre o atendimento e a disponibilidade do obstetra particular, assim como se na ausência dele se existe um substituto para atendê-la.

Verifique as maternidades que ele atende e o qual é conveniado para que você possa conhecer e visitar antes mesmo do dia do parto.  A pesquisa inclusive de custos também é bem vinda, já que sabemos que alguns cobram valores abusivos e fogem da realidade da maioria.

O nascimento do seu bebê seja ele um parto particular ou parto pelo SUS deve ser um momento único e especial para você e sua família. Veja os pros e contras e faça sempre o melhor por vocês, respeitando seus desejos, seus direitos como gestante e acima de tudo preservando a sua saúde e de seu bebê.

Toda grávida merece respeito, cuidados e atendimento sempre que necessário assim como acompanhamento de pré-natal gratuito em todos os postos de saúde do Brasil. Tem quem ame o parto pelo SUS, tem que fuja desesperadamente e tem quem não tem opção e precisa enfrentar e exigir seus direitos e respeito acima de tudo!

Direitos da Mulher no Parto – Violência Obstétrica

Com muito prazer recebo hoje a Daiana Barasa, ela veio falar mais e esclarecer o que pode-se configurar violência obstétrica, um assunto ainda pouco falado entre as mamães e futuras mamães. É importante que todos saibam que infelizmente esse tipo de prática ainda exista nos dias de hoje e com cada vez mais força. Bem vinda Daiana, ainda mais com um assunto tão importante!

“Ser mãe é realmente um dom digno de reverência, de exaltações, homenagens… mas o que temos em nosso planeta é uma realidade camuflada de hipocrisias. Recentemente vi uma campanha publicitária realizada no Uruguai que denunciava os abusos que as mulheres sofriam no momento de dar à luz, o vídeo se transformou em viral, ganhou até prêmio em Cannes, mas a história se repete em diversas partes do mundo.

No contexto da campanha uruguaia a mensagem de denúncia era: se a mulher “abriu as pernas” para fazer um filho ela precisa ser “corajosa” para ser atendida mais rápido, precisa ser corajosa para ser desrespeitada. Lamentável!

Essa violência comumente praticada e camuflada é conhecida como violência obstétrica, dados apurados em março deste ano pelo Grupo de Maternidade Ativa (GAMA) mostraram que entre 80% a 90% de brasileiras são cortadas durante o procedimento de parto normal, sem necessidade e sem o consentimento da mulher. 

Para o Ministério Público Federal as denúncias só caracterizam um quadro explícito de violência à mulher e, segundo o órgão, as entidades de saúde que desrespeitarem as mulheres no momento de dar à luz assim como o direito de que tenham contato e amamentem a criança logo após o nascimento, devem ser denunciadas para que possam sofrer a devida punição.

Mas qual punição tem o poder de devolver à mulher o respeito que deveria ser dela naquele “único” momento? Antes das homenagens e louvores à mulher que gera a vida é importante pensar no que acontece em nosso país e em diversos lugares no mundo.

Campanha Anistia Internacional do Uruguai:

As denúncias que são do conhecimento do MPF são o suficiente para ações efetivas? Ou será que são as mulheres que devem ter o conhecimento de outras queixas além das suas para não permitirem que esses atos de desrespeito lhe sejam imputados como uma “obrigação”?

Sim, porque se “abriu as pernas” precisa aguentar todo tipo de humilhação de profissionais de saúde que deveriam demonstrar o mínimo de respeito à mulher. E até quando as mulheres também serão passivas e não se importarão em conhecer e se aprofundar nas leis existentes que as amparam? Até quando não se preocuparão com as leis que ainda não foram promulgadas para lhes atenderem?

A violência obstétrica é praticada em diversos hospitais públicos no Brasil e no mundo, e não vamos pensar que não ocorre em hospitais particulares, porque o simples silêncio e respostas secas e sucintas por parte dos profissionais de saúde não deixa de ser uma maneira velada de violência, que poderia ser explícita se as condições físicas mais requintadas do local não existissem.

E novamente citando a premiada campanha publicitária realizada para a Anistia Internacional do Uruguai, premiada em Cannes, que teve milhões de visualizações e aplausos, lanço a seguinte pergunta: Qual o prêmio que as mulheres que sofreram ou sofrerão violência obstétrica tiveram ou terão?

Qual o louvor à maternidade na medida em que ser mãe é literalmente “padecer” no que deveria ser o paraíso? Qual a violência mais proeminente? A violência sofrida por mulheres em diversas partes do mundo no momento de gerar o filho? Ou a “autoviolência “ quando não há o conhecimento ou quando não se luta pelos próprios direitos?

