Um dos problemas que podem atrapalhar o bom andamento da gravidez é a colestase obstétrica ou colestase intra-hepática como é conhecida entre os médicos. Essa doença pode afetar a mãe muito intensamente pelos sintomas que ela proporciona, mas também em alguns casos afetar o crescimento do bebê e levar há alguns problemas maiores.

A colestase obstétrica é uma doença que atinge o fígado materno. Esse órgão produz uma secreção chamada bile, que faz o papel de ácido na digestão do intestino. A colestase obstétrica acontece quando a bile não é absorvida totalmente pelo organismo porque não é direcionada totalmente para o intestino e então, o excesso cai na corrente sanguínea.

Os sintomas da colestase obstétrica podem ser diversos, mas o mais recorrente são as coceiras intensas da gestante. Pode atingir todo o corpo mas principalmente membros extremos como mãos e pés. A coceira se intensifica à noite e pode provocar problemas para dormir. A coceira acomete principalmente a palma da mão e a planta do pé. Após os sintomas iniciais ela se espalha pelo corpo todo se não tratada.

Como Diagnosticar a Colestase Obstétrica?

Além dos sintomas, alguns exames serão feitos para ter 100% de certeza de que é a colestase que está presente. Um exame de sangue e até mesmo o ultrassom, podem diagnosticar a colestase obstétrica. Esses exames serão imprescindíveis para diagnosticar o porquê da retenção do fluxo de bile para o intestino. Caso haja presença de pedras na vesícula, o médico avaliará os riscos de fazer a retirada durante a gravidez. Para tratar os sintomas da colestase obstétrica, o médico receitará vitaminas que ajudam o corpo a absorver a bile, como a vitamina K. Essa vitamina também ajuda a reduzir as chances de hemorragia pelo excesso de bile no sangue para mamãe e bebê.

Aliás, o bebê pode ser afetado pela bile que circula pelo organismo da mulher. A chance de morte ainda intra útero é 15% maior do que doenças como pré-eclampsia por exemplo. Por isso fazer o diagnóstico precoce assim que aparecerem os sintomas é muito importante. A maior dúvida dos especialistas é porque o risco de morte fetal é mais elevado. Cogita-se a possibilidade da bile contribuir para a falência placentária assim como também, amadurecer prematuramente causando calcificações. Como a maioria dos casos de colestase obstétrica acontece no final da gestação, o médico pode optar por fazer o parto e amenizar e até mesmo zerar as possibilidades de um acontecimento inesperado.

Devemos lembrar que nem toda coceira na gravidez é colestase obstétrica. Essa é uma doença rara que acomete as gestantes. A maioria dos casos de coceira é amena e pela condição da pele esticando pelo aumento da barriga e também da circulação sanguínea. Mas é aconselhável caso sinta alguma coceira, prurido diferenciado, procurar o seu obstetra para iniciar a investigação.

Para ajudar a reduzir os sintomas da colestase obstétrica, a gestante pode usar roupas leves, usar cremes calmantes para a pele à base de calêndula, loções de calamina e também tomar banhos mornos e não com água quente ou de imersão.

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Foto: lemonteiross