Relatos de Parto de Leitoras

Meu nome e Juliana Figueiredo Lima Alves ,tenho 36 anos e sou mãe de dois meninos lindos ,o Yago Lima Alves de 17 anos e do Ygor Lima Alves de 13 anos . Bem minha primeira gravidez no começo foi meio difícil, pois descobri que estava grávida já  de 4 meses e eu tinha 18 anos. Foi bem complicado, pois neste tempo fiquei doente e  tomei muitos medicamentos que não sarava minha enfermidade.

Tomei muitas injeções mais quando ouvi o som do coração do meu bebê me apaixonei de primeira. Foi lindo ouvir aquele som e logo veio a preocupação em saber se o bebê estava bem. Quando fiz o primeiro ultrassom, e me falaram “o seu bebê esta ótimo” veio uma grande alegria e pude respirar aliviada. A gestação foi passando e toda família amando muito o primeiro neto, o primeiro sobrinho e nosso primeiro filho.

juliana-gravida

Aos nove meses comecei a sentir as dores e fui ganhar ele, tive que ter um parto cesárea devido ao meu filho ter passado um pouco da hora de nascer. Mais foi um parto muito tranquilo e quando o medico me mostrou o rosto do meu bebê, o Yago logo as lágrimas vieram em meus olhos de tanta alegria de ver meu filho lindo e saudável com 4260 quilos e 52 cm. Eu tinha decidido a não ter mais filhos, mas este não era os planos de Deus! Passando quase 5 anos, eu descobri que estava grávida novamente, e no começo não quis aceitar, pois foi difícil pra eu descobrir uma nova gravidez.

Estava passando por momentos muito difíceis devido ao desemprego, mais o tempo foi passando e o amor so aumentado. Quando fui fazer o ultrassom, o medico me afirmou que era uma menina, mais eu queria outro menino e não me conformei com o diagnóstico e fiquei pensando e falando com Deus, “quero outro menino”.

Meu esposo fez o enxoval rosa, então pedi outro ultrassom próximo de ganhar e descobri que era outro menino. Fiquei tão feliz que no meio do caminho liguei e disse você terá que trocar tudo, pois o Ygor vai chegar!!  Quando fui passar na medica, ela me deu uma injeção pra poder segurar um pouco mais a gestação, mais isso acelerou o coração tendo assim que fazer uma cesariana de emergência. Fiquei muito nervosa pois estava com medo, mais o senhor estava comigo e meu bebê nasceu lindo e saudável, uma criança com 4230 quilos e 54 cm.

E o mais engraçado foi que, para quem no começo não queria, acabei amamentando o Ygor por praticamente 1 ano e ficamos ainda mais próximos. Hoje sou uma mãe super feliz, pois tenho dois filhos lindos que me amam muito e que eu os amo muito. Tenho muito orgulho dos meus filhos!!! Hoje o Yago já faz faculdade é um ótimo filho e o Ygor trabalha comigo e também é um ótimo filho. Tenho orgulho de ser mãe de dois lindos meninos.

“Eu Recebi 3 Bênçãos” por Patrícia Figueiredo

Meu nome é Patricia, sou mamãe de 3 grandes bênçãos que simplesmente mudaram a minha vida.  No ano de 2002 iniciei minha família! Dia 12/01/2002 me casei e para minha grande surpresa um mês depois recebi uma grande noticia, já estava grávida! Quando fui fazer o exame nem tinha muita esperança que isso estivesse acontecendo comigo, minha irmã me acompanhou para fazer o exame e duas horas depois já peguei o resultado. Não tive coragem de abrir e minha irmã se encarregou!! Mas eram tantos números que ficamos sem entender e tivemos que voltar para falar com uma enfermeira que me deu o resultado tão esperado. Sim, eu estava gravidíssima!!