Ter “aberto as pernas” só é motivo para humilhação no momento do parto em diversos pontos do mundo, porque antes os braços foram cruzados e os olhos fechados. Ser mãe é sim um dom, mas a mulher precisa reconhecer o direito de ser mulher e não se calar.www.saredrogarias.com.br
E teve como fonte de pesquisa os sites da Defensoria Pública do Estado de São Paulo:

http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/41/Violencia%20Obstetrica.pdf

A importância da denúncia em casos de violência obstétrica: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2014/04/denunciar-violencia-obstetrica-e-o-1-passo-para-reduzir-casos-diz-medica.html

Relato de Violência Obstetrica – Daniela

A seguir o relato da leitora Daniela sobre a violência obstétrica que passou ao precisar fazer uma curetagem. Mas afinal de contas, o que é violência obstétrica? Na contramão do parto humanizado que prioriza o bem estar da mamãe e bebê, a violência obstétrica não se trata de agressão física somente.

Como um momento tão lindo como o parto pode se tornar traumatizante por conta de um tratamento humilhante e desrespeitoso e grosseiro por parte dos profissionais que atendem a parturiente. Ofensas verbais muitas vezes podem machucar muito mais do que um tapa em si.

Qualquer tratamento não condizente com a situação, podem sim se enquadrar como violência obstétrica. Por exemplo, uma parturiente com dificuldade de empurrar a criança na hora do parto. Não deveria ser amarrada e nem impedida de gritar, com palavras ofensivas como ” fica quieta e empurra essa criança” ou ser feito qualquer procedimento sem devida autorização prévia ou pelo menos explicar o porquê.

Enfim, os casos de violência obstétrica tem sido cada dia mais relatados pois, felizmente a consciência das pessoas com os seus direitos tem cada dia ficado mais claros e principalmente para as gestantes.

Meu caso de violência obstétrica não chegou à sala de parto, na verdade passou muito longe dela… Após apenas 2 meses de tentativas de engravidar, recebi meu positivo e eu e meu marido ficamos eufóricos, contamos para a família e começamos a celebrar até que, na 7ª semana, numa consulta no PS por conta de um discreto sangramento, fomos surpreendidos com a notícia da morte do embrião.

Eu já havia ouvido o coraçãozinho dele bater num ultrassom feito na 5ª semana, então foi muito chocante vê-lo inativo e ver a tristeza no rosto do meu marido, que estava me acompanhando para ver e ouvir pela primeira vez o coraçãozinho do nosso bebê…

Fui encaminhada à médica plantonista do PS e ela me explicou que eu estava com um caso de aborto retido e que deveria tomar um medicamento pelos próximos 7 dias para completar a expulsão do embrião, e então voltar para que verificassem se o aborto havia se completado e se haveria a necessidade de curetagem.

Foi profissional sem muito envolvimento, me deu um atestado de 7 dias,me passou as orientações de forma clara e então eu fui para casa encarar aquela dor e aquele vazio de estar perdendo meu bebê. Foi muito doloroso e eu e meu marido ficamos inconsoláveis, mas a vida deveria seguir.

Após 2 dias tomando o medicamento, comecei a sentir fortes contrações e após iniciado o sangramento, finalmente expulsei o embrião, momento de grande dor, principalmente pelo que ele representava: eu sabia que meu bebê estava morto, que teria que ser expulso, mas vê-lo saindo de mim e caindo no vaso sanitário foi bastante penoso. Enfim, sangrei abundantemente pelos próximos dias e então, ao fim da semana, retornei ao PS, onde primeiro fiz um ultrassom e então fui encaminhada à GO de plantão.

Na sala de espera da ginecologia havia várias gravidinhas felizes alisando suas barrigas e uma sofrida em pleno trabalho de parto enquanto eu segurava meu ultrassom onde constava se meu útero estava totalmente vazio ou ainda tinha restos do bebê que eu tive que expelir.

Eu segurava o choro e torcia para que, pelo menos, não tivesse que fazer a curetagem, pois eu sabia que depois dela teria que esperar ao menos 6 meses para novas tentativas de engravidar, e é claro, minha ansiedade iria me levar à loucura naqueles 6 meses…

Quando chegou minha hora de ser atendida, notei que havia vários estagiários e/ou residentes na sala e um dr. mais velho que parecia estar no comando. Fiquei confusa com tanta gente, e uma das profissionais presentes me perguntou qual era meu caso, enquanto todos me olhavam.

Respondi, intimidada, que eu havia sido diagnosticada com aborto retido, que tivera que tomar medicamento para expulsar o embrião e que agora estava lá para que verificassem se a expulsão havia sido completa. Não sei se naquele momento algo que eu disse não ficou claro ou ficou mal-explicado. O médico mais velho pegou meu ultrassom, falou com os outros que medidas tomar e saiu da sala.

Então, a profissional atendente me explicou que ainda haviam restos do abortamento dentro do meu útero e que eles me prescreveriam mais uma semana tomando o medicamento para tentar a expulsão completa daqueles restos.

