Se fizermos uma busca rápida pela internet por “pílula do dia seguinte grávida”, encontraremos diversas perguntas a respeito. Dúvidas e medos sobre suas consequências em relação ao bebê.

Parece sem sentido tomar a pílula do dia seguinte grávida, mas é muito comum encontrarmos mulheres que já fizeram isso. O porquê talvez seja a forte propaganda que fazem a respeito desse medicamento.

A propaganda é realmente boa, mas a realidade não é bem assim. A pílula do dia seguinte, também chamada de contraceptivo de emergência não faz milagre, e também não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

Claro que, se tomada da maneira correta e somente em caso de emergência, tem sua taxa de sucesso bem mais efetiva. Porém, o uso indiscriminado desse tipo de contraceptivo tem feito mais e mais mulheres contarem que ficaram grávidas mesmo tomando dentro do prazo das 72 horas.

Composição da Pílula do Dia Seguinte

Antes de respondermos porque algumas mulheres engravidam tomando a pílula do dia seguinte vamos saber um pouquinho mais a respeito desse tipo de contraceptivo.

A pílula do dia seguinte é composta por levonorgestrel, um tipo de progesterona (o hormônio feminino usado em anticoncepcionais) sintética. Comparada com anticoncepcionais que são tomados diariamente, a pílula do dia
seguinte possui até vinte vezes mais hormônios, os quais se não forem usados de maneira correta podem causar diversos efeitos colaterais.

Grávida 4 anos depois do 1°!
"Lutei quase 4 anos para engravidar de novo! Saiba o que mudou a minha história." (Alyne, grávida de 4 meses)
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Muitas mulheres adotam a pílula do dia seguinte como forma de contracepção diária, que torna o método ineficaz no caso de gravidez. Tomar a pílula toda vez que se transa sem prevenção faz com que uma pílula anule o efeito da outra, além do organismo acostumar com a quantidade de hormônio e o efeito esperado nem sempre seja alcançado.

Em um depoimento sobre tomar a pílula do dia seguinte grávida, uma mulher contou que, após manter relações sexuais sem preservativo, tomou a pílula do seguinte. Teve um leve sangramento o qual achou que era sua menstruação, mas na verdade era nidação.

Depois de alguns dias teve outra relação sem proteção e fez uso da pílula novamente sem saber que já estava grávida, logo após descobriu que a gravidez. E daí veio todas as preocupações com a saúde de seu bebê.

Pílula do Dia Seguinte Pode Falhar

A pílula do dia seguinte pode falhar, com certeza. Embora a pílula apresente uma eficácia que varia de 95% a 98%, pode falhar quando não ingerida dentro do prazo de 72 horas, ou seja, 03 dias após a relação desprotegida.

Outra situação mencionada acima é que uma pílula pode anular o efeito da outra e ainda gerar uma sobrecarga de hormônios. É importante esclarecer que em hipótese alguma a pílula do dia seguinte deve ser usada como um contraceptivo comum. Deve-se evitá-la ao máximo, buscando outros métodos contraceptivos para evitar a gravidez.

Tomei a Pílula do Dia Seguinte e Não Menstruei, é Normal?

Uma resposta simples para isso é que: o ciclo menstrual em que a pílula do dia seguinte é tomada pode ser mais curto ou mais longo devido à explosão de hormônios lançados durante a ingestão do medicamento.

Como o ciclo será afetado dependerá de como o corpo irá metabolizar os hormônios sexuais. Com o uso constante, a pílula do dia seguinte pode desregular o ciclo menstrual e facilitar uma gravidez.

O ciclo menstrual que se segue após a pílula do dia seguinte ser tomada, deve acontecer normalmente, uma vez que os níveis de hormônio terão retornado a seus valores normais. Mas também podem acontecer variações devido ao uso constante do medicamento, causando uma bagunça até mesmo nos ciclos futuros.

Tomei a Pílula do Dia Seguinte Grávida, e Agora?

A pílula do dia seguinte pode agir de duas maneiras, dependendo de que período do ciclo menstrual a mulher se encontra. Caso ela ainda não tenha ovulado, esse método impede a liberação do óvulo.

Assim, os espermatozoides não encontram a parte feminina necessária para a fertilização e, portanto, não há fecundação.

Caso a mulher já tenha ovulado, a pílula age de outra forma: altera a secreção vaginal, agindo no muco cervical e no endométrio, tornando o ambiente inapropriado para a sobrevivência dos espermatozoides. Dessa maneira eles morrem pelo caminho, impedindo a fecundação.

O trabalho principal da pílula do seguinte (ou seja, o real motivo porque ela foi desenvolvida) é evitar a ovulação da mulher e impedir que o espermatozoide se encontre ao óvulo.

No entanto, numa situação em que o espermatozoide já se uniu ao óvulo, mas ainda não se fixou no útero (ainda não aconteceu a nidação), a pílula do dia seguinte também consegue interferir no processo.

Ela altera a camada interna do útero, o endométrio, impedindo a fixação do ovo, que será eliminado junto com a menstruação. É nessa parte do processo que muitas religiões denominam como um método abortivo.

Agora, se o ovo já estiver se fixado ao útero, a pílula do seguinte não terá nenhum efeito. Uma vez que gravidez esteja estabelecida, a pílula não é capaz de interrompê-la e, mesmo que a mulher tome o remédio, o embrião não sofrerá nenhuma consequência.

Como mencionado antes, a pílula do dia seguinte é composta por hormônios femininos, mesmo que sintéticos não causam danos ao bebê se forem tomados sem conhecimento de gravidez
O ideal é buscar sempre a ajuda médica e contar tudo desde o começo, para que ele possa te auxiliar em todas as fases que passará daqui para frente.
E vale lembrar que, o uso de contraceptivos de emergência como método de prevenção comum pode ser extremamente prejudicial ao organismo feminino. Aproveite para conversar com o médico a respeito de utilizar outros métodos assim que o bebê nascer!

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Fotos: Anka Grzywacz