Nossa foi uma emoção tão forte que não poderia acreditar e depois daquela noticia queria fazer algo especial para dar a noticia para meu esposo. Liguei para minha tia pedindo que passasse uma tele mensagem falando que ele iria ser papai, mais para minha surpresa quando cheguei em casa ele ainda não havia recebido o telefonema. Aí fiz o maior suspense e ele me perguntando e eu negando e dizendo que não havia dado nada no resultado. Foi quando o telefone tocou e pedi para que ele atendesse e foi uma emoção tão grande que ele veio chorando e me abraçando. Não poderíamos acreditar, estávamos iniciando uma família tão cedo!!

Foram 9 meses de grande emoção, mais com muitos desafios e com 5 meses tive começo de pressão alta e quase perdi meu filho, pois minha pressão estava causando começo de aborto. Ali comecei a tomar medicação ate o dia de ele nascer, foi tudo complicado, pois aonde eu iria ter ele tinha que estar medindo a pressão para controlar. Inchei muito e ganhei 26 quilos ao longo das 38 semanas e com 6 meses fiquei internada para tomar medicação para segurar, pois ele queria nascer. Mais um susto mais Deus já estava no controle de tudo!

patricia 2

Com 38 semanas no dia 16/10/2002 as 17:10 o Leonardo veio ao mundo por meio de uma cesariana cheio de saúde pesando 3,345 quilos e com 50 centímetros. Foi um momento mágico e perfeito em minha vida, nem podia acreditar que estava sendo tão abençoada com este pequeno ser que mudou a minha vida. Quando ele completou um ano, para minha surpresa engravidei do meu segundo filho! Nossa foi um susto e estávamos passando por momentos difíceis, mais isso não me abalou, pois eu sempre amei ser mãe e para mim foi mais uma grande benção.

Meu esposo que tomou o susto ainda maior e ficou apavorado, mas logo em seguida conseguiu comemorar e ficar feliz! A gravidez dele foi tudo bem, dessa vez não tive pressão alta e foi tudo maravilhoso. A única suspeita que tive foi de diabete gestacional pois os médicos acharam ele muito grande, mas depois de realizar todos os exames estava tudo normal. O Gustavo era um bebê tranquilo e ao contrário do Leo, não queria nascer kkkkkkkkkk eram idas e vindas do hospital ia um dia sim e o outro não pra fazer aquele cardiotoco e cada exame era um resultado diferente. Ficava com medo mais não perdia a esperança que tudo estava bem e quando foi no dia 02/09/2004 fui pela manha ao medico.

Após me examinar, o doutor começou a preencher um monte de papel e não falava absolutamente nada. Fiquei apreensiva e logo depois ele olhou e disse: Vamos fazer uma cesariana, pois ele esta boiando e não vai mais encaixar. O Gustavo veio ao mundo as 16:20 com 4,375 e com 54 centímetros, um bebê enorme e cheio de saúde. Momento único e era como se estivesse tendo o primeiro filho!

No ano de 2007 no dia 03/03/2007 as 03:10 da madrugada pesando 3,250 com 47 centímetros chegou nossa princesinha Esther, para completar a nossa família linda. Foi uma gravidez super tranquila, porém ela também muito apressadinha quis vir adiantada com 38 semanas. Minha bolsa rompeu e foi tudo muito rápido!! Cheguei no hospital e já fui para o centro cirúrgico e logo ela veio ao mundo. Minha princesa teve um probleminha conhecido como icterícia grau forte e ficou 3 dias no banho de luz. Parecia uma eternidade e depois de 6 dias viemos para casa e minha vida se encheu de alegria, pois tinha minhas 3 bênçãos comigo. Foram momentos que jamais vou esquecer e ser mãe para mim é uma dadiva maravilhosa de Deus!! Eu amo ser mãe.

“Vivendo Meu Sonho” por Carolina Cabral

Numa Quinta feira, dia 20 de Dezembro de 2014, era dia de pré-natal. As consultas já eram semanais e nesse dia, estava a completar 39 semanas de gestação. Ansiosa, sem nenhum sintoma que pudesse me levar a crer que já estava chegando a hora do parto… Entrei no consultório junto com meu marido e mãe. Sentamos e o doutor perguntou como eu estava me sentindo, disse que muito bem, porém cansada e muito ansiosa!