Perguntei se eles me dariam mais uma semana de licença do meu trabalho, já que o medicamento causava cólicas. Então a profissional me olhou com bastante má-vontade e disse: “Vou só te dar o dia de hoje, não posso te dar mais que isso”, ao que eu me desesperei porque não tinha ainda condições físicas muito menos psicológicas de voltar a lecionar: a perda de sangue havia me deixado fraca e a lembrança do aborto me fazia chorar a cada hora.

Comecei a chorar e disse: “Não tenho condições de voltar a dar aulas, dou aulas de pé, até as 22 hrs da noite, não vou conseguir…”. A doutora se mostrou muito incomodada com minha reação e respondeu, apontando para a colega ao lado, que estava fazendo o atestado: “Ela vai ver o que pode fazer por você” enquanto escrevia a receita. Me entregou então a receita e um atestado, dizendo: “Vamos te dar 2 dias, mais do que isso não dá”.

Agradeci profundamente, enxugando as lágrimas e saí da sala confusa, sem entender por que havia sido tratada com tanto descaso e desprezo. Eu era vítima, estava perdendo meu bebê, fui até o PS esperando um atendimento compreensivo, humano, sensível à minha dor e, ao contrário disso, fui surpreendida com pessoas que deixavam claro acreditar que eu estava me aproveitando de um aborto para não trabalhar.

Fiquei com muitas dúvidas, tentei relembrar o que eu havia dito para encontrar algum sentido dúbio, algum mal-entendido nas minhas palavras que justificassem a aspereza da doutora…

Mas não conseguia compreender. Ao chegar em casa e relatar o ocorrido a algumas pessoas, fui alertada que muitos médicos tratam casos de aborto sempre como se fossem provocados e são agressivos e desagradáveis com as pacientes.

Naquele momento percebi que havia sido exatamente o que havia acontecido comigo, aquela doutora julgou que eu havia provocado a morte do meu bebê e por isso foi tão seca e ríspida comigo.

Chorei muito ao entender isso, fiquei muito ofendida e magoada, me arrependi por não ter estado preparada para uma reação à altura no momento do atendimento, por não ter dado uma resposta, por não ter exigido meus direitos, por ter me humilhado implorando por mais um dia de licença, por ter sido mal-interpretada e julgada de forma tão desumana num momento tão delicado e doloroso da minha vida.

O maior trauma de meu aborto não foi a perda em si e sim foi a forma como fui tratada na sala da ginecologia, ante um grande número de profissionais tão insensíveis e desumanos. Pensar que residentes já estão se formando com este tipo de critério é revoltante. Penso que um médico deve tratar todos os pacientes de forma profissional e imparcial, independente de julgamentos próprios e íntimos.

Creio que até mesmo mulheres que provocam aborto têm um histórico de dor e sofrimento, e que nenhuma mulher deve ser julgada pelas aparências num momento como esse, e sim medicada e orientada devidamente. Médicos são médicos, juízes são juízes.

Já estive em atendimento com a mesma profissional durante a segunda gravidez, ela foi simpática e profissional, mas não consigo controlar minhas reações de tremedeira e nervosismo quando vejo que é ela. Ela sempre me assegura: “Está tudo bem com seu bebê, não fique nervosa” e eu nunca consegui esclarecer que o que me deixa nervosa é a simples visão de seu rosto e a lembrança de sua negligência.

Alguns meses depois, uma amiga passou por experiência parecida num outro PS, com outra doutora, mas eu a havia alertado e ela respondeu à altura: “Escuta aqui, você não me conhece, não sabe da minha história, não tem o direito de me julgar! Eu estou sofrendo aborto de um bebê que eu desejei profundamente, e não que eu matei, não cabe a você julgar pelas aparências, você aqui é médica, limite-se a medicar” e assim por diante.

Senti minha dignidade um pouco restaurada pela reação da minha amiga, mas sempre vou carregar a frustração de não ter reagido à altura no momento em que fui encurralada e intimidada por aqueles que deveriam me oferecer apoio e amparo.

Conhece algum caso de violência obstétrica? Então entre em contato comigo para podermos complementar esse assunto tão importante que deve ser abordado e esclarecido pela sua importância. Compartilhe, comente e espalhe esse relato!

Carta de Uma Mamãe ao Seu Ginecologista Obstetra

Doutor, Quando percebi que estava esperando um bebê, senti que a vida estava brotando da forma mais abençoada possível em minha vida. Para que esse momento possa acontecer com tranquilidade sempre procuramos algum anjos, médico ginecologista obstetra que Deus colocou na terra com esse propósito, de ajudar uma nova vida vir ao mundo com saúde e que tudo corra bem com mamãe e bebê.

