Lidar com a volta para o trabalho depois do parto mexe muito com a mulher. E então conversando com uma amiga, eu dizia a ela que abandonei tudo quando engravidei da minha filha mais velha, claro que sempre tive o respaldo do meu marido. Eu tinha um emprego bacana até e apesar de estar a pouco tempo na empresa me sentia em casa, mas decidi por bem na renovação do contrato a rescindir para cuidar da gravidez e do bebê. Marcos sempre foi parceiro, aliás a opinião dele contribuiu muito para que eu abrisse mão da vida profissional fora de casa para me dedicar a educar e cuidar da nossa filha exclusivamente. O tempo foi passando e eu me aventurava em várias coisas para uma renda extra e sempre algo que pudesse ser simultaneamente agradável, tanto para cuidar da Joana quanto para ganhar algum dinheiro e comprar meus mimos.projeto hcg 2

Bom, depois de alguns anos o Eduardo nasceu e ficou mais complicado continuar o que estava fazendo, então parei de vez e “apenas” cuidava deles, digo apenas, mas todas as mães mesmo as que trabalham fora sabem o quanto nós mamães nos desdobramos para cuidar de tudo, casa, criança, médico… Não me arrependo nenhum pouco de tudo que fiz, até mesmo postergar meus estudos para uma sonhada carreira de fotografia que era e é meu amor além dos meus filhos.

Tive o privilégio de cuidar dos meus filhos enquanto bebês e estou prestes a soltar a última filha para a escola, Melissa irá para a escolinha e agradeço a Deus e a meu maridão todos os dias que pude cuidar dela e acompanhar seu crescimento em casa. Hoje trabalho com fotografia, e claro dedico meu tempo para o blog, mas são atividades em que eu ainda tenho o privilégio de acompanhar o dia a dia das crianças e horários, na lição, na alimentação, em suas atividades. Mas quem disse que mães em tempo integral não trabalham? Como tomaram essa decisão importante e o apoio da familia?

As leitoras Luciane , Márcia, Aristela e Rosane dividiram a sua decisão de abandonar o trabalho fora de casa para acompanhar o crescimento e cuidar dos seus filhos, veja o depoimento delas nesse dia da leitora.

Luciane (Mamãe da Giovanna)

” O principal fator era aquele que atormenta todas as mamães que tem que voltar ao trabalho: a separação. A amamentação também foi um fator importante mas o que determinou mesmo foi eu achar que, naquele momento, não compensava financeiramente e nem psicologicamente abrir mão de acompanhar o crescimento da minha filha, abrir mão de ser mãe em tempo integral como eu sempre tinha sonhado para trabalhar fora. Eu e meu marido conversamos muito a respeito, pesamos os prós e os contras e ele disse que a decisão era minha e que ele apoiaria. Mas 2 anos depois, começou uma cobrança meio velada pela minha volta ao trabalho. Até tentei, trabalhei por quase um ano. Mas estava infeliz. Tivemos uma nova conversa e decidimos que o melhor mesmo era eu ficar em casa. Hoje tenho o apoio total dele em relação a minha decisão. E ele me deixa muito à vontade em relação ao meu acesso ao nosso dinheiro. Temos uma parceria: Ele trabalha fora remuneradamente, e eu trabalho em casa, cuidando da nossa filha e da nossa casa.

A maior importância para mim sem dúvida é estar perto da minha filha, cuidar da educação dela, sem ter que terceirizar nada. No começo confesso que foi um pouco estressante. Ficar o dia todo em casa, não ter tantos assuntos para conversar a não ser mamadeiras e fraldas mas conforme ela foi crescendo, foi ficando mais independente, vejo que foi a melhor coisa que fiz. Uma situação que ainda enfrento por ter tomado a decisão de parar de trabalhar é o preconceito. As pessoas hoje em dia, acham que a mulher é obrigada a trabalhar fora. A impressão é que ser dona de casa não uma coisa honrada, não é um trabalho, não tem valor. Ouvi muitas críticas até mesmo de parentes. Acham que fico em casa dormindo o dia todo…. Acho que cada pessoa nasce com uma habilidade, tem as mulheres conseguem ser ótimas mães e ótimas profissionais ao mesmo tempo. Tem aquelas que só querem ser ótimas profissionais e tem aquelas que escolhem ser somente ótimas mães.

Márcia (Mamãe da Marina)

Por questões do trabalho, não valeria a pena pagar alguém para cuidar dela, recebia muito pouco e se fosse pagar alguém não valeria a pena, e escolinha não tinha coragem de deixar queria muito curtir aquele momento com a minha filha depois de tudo o que passei com a Tiffany. Queria ficar cada segundo com a Marina. Meu marido achou normal, mesmo porque não tínhamos outra opção, precisava de alguém de confiança e não tinha então essa foi a melhor solução naquele momento foi muito bom poder ficar com ela, pude curtir cada momento, cada dia, cada evolução as coisas apertaram um pouco mas eu fiquei recebendo o seguro desemprego qdo o seguro desemprego acabou procurei outro emprego ela já estava com 1 ano e 2 meses. Foi importante também pra ela eu voltar a trabalhar ela ficou na escolinha particular e sempre ficou muito bem lá e adorava tudo e até hoje ela fica super bem ela já tem 3 anos e meio e não me arrependo também de ter voltado a trabalhar ela aprendeu muito na escolinha e chega uma hora que a criança precisa conviver com outras crianças.

Aristela (Mamãe do Arthur)

Deixei de trabalhar fora por falta de alguém de confiança pra ficar com ele. A distância casa/trabalho também pesou na decisão e a relação custo/benefício. Mas o principal fator foi falta de coragem de deixar meu bebê mesmo. Meu marido me apoiou completamente, foi fundamental na minha decisão. A maior é importância é ver o desenvolvimento dele, acompanhar de perto cada novidade, cada avanço.

Rosane (Mamãe da Mel e da Lunna)

O principal fator na época foi o medo de deixar a bebe nas mãos de terceiros e perder todo o crescimento dela e desenvolvimento como perdi na primeira filha que não tive a opção de parar de trabalhar. Meu marido apoiou muito, pois viu meu sofrimento na época da minha primeira filha e viu que seria a melhor decisão no momento, mesmo tendo que apertar as finanças na época.

Pra mim foi momento de curtir cada segundo, cada passo, detalhe, faria tudo de novo. Só que como a maioria das famílias só um trabalhar as coisas ficam bem apertadas e logo voltei a trabalhar, mas como não queria mais trabalhar fora e deixar as crianças, optei pelo home office, inventei milhares de coisas pra fazer em casa e conciliar os cuidados de mãe e filhas, com minha vida profissional e pra minha alegria deu super certo. Hoje sou muito feliz, porque ganho meu dinheiro, ocupo minha cabeça com coisas além da casa e curto ao máximo cada detalhe das minhas filhas, participo de tudo na vida delas.

Acho que vale a pena conversar com seu parceiro, se você tem a oportunidade e se sentir bem com a decisão por que não? as vezes um tempo de um ano pode ser tão proveitoso para você e seu bebê nessa fase de adaptação que ajuda muito no rendimento profissional posteriormente. Mas se você não tem como deixar de lado a vida profissional, terá um post em breve sobre mamães que trabalham fora. Espero que tenham gostado!

Até a próxima!

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Foto: Cristian Melo Ragazzon