A alienação parental acontece e muito em casos de pais separados você sabia? O simples ato de falar alguma coisa negativa do pai ou mãe para a criança pode refletir como um ponto mais que negativo na maneira com que a criança vê o seu genitor em questão.

Algumas vezes a alienação parental também pode se tornar muito pior que pensamos. A criança alienada pode se tornar violenta, triste e agressiva sem motivo aparente. Então como reconhecer um caso de alienação parental e como lidar com essa situação.

O que é alienação parental? É o ato de falar mal ou deturpar a visão do pai ou mãe para a criança em questão, geralmente acontece em casais separados e também pode criar temor da criança em relação ao genitor. Seja de pai para mãe ou de mãe para pai, a questão é muito mais profunda do que se pensa pois pode causar danos da visão que a criança tem do seu até então herói.

O pai ou mãe pode tentar afastar a criança do outro pai em questão, impedir visitas e quando essas acontecem encher a criança de recomendações e cautelas de como se portar, também pode ser uma espécie de manipulação. De certa forma a criança pode se sentir censurada a ser ela mesma e amar a parte contrária pensando estar traindo a mãe ou pai que convive e mora.

A alienação parental também pode partir de tirar ou privar o direito do pai ou mãe de participar do cotidiano do filho com decisões simples como escolha da escola, reuniões escolares, festas de aniversário, finais de semana festivos e por aí vai. Demonstrar desagrado ao fato do filho estar com a outra parte também é uma forma de alienação parental, às vezes pode ser confundida com ciúmes mas se a criança nota e identifica essa dificuldade do pai ou mãe, pode guardar o sentimento dos pais e se fazer culpado por tal sentimento triste na pessoa que se espelha e ama. Situações a serem evitadas a todo custo

  • Viajar com ou sem a criança sem dar satisfação para o pai ou mãe
  • Criticas sobre avida profissional
  • Situações como ela ou eu ou vice e versa
  • Denegrir a imagem como pessoa do pai ou mãe

Às vezes a mágoa do término da relação também pode trazer a alienação parental de forma mais agressiva e faz o pai ou mãe mostrar toda a mágoa que ficou do relacionamento, assim descarregando e sobrecarregando a criança a fazendo escolher entre conviver com o pai que vive ou com o pai que foi embora e isso pode tornar a relação muito mais desgastante. Outro grande erro dos pais, é tornar seu filho uma espécie de espião no campo “inimigo”, quantas namoradas, com quem anda, o que comprou, o que esta fazendo… Tudo isso pode ser visto e ouvido pela criança para satisfazer a curiosidade de como está à vida do seu ex.

A alienação parental pode até mesmo vir a deixar sequelas tão profundas na criança, que algumas podem não querer mais conviver com o seu pai ou mãe, até mesmo se recusar as visitas impostas pelo juiz perdendo assim o contato por completo. Em algumas crianças alienadas, os reflexos do comportamento dos pais diante da mágoa da separação, chegam até a vida adulta.

São comportamentos que podem ser tomados em um momento de tristeza e dificuldade da vida que marca o resto da vida dos filhos de um relacionamento que chegou ao fim. As crianças absorvem como uma esponja tudo que os pais ensinam e como ensinar a ver somente os defeitos e até mesmo se levada a odiar o pai ou mãe seria diferente?

A alienação parental também pode acontecer mesmo sem a separação por isso é muito importante se policiar com certos comentários diante dos filhos, as vezes esta acontecendo dentro de nossa casa sem que possamos perceber! Afastar o filho do pai ou mãe mesmo dentro de casa pode ser ainda pior que na separação.

Como Evitar a Alienação Parental?

Mesmo no momento em que a mágoa toma conta da parte conjugal, vale lembrar que mais do que dois esse relacionamento é feito, o filho deve ser levado em consideração e muito na hora da separação para não ficar com sequelas profundas. Claro que filhos de pais separados sofrem e isso não tem como negar, porém saber lidar com toda a situação da separação é fundamental para não trazer a alienação parental para dentro de casa.

Compreenda seu filho! Ele certamente vai sentir saudades do pai ou mãe, e quando ele chamar por ele, faça uma ponte direta seja com ligação, ou mesmo programando uma visita, não deixe que a tristeza do fim de relacionamento ou má convivência com o parceiro afete a visão como pais que a criança tem.

Convier com o pai ou mãe é fundamental para a criança e está amparado por lei. Aliás a lei da alienação parental é antiga até, em vigor desde 1985, onde já se discutia o afastamento e direito de convivência familiar entre filhos e pais.

A lei da alienação art. 236 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, prevê preservar o direito de conivência tanto dos pais como dos parentes dos pais, se estende para avós e tios da criança para uma formação de base familiar necessária para qualquer indivíduo. Agora com essa lei os juízes tem maiores poderes para impedir que a alienação parental afete a criança com tamanha devastação emocional.

Se constatar que o pai ou mãe esta praticando alienação parental, a outra parte deve reagir contrariamente, tentando contornar o problema o melhor possível, se preciso for, levando a criança a um psicólogo para verificar se há algum dano permanente. Cumprir todas as obrigações também é fundamental para que uma hostilidade do guardião da criança aconteça.

Se chegar ao ponto de disputa judicial pelos filhos e nunca, jamais discutir o processo com os menores envolvidos, isso pode dar uma sensação de vulnerabilidade e culpa muito grande por determinada briga dos pais e isso no inconsciente de uma criança é como veneno na vida adulta.

Crianças que sofrem alienação parental na infância tendem a ter problemas psicológicos na vida adulta ou adolescência, se tornando adultos revoltados, intolerantes e até mesmo com tendências suicidas. Então antes de falar qualquer coisa negativa ou mesmo praticar uma critica, pense e reflita se despejar a mágoa da parte contraria vale a pena.

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Foto: Denzil