Ele pediu para que eu me deitasse e que iria fazer um exame de toque. Apreensiva, deitei e ele falou “ele está alto!” Logo pensei “lá vou eu pra casa de novo!”.  Levantei-me… E sentei, esperando o que o médico ia dizer. (Meu marido com cara de paisagem com raiva do médico porque fez toque em mim kkkkkkkk)

O médico sentou e falou “Pois bem Carol, acabou a ansiedade! Amanhã quero você aqui às 6h para fazermos a cesárea!” Eu juro que eu entrei ali preparada para ouvir isso, mas quando ouvi, minha única reação foi saber que na verdade eu nunca tive preparada kkkkk .Saímos do consultório, fomos ver os papéis, era feriado no dia e meu marido não teria como fazer o curso que precisava para assistir o parto (isso me deixo bem mal, mas estava confiante que na hora ele ia entrar).

Fomos pra casa, terminei de ajeitar os últimos detalhes. Poderia comer e beber água até meia noite e às 22h já estava tudo ok. Por incrível que pareça, dormi tranquila. No dia 21 de novembro, sexta, acordei as 04:30h e  tomei um banho, revisei as bolsas e acordei o marido e às 5h liguei pros meus pais e tios (que foram de companhia) que estávamos prontos. A caminho do hospital, fomos conversando sobre minha nova vida e medos e etc. Assim que cheguei à Unimed de Volta Redonda RJ, dei entrada nos papéis. As 08h30minh foi colocada uma pulseira de identificação no meu pulso e no do meu marido (yeeessssss!!!! Ele pode entrar mesmo sem o curso!)

Subimos de elevador e a enfermeira nos levou até um quarto, onde tinha 2 pacientes também. Entregou-me a roupinha do Centro cirúrgico e pediu para que eu vestisse e tirasse cordão,  brinco e etc. Assim fiz!  Sai do banheiro, separei a roupinha o qual escolhi para que ele vestisse assim que nascesse. Meu marido preparando a câmera, celular e tentando tirar o alargador que não saia nem a pau Juvenal! A enfermeira chegou empurrando uma cadeira de rodas. Pediu para que eu me sentasse, deixasse as minhas coisas naquela sala e que meu marido nos acompanhasse. Consegui tirar uma selfie pra minha mãe rsrs a qual me mandou uma mensagem “Deus os abençoe!” Então fomos na fé!

Chegamos ao corredor do centro cirúrgico. Eu sentia frio, o ar era muito gelado, fora meu medo! Meu marido ficou numa sala pra se preparar pra acompanhar a cesárea. O alargador não saía de jeito nenhum e com ele na orelha não seria possível ele assistir a cirurgia. Me desesperei! Me levaram e ele ficou! Como assim?????? Gritei do corredor “Arranca essa orelha!!!!!” Kkkkkkkkkkk a loka

Já nervosa, sentei na mesa de cirurgia e logo começaram os procedimentos. Meu médico já estava lá e me recebeu com um lindo sorriso e com uma pergunta que me emocionou. “Preparada pra mudar sua vida pra melhor?” Apenas mexi a cabeça que sim. Logo as enfermeiras já me colocaram no soro e a anestesista chegou. Me explicou que era pra eu ficar paradinha, que não ia doer e que seria bem rapidinho! Sentada, curvei minha coluna e dali não senti nada. Assim que ela terminou de aplicar, me deitou e falou que seria completamente normal eu sentir dormência. Em poucos minutos  senti tudo formigando, então o Dr me tocou (segundo ele neh… eu n senti kkk) e eu falei que não sabia aonde ele me tocava. Ele sorriu.

Logo colocaram um pano na minha frente e senti uma sensação que pareciam que me limpavam, me balançavam era no mínimo estranho porque na verdade eu não sentia nada. Acho que eu estava supondo kkkkk (loucura total! ) Olhei no relógio 9h, daiiiiii eis que veio o pensamento “cadê meu marido? ” Logo perguntei pra enfermeira que estava do meu lado e ela respondeu “Já está entrando! “ e logo veio ele com uma cara extremamente assustada, paralisado, em choque e eu super tranquila, perguntei “O que houve?! ” ele “Você está toda aberta!”

