Os ovários são peças fundamentais para o funcionamento da fertilidade feminina. São peças indispensáveis para que todas as engrenagens do sistema reprodutor funcionem em conjunto. Mas como tudo no corpo humano, pode apresentar intercorrências que afetam o seu funcionamento adequado, como é o caso do ovário policístico.

O que é Ovário Policístico?

Os ovários são os órgãos do sistema reprodutor feminino, responsáveis por liberar óvulos, além de produzir os hormônios progesterona e estrogênio. Função de extrema importância para a fertilidade, já que é necessário a liberação do ovulo para ocorrer a fecundação, quando em contato com um espermatozoide.

Durante esse processo natural de produção de óvulos, os ovários produzem em torno de 10 a 15 óvulos em cada ciclo, mas somente um (pode ocorrer de 2 ou mais em casos raros) amadurecer e ser liberado para a fecundação.

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No processo natural, os demais folículos, começam a regredir até desaparecerem por completo e seus resíduos serem eliminados através do sangue menstrual. Porém, se não se desfazem ficam alojados no ovário interrompendo o processo natural dos próximos ciclos, onde ganham o nome de ovário policístico.

Quando esses folículos ficam alojados dentro dos ovários, provocam pequenas “cicatrizes”, já que endurecem, o que acaba prejudicando a produção de novos óvulos e atrapalhando todo o processo natural da ovulação e liberação de óvulos.

O que Causa o Ovário Policístico?

Não existe uma causa concreta para ocorrer os ovários policísticos, mas tudo indica que o problema tem ligação com histórico familiar, pessoas com problemas de sobrepeso ou obesidade, ou mulheres com predisposição a diabetes, que tem resistência à insulina.

Todas as possíveis causas citadas provocam alterações nos níveis hormonais, principalmente na testosterona, que é a principal responsável no desenvolvimento de cistos, ocasionando o ovário policístico.

Com a elevação do estrogênio, e o desnível dos outros hormônios, o ciclo é dominado pelo estrogênio fazendo com que a mulher tenha ciclos enormes de até 120 dias, em alguns casos, pode passar um ano sem menstruar.

Com essas alterações, a mulher passar a ter um ciclo anovulatório e como consequência, não menstrua e não consegue engravidar. Por isso, para regularizar o ciclo, é necessário o tratamento adequado do ovário policístico.

Sintomas do Ovário Policístico

Algumas mulheres podem viver por meses com o ovário policístico e nem imaginar, sem notar os sintomas ou simplesmente por confundir com outras questões naturais do corpo. Mas vale ficar alerta aos sintomas mais comuns e em caso de suspeita, conversar com seu ginecologista.

  • Aparecimento de acnes e espinhas;
  • Descontrole do ciclo menstrual;
  • Ausência menstrual;
  • Aparecimento de pelos no corpo;
  • Queda intensa de cabelos.

Ao notar a presença desses sintomas ou até mesmo mudanças no corpo, converse com seu ginecologista que solicitará um ultrassom para confirmação e diagnóstico.

Quem Tem Ovário Policístico Consegue Engravidar?

Como já relatamos acima, ter ovário policístico pode ser um empecilho para quem deseja engravidar, não porque deixa a mulher infértil, mas sim, porque atrapalha o processo natural da fertilidade, que é da ovulação.

Com a presença dos pequenos cistos dentro do ovário, a função dos ovários é impedida de produzir novos folículos e de liberar os maduros para a fertilização. Mas a boa notícia é que, fazendo o tratamento recomendado pelo ginecologista os pequenos cistos desaparecem e a funcionalidade dos ovários retorna.

Mas existem também os casos que mesmo com a presença de ovário policístico, a mulher consiga engravidar. A presença dos cistos pode atrapalhar, mas em alguns casos não impedir totalmente a ovulação, mas são casos bem raros.

Tratamento Para Ovário Policístico

Não existe um tratamento para cura definitiva do ovário policístico, mas existe tratamento para os sintomas que ele provoca e também para controle dos cistos. Qualquer tratamento neste caso, deve ser indicado pelo ginecologista após avaliação de todos os exames.

No geral, o controle dos sintomas como ciclo menstrual irregular, aparecimento de espinhas em excesso e até surgimento de pelos é realizado com a ajuda de anticoncepcionais, para controlar os níveis hormonais.