Mas Doutor, ultimamente há tantos profissionais que estragam este momento tão lindo… Além de maus profissionais que visam muito mais o dinheiro que receberão pelo procedimento, do que a saúde de sua paciente. Existe um abismo de compatibilidade e respeito à ideias sobre como o parto irá acontecer, que a confiança está sendo abalada a cada dia que passa.

Há tantos mal entendidos entre mamãe e médico, por mais confiança que o profissional passe. Estou percebendo que sempre há um desencontro de ideias e isso pode acabar abalando a relação de confianças paciente – médico ginecologista obstetra. Por que tem que ser assim? Pois para mim, o ideal é fazer do seu ginecologista o melhor amigo que uma mulher possa ter, principalmente na reta final da gravidez, que é quando estamos mais vulneráveis e mais frágeis!

Sempre que precisamos de auxilio e um conforto, procuramos nos médicos que nos acompanham doutor, esse porto seguro onde queremos descansar e entregar o que temos de mais precioso. O nascimento é um acontecimento único e queremos estar cercadas de amor e compreensão e não somente cercadas de um ambiente frio e profissional, gelado e totalmente ausente de calor humano. Carinho neste momento é um bem necessário, conforta, aconchega e dá ainda magia ao momento.

A humanidade tem sido esquecida, principalmente em hospitais públicos que mesmo em partos naturais vaginais, insistem em amarrar a parturiente e também cortar o períneo sem o consentimento de quem está dando a luz!

Falta humanidade em muitos casos, mas principalmente, falta carinho pela profissão que muitos (não todos, mas grande parte atual dos médicos) escolhem pelo retorno financeiro que tem. Os famosos “cesaristas” que me perdoem, mas induzir uma mulher à cesariana desnecessária é sim para mim, uma prova de mercenarismo.

Sabe Doutor, acho que é por isso que essa onda tão grande de partos domiciliares tem crescido e a bandeira da humanização tem sido tão fortemente levantada e acolhida por tantas mulheres.

Essa é uma prova da falta que a gestante sente de se sentir protegida e respeitada pelo profissional que ela escolheu para esse momento tão lindo. Sem o devido respeito pela escolha da via de nascimento que seu filho virá ao mundo, sem poder de escolha ou voz ativa seja com qualquer procedimento que vá acontecer neste nascimento.

No final das contas Doutor, o que queremos mesmo é ter um parto de sucesso sim, com um nascimento inesquecível e mais saudável possível! Poder pegar o bebê no colo assim que nascer, ver, sentir e ama-lo assim que ele sair da barriga. Poder oferecer o seio a ele assim que vier para meus braços…

Falta humanidade na hora do parto e infelizmente essa caminhada parece estar longe de chegar ao fim. Depende de quem, de que para que esse respeito e carinho voltem a existir em relação às escolhas da parturiente? Será justo empurrar uma cirurgia guela a baixo de uma mulher que tem perfeitas condições de saúde para ter um parto natural como ela sempre sonhou sem nem ao menos tentar?

Concordo que um parto de sucesso é aquele com mãe e bebê saudáveis e felizes, porém falta um pouco de compaixão e muito egocentrismo profissional quando o assunto é ganhar tempo. O que é melhor para mamãe e bebê deve ser feito em 100% das vezes, mas isso não quer dizer que sempre tenha que ser a cesariana eletiva forçada, ou nem tão pouco um parto normal agressor, onde a mãe fica amarrada durante todo o trabalho de parto.

Basta que possam pensar um pouco, se colocar no lugar do marido ou mesmo no lugar dessa mulher que esperou por 9 meses por esse momento. O que ela quer? Basta esta pergunta para fazer do parto o momento mais humano possível, respeitando as vontades e limitações imposta pela condição de saúde da mulher ou em condições perfeitamente saudáveis.

Resta a nos mulheres escolhermos o médico ideal e impor aos que não respeitam esse momento que mudem de opinião e passem a levar em consideração o desejo de cada mulher. Aos bons profissionais um viva! Aos maus profissionais, meus sentimentos…

Se você não ama a profissão de ginecologista obstetra e está nela apenas pelo conforto e dinheiro e não por amor, recomendo respeitosamente que procure outra especialização. Toda forma de parto e nascimento é válida, o importante é o respeito com que ele é realizado, para humanizar o parto, devemos humanizar os profissionais antes de tudo.

Obrigada por tudo Doutor, espero que o próximo parto seja o mais humano possível.

Patricia Amorim, mamãe de 3 e 2 cesarianas necessárias outra desnecessária mas por imposição médica e ainda sim agradecida por encontrar no seu terceiro parto, um excelente profissional que ajudou com que tudo desse certo apesar da pré eclampsia.

Veja Também: Carta de Uma Mamãe ao Seu Ginecologista Obstetra

Foto: Prefeitura de Olinda