Aberta?????????  Que??????  Como assim??????  Os médicos estão contando piada e conversando que vão jantar fora no sábado, não é possível que a cirurgia já começou!!! Engoli seco naquela hora e meu pensamento era em Deus o tempo todo, orando e pedindo a Ele pra proteger a mim e ao meu filho. Meu marido um fofo, ali do meu lado, feição preocupada, me fazendo carinho e dizendo que já tinha dado tudo certo! A enfermeira do meu lado sorriu, o meu medico falou “Pai….. vem ver! Seu filho vai nascer! ” pronto! Meu marido abriu a boca pra chorar como nunca vi na vida!!!! Lágrimas desciam dos meus olhos….

hora-do-nascimento

E em poucos segundos meu filho nasceu, com o choro que ficou gravado no meu coração! Eu falei “Obrigada meu Deus!” Eu ainda não tinha visto, meu marido não parava de falar “amor… ele é lindo!!! ”  E logo vieram com ele enroladinho, todo sujinho e colocaram próximo ao meu rosto. Olhei pra aquele pacotinho de gente e não me contia de amor. “Seja bem vindo filho! Eu te amo! ” e dei um beijinho na boquinha dele.

Pedro Henrique nasceu pesando 3,285 kgs e 49 cm, com apgar 9 e depois de 5 minutos 10. Tiramos fotos, a enfermeira logo pediu licença, pois teria que levá-lo pra uma sala mais quente, para colocar a roupinha. Meu marido perguntou se eu queria que ele ficasse comigo e eu respondi pra ele ir atrás do nosso filho e não deixar ele sozinho por nada no mundo! Assim ele fez. Continuei deitada ali, agora com medo… medo de morrer e de não poder cuidar do meu filho. Enfim o aparelho que marca os batimentos começou a apitar mais rápido. Fui ficando nervosa e em seguida, me deu muita vontade de vomitar. Minha cabeça estava muito baixa e parecia que eu ia me asfixiar se o vômito viesse. A enfermeira aplicou algo no soro e os médicos trocavam olhares.  Mais uma vez orei muito em pensamento e graças a Deus a sensação ruim foi passando.Logo escutei:

Pronto! Acabamos! Aiiiii q alívio!

Logo veio uma maca e as enfermeiras me colocaram lá. Que sensação diferente! Parecia que eu ia cair! Cheguei a pedir pra me segurarem porque eu ia cair (juro que ia ta rsrsrs ). Me jogaram um monte de cobertor encima e me levaram pra observação. Logo veio meu filho, que ficou do meu lado o tempo todo. Eu não conseguia muito bem ver seu rostinho e não tinha forças pra levantar a cabeça, mas vi q ele estava bem e se mexia um pouquinho. A enfermeira veio e falou que meu marido já tinha ido pro quarto e que meu bebê havia mamado nan, porque gritava de fome. Passou um tempo e minha mãe ligou pro Centro cirúrgico perguntando de mim (acho q era 12:40h) e daí vieram buscar a gente pra ir pro quarto. Meu marido já estava lá com um sorrisão estampado. Me passaram pra cama e foi aonde consegui segurar meu bebê e amamenta-lo. Minha mãe logo subiu. Ficou radiante quando viu o neto!

Comecei a sentir muita coceira no rosto e meus olhos pareciam inchados. Meu médico falou que provavelmente foi reação da morfina. Fui medicada e logo passou! Eram 21h quando consegui sentir bem as pernas. Às 1h da manhã a enfermeira veio pra me ajudar a tomar banho. Tirou minha sonda  (que dorzinha chata! ), segurou nos meus braços e consegui levantar. Estava com dor devido aos gases que tive muitos!!!

Tomei meu banho parecendo uma estátua com medo de a cirurgia abrir. Andava um pouco torta, o que me causou uma baita dor nas costas. Deitei novamente e passei a madrugada com o bebê no colo amamentando e marido dormindo horrores no sofá cama. No sábado ocorreu tudo bem! Já estava bem e me adaptando a nova vida! (Impossível não comentar da comida do hospital, parecia hotel kkkk muito bom!)

Domingo tivemos alta!!

Ao todo, foi um parto maravilhoso! Não sentir dor alguma referente à cirurgia, pude cuidar do meu filho e sou muito grata a Deus por tudo ter dado certo! A cesárea foi marcada, pois meu medico foi claro ao dizer que talvez não pudesse estar na cidade se caso eu entrasse em TP, então eu teria que ter com um médico plantonista. Como eu havia passado por um aborto antes, tive muito medo e tinha muita confiança nele como profissional. Meu sonho era ver meu filho vivo e com saúde em meus braços e não o tipo de parto.

Hoje meu menino tem 1 ano e 2 meses e é minha razão de viver!

“Nascimento de João Pedro” por Cristiane Fonseca

Quando decidimos ter o segundo filho eu tinha em mente que não queria passar pelas dores e sofrimentos que vivi durante o parto normal da minha primeira filha, mas ainda queria um parto normal. Sabia da possibilidade de não conseguir amamentar devido a uma mamoplastia redutora que havia feito, mas sempre mantive o pensamento positivo de ao menos tentar, afinal se não conseguisse existiam as fórmulas.Nas semanas finais de gestação, sentindo muitas dores na perna por uma má formação no meu fêmur, essas dores ficavam cada vez mais intensas conforme o bebê encaixava e eu já não aguentava mais esperar pelo PN então decidi fazer a cesárea com 38 semanas e 4 dias.

O bebê estava bem e de acordo com a ultima ultrassom já estava com mais de 3,500 kg e com mais de 50 cm. Marcamos a cesárea e esse dia nunca passava, cheguei ao hospital às 17 horas, mas meu anjo só nasceu as 21:50 pesando 3600 kg e medindo 54 cm ,muito cabeludo, mas muito magrinho pelo comprimento que tinha. Nasceu muito bem e foi uma emoção muito grande ver o quanto ele parecia com a irmãzinha quando nasceu. Fui levada ao quarto e aquela noite parecia não ter fim, não consegui dormir e sentia falta de poder tocar meu bebê e de coloca-lo ao seio assim que nasceu. A enfermeira me pediu pra ficar de lado pra não sentir dor nas costas depois e com muito esforço eu fiquei, mas aquilo não parecia fazer sentido pra mim.

bebe joao

Amanheceu, meu medico veio e disse que estava tudo bem comigo e que meu bebê era muito saudável, fiquei aliviada. Quando passou as 12 horas após o parto a enfermeira veio e me pediu pra levantar, na hora o mundo girou, mas fiquei firme e quis um banho, o fiz sozinha sem nenhum problema. Logo meu bebê veio pra mim, coloquei ao seio, mas nada saiu, ele ficou ali por 1 hora mais ou menos sugando e por fim começou a chorar com fome. A enfermeira o levou e deu aptamil no copinho e disse que ele estava com muita fome, pois tomou mais do que o normal.

Logo comecei a sentir uma dor de cabeça chata que não passava, pedi um medicamento, tomei e dormi por um tempo e quando acordei e me levantei percebi que a dor estava mais intensa. Ao me deitar passava, então a enfermeira disse que seria cefaleia pós raqui. Fui levada ao centro cirúrgico para retirar sangue do meu braço e colocar na coluna, disseram que esse procedimento passaria a dor.

Durante o segundo dia não consegui amamentar meu bebê, sempre o colocava no seio e nada, isso foi me deixando frustrada. No terceiro dia pela manha, meu medico veio me ver e me deu alta, não sentia dor na cabeça mais e no corte somente um pequeno ardor. Tivemos alta e voltamos para casa! Pude abraçar minha filha maior, ah quanta saudade daquele cheiro!!

Mas enquanto a noite caia, aquela dor na cabeça voltou, e tive que mais uma vez ir ao hospital fazer o tal procedimento, me colocaram no soro e tive que passar quase a noite inteira lá, sentia os seios encher de leite, mas meu bebê estava em casa e não pude amamentar nesse período.

Voltei pra casa na madrugada e a dor persistia, aquilo era terrível e me arrependi de ter escolhido fazer a cesárea, primeiro porque meu bebê podia ter engordado mais e  estaria mais forte no seu nascimento, e em segundo lugar por essa dor terrível que invadia minha alma e com certeza trocaria essa dor pela passageira dor do PN. Em decorrência de ter passado tanto tempo longe do meu bebê nos primeiros dias de vida, a quantidade de leite materno não foi suficiente para ele, tivemos que suplementar com fórmula e devido a introdução da mamadeira as mamadas no seio eram seguidas de muito choro pela facilidade que a mamadeira matava a fome dele. Meu bebê perdeu muito peso nos primeiros 15 dias de vida, cerca de 350 gr.

Hoje penso que o melhor e esperar o tempo do bebê, esperar como esperei na primeira gestação, pensei que adiantando o tempo de ele nascer uma dor seria resolvida (a dor na perna devido ao encaixe dele), mas gerei mais dores e nada comparáveis com a dor que me levou a marcar a cesárea. Consegui amamentar somente ate os 4 meses e ainda assim com a ajuda de uma bomba de tirar leite, pois retirava e colocava na mamadeira para ele mamar. Depois que fui ter conhecimento de métodos para estimular a produção de leite como o uso da sonda para suplementar o bebê ao seio. Mas mesmo diante de tantas dificuldades e dores sou agradecida a Deus pelo Anjo que ele me enviou, o perfume que faltava para completar nossa felicidade.

“A Chegada de Pedro Joaquim” por Paula Alessandra Vanzo

Meu marido queria muito o 3º filho e eu também! Mas nunca imaginei, pois sofri muito no pós parto da Júlia. O tempo foi passando e quando Julia completou 5 anos decidimos iniciar os treinos. No primeiro mês de tentativa: pimba positivo e meu marido não acreditava, pois a segunda linha era bem clarinha, mas é claro faltavam 5 dias para o tão sonhado atraso…

Estava grávida novamente pela 4º vez, sim 4º vez…sofri um aborto na minha segunda gestação. Já com 11 semanas descobrimos nosso príncipe para completar nossa família!!! Nem preciso comentar que papai ficou com sorriso na orelha rs. Barriga crescendo e meu amor só aumentava!!!

No mesmo dia em que completei 37 semanas fomos a uma festinha de aniversário de nossos priminhos gêmeos. Minha data de parto era próximo ao dia 10/02 e o dia da festinha era 17/01, minha filha mais velha Luísa até sentiu que o irmão pudesse nascer naquele fim de semana e sugeriu que levasse a malinha, mas muito teimosa disse que não precisava, mal sabia que faltava pouco para conhecer meu 3º grande amor.

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Resolvemos posar em um hotel para que eu pudesse descansar pare voltar pra casa no outro dia. Ao chegar do aniversário tomei uma ducha bem demorada e me deitei, mas não conseguia dormir e lá pelas 3 da manhã senti minhas pernas molhadas, acordei o marido e disse: Minha bolsa rompeu e ele meio dormindo respondeu: mentira e eu verdade! Kkkk Fui ao banheiro e realmente havia rompido!!! Calmamente tomei um banho, lavei os cabelos e liguei para meu GO contando tudo, como estava a 3 horas da cidade do meu médico ele me pediu para ter o parto onde estava  e é claro que disse que não, e pedi que me esperasse no hospital.

Senti uma paz tão grande, mas tão grande que só Deus mesmo! Com minhas duas filhas no carro e marido, partimos para hospital, por sorte era madrugada e não havia trânsito. Chegando lá meu médico me examinou e já me levou para centro cirúrgico, minha única preocupação era saúde do meu filho. Ah as roupinhas também rs não tinha uma peça, estavam todas em casa ( fiz pré natal em outra cidade) Foi uma correria tão grande, mas graças a Deus deu certo e meu príncipe nasceu lindo e forte às 6:47 da manhã e mamãe deu apenas um cheirinho e levaram para o quarto para alegria das irmãs e do papai!! Pedro Joaquim minha vida!