Normalmente, o retorno do tratamento é rápido e em apenas alguns meses já é notório o resultado. Mas já, se o tratamento é para mulheres que desejam engravidar, o método utilizado é outro.
O tratamento de ovários policísticos para mulheres que desejam engravidar deve ser feito com rigoroso acompanhamento médico, já que será necessária estimulação ovariana com medicamentos como metmorfina ou clomifeno.

Em casos considerados mais graves de ovário policístico, pode ser indicado a intervenção cirúrgica para retirada dos cistos ou em casos mais isolados, até mesmo a retirada dos ovários para cessar as chances de a mulher desenvolver câncer no endométrio.

Juntamente de qualquer tratamento oferecido a mulher portadora de ovário policístico, é necessário complementar com uma alimentação saudável e a pratica de exercícios físicos, que irão auxiliar no controle de ganho de peso, que é essencial para o sucesso do tratamento.

Tratamento Natural Para Ovário Policístico

Algumas mulheres têm certa resistência em passar por tratamentos medicamentosos, com medo das reações adversas ou de como seu corpo pode responder ou reagir. Nestes casos, existe a opção de tratamentos com métodos naturais como chás.

Os chás de uxi amarelo ou unha de gato são opções para tratamento não só do controle dos sintomas dos ovários policísticos, como diversos outros problemas como miomas, endometriose, inflamações no útero, infecção urinaria e até mesmo como indicação para regular o ciclo menstrual.

Ambos são reconhecidos medicinalmente pelo seu poder de estimulação ovariana e com poder anti-inflamatório, por isso consegue combater os sintomas tão incômodos, além de auxiliar no tratamento e redução dos cistos.

Sinais de Melhora e Piora dos Ovários Policísticos

É possível observar sinais de melhora após iniciar o tratamento de ovários policísticos. Os sinais podem ser observados já após duas ou três semanas. A pele melhora, as acnes e espinhas desaparecem ou reduzem de forma considerável, reduz o crescimento de pelos e o ciclo menstrual normaliza.

Mas, também é possível notar se o tratamento não está oferecendo o resultado esperado, muitas das vezes, por não cumprir o tratamento de forma adequada. Entre os sinais está o aumento no crescimento de pelos, aumento da pressão arterial, aumento de peso e fortes dores e incômodos abdominais.

Na Menopausa a Mulher Também Pode Sofrer Com Ovários Policísticos?

Uma dúvida muito comum, entre as mulheres que estão se aproximando dos 40 anos de idade, é sobre a menopausa e os ovários policísticos. Como na menopausa, deixam de menstruar, imagina-se que os desconfortos causados pelos ovários policísticos e a presença dos cistos se resolva, mas na verdade é o contrário, o problema pode se agravar se não tiver um tratamento adequado.

Quando ocorre a menopausa, os níveis hormonais femininos tendem a reduzir e com isso, os sintomas como crescimento de pelos, enfraquecimento e queda excessiva de cabelo também tendem a aumentar.

Por isso, é de extrema importância que a mulher tenha um acompanhamento adequado durante a fase da menopausa, principalmente se é portadora de ovários policísticos. A
reposição hormonal é essencial para controlar os sintomas tão incômodos da menopausa e ainda controlar o aumento e a presença dos cistos.

Síndrome dos Ovários Policísticos – SOP

Mesmo se tratando do mesmo local atingido e o nome ser bem parecido, são duas condições diferentes e que merecem atenção e cuidados bem distintos. A diferença entre ovários policísticos e síndrome dos ovários policísticos é que, na síndrome os níveis de hormônio masculino se alteram, por isso é considerado um distúrbio endocrinológico.

Com esse aumento da testosterona, o crescimento de pelos em locais que mulheres não possuem, é o principal sintoma. Como pelos no rosto, seio, barriga, costas, engrossamento dos pelos dos braços e pernas também.

Mulheres portadoras da SOP, merecem cuidado redobrado, já que a sua falta de tratamento pode gerar problemas graves de fertilidade. O acompanhamento para mulheres com SOP deve ser feito por ginecologista, endocrinologista, dermatologista e em alguns casos, pode ser necessário o acompanhamento de psicólogo ou terapeuta.

Foto: Schomyn