“Da Rejeição ao Verdadeiro Amor” por Marília Mesquita

Nunca vou me esquecer de quando peguei o resultado no laboratório, era dia de estreia do Brasil na Copa. POSITIVO. Foi tão difícil de aceitar e acreditar, aquele não era o momento, tinha acabado de mudar para minha casa nova e tinha tantos planos. Miguel, meu filho já tinha 5 anos e não tinha pensamentos de engravidar novamente. Passei meses chorando, fugia das pessoas e logo vieram os enjoos e mal estar. Minhas roupas não me serviam mais e minha negação não passava!

Foram 5 longos meses e a cada mexida, a cada mudança no meu corpo meu coração foi se apaixonando por esse novo ser e com 6 meses já não conseguia mais viver sem ele! Já fazia parte da minha vida e já estava incluso em meus planos. Minha vida sem ele não teria o menor sentido!  Completando 40 semanas e 6 dias no dia 27 de janeiro de 2015 acordei com uma cólica chata, mas como estava a uma semana sentindo nem levei a serio. Levantei fui ao banheiro, e saiu uma “gosma” marrom, feiooo nojento parecia uma lesma,kkkkk. Voltei a dormir, pois sei que o tampão em certos casos pode demorar até uma semana para entrar em trabalho de parto. Acordei as 8:30 com cólicas mais fortes que iamm e vinham.

Já senti que estava chegando, comecei a ver os intervalos e às 9 horas estavam de 10/10 minutos. Liguei para meu marido e pedi para ele vim embora, ele trabalha a duas horas de casa, fiquei com medo pelo Miguel, meu filho mais velho. As dores estavam um pouco mais intensas, mas o intervalo era o mesmo, entre banhos e cochiladas as contrações vinham, o dia foi passando, passando, e às 9 da noite o intervalo já estava de 6/6 min. Assim que acabou Felizes para Sempre, kkkkk, as dores estavam de 4/4 min forte intensa, mas ainda dava para aguentar.

irmaos

Fomos para a maternidade, cheguei e já fui fazer o cardiotoco, coração do Vicente estava fraco, alternando e nisso a enfermeira balançava minha barriga para ver se aumentava os batimentos, ai voltava. Passei com o medico, fez toque colo fechado, contração de 4/4 min, forte forte. Pediu para eu andar fazer exercícios na bola e no chuveiro e agachar por 2 horas, para ver a dilatação, enfim fiz tudo e os intervalos já não existiam, a dor vinha, fechava os olhos e so esperava passar. Andei muito, as 5 da manha minha bolsa rompeu, mais um exame de toque nada de dilatação, me colocaram no “sorinho” ai o negocio pegou, fui para o chuveiro, mas já não adiantava mais, quando sai saiu mais liquido da bolsa porem com mecônio, na mesma hora o medico fez o toque sem evolução, o me sentou e conversou que esperou o tempo que pode, porem Vicente tinha feito “coco” e não poderia esperar mais, porque o coração dele já fraco e com mecônio era muito risco.

Chamou as enfermeiras para me preparar para a cesária, isso era 8:30 da manha e me prepararam e me levaram para a sala, lá foi tenso porque a medica pediu para não me movimentar, porque da anestesia, mas isso era impossível com as contrações do jeito q estava, na hora que conseguiu, a contração veio eu dei um grito e apertei a mão da enfermeira q não sei como não quebrou,kkkk, a dor passou. Vicente nasceu as 9:26,bem roxinho sem chorar, pegaram ele bem vi, colocaram no oxigênio, e só depois de uns minutinhos vi meu bebê já recuperado. Nasceu com 3820 e 53 cm, um lindo. Bom fiquei frustada?? Muito, não consegui meu sonhado parto normal, estive em trabalho de parto por 24 hrs, mas por outro lado, a cesária salvou meu filho, mas hoje ele esta aqui, lindo perfeito, tudo bem q e a cara do pai…kkkkkk, mas e a coisa mais linda desse mundo. Eita amor louco, minha recuperação esta tranquila. Meu bebê mama muito, e uma delícia, estou curtindo cada segundo, porque será meu ultimo bebê, essa fase vai voar.

“Quando Menos Esperava, Ela Chegou” por Amanda Martins

Começamos por volta de 2013/2014  a pensar em tentarmos mais um bebê. Para termos nossa primeira filha já havíamos feito tratamento por volta de 11 meses até engravidar. Já para a segunda o tempo foi bem maior. Desde o nascimento da Ana, nunca usamos um método contraceptivo eficaz. Então fomos de novo em busca de ajuda, mas desta vez nem os tratamentos convencionais de indução deram certo. Fizemos o máximo permitido até sermos enviados para a clinica de reprodução e lá demos entrada ao tratamento mais eficaz. Muitas exames, fiz um ciclo de coito programado, análise de material, etc ( não lembro mais a descrição de tudo), e chegaram a conclusão que meus óvulos já não tinham qualidade e as chances já haviam se tornado improvável.

Como já estava cansada psicologicamente, resolvemos deixar pra lá, mas a mãe natureza não deixa nada pra lá. Dentro daquele mesmo mês, após a clínica, comecei a sentir dores, mandei mensagem para o GO e ele mandou eu fazer um quantitativo que pra nossa surpresa deu 6. Todas tentantes sabem o sufoco que é quando não da zero, após dois dias 18 e assim foi.

Sei que ninguém gosta de escutar, mas parece que quando a gente deixa pra lá que a coisa funciona

A gravidez foi super tranquila, muito mesmo, descobrimos que era nossa segunda menininha com 11 semanas + 6 dias. Tive muito enjoo, tentava tudo que me ensinavam pra passar, mas quando fiz 13 semanas eles sumiram. Não tive azia, não foi uma gravidez cheia de dor e nem nada, bem que falam que uma não é igual a outra. Eu tinha muito medo de estar grávida novamente, pelas complicações da primeira. E o tempo foi passando e nem sinal de nascer. Fiz todo exercícios que me indicaram para Parto normal, bola de pilates, comida com pimenta rs, nada funcionou. Nas ultimas semanas era cardiotoco todo dia, ultra a cada três dias por que eu já nem sentia mais ela se mexer. Até que no ultimo ultra ela apresentou situação transversal e eu pedi uma cesariana.

Meu marido entrou comigo, é foi um sentimento inexplicável! Você esperar aquele chorinho chegar, colocou a minha neguinha do lado e ele acompanhou durante o banho, as limpezas. Pedi para alguns procedimentos não serem feitos e foi tudo respeitado. Logo que cheguei no quarto ela já estava lá me esperando, pronta para mamar, passou todo o tempo comigo, tive ajuda da fono para acerta a pega, e desde então meu carrapatinho esta no peito. Foi perfeito, tudo ao seu tempo, tudo respeitado e em família. Não avisei ninguém que ia ganhar bebê, fomos eu + barriga e meu marido para o hospital, o hospital pediu uma terceira pessoa que pedi então para minha mãe. Foi como eu precisava, quieto, nós sendo as figuras principais, não um evento. Apresentamos no hospital mesmo a irmãzinha para a mais velha, a alegria de ser a irmã mais velha não tem explicação suficiente para descrever.

Ser mãe de duas, por mais que eu mesma não acreditava é mais fácil que de uma só. Mesmo com a diferença de 5 anos, da pra ver a cumplicidade entre as duas, como a menor olha para a maior esperando uma brincadeira, um cutucão. Por mais que o cansaço aumente, as noites mal dormidas, ter um irmão foi a parte mais importante da vida da Ana até hoje. Existem sim no começo a fase do ciúmes, do medo, mas quando estamos apenas nós quatro, isso fica de lado. Parece que a mais velha se tornou mais independente em certas tarefas básicas e quer realizar o trabalho de irmã mais velha de todas as maneiras possíveis. A 10 anos atrás eu não conseguia me imaginar sendo mãe, aliás, sendo mães de duas meninas, mas hoje posso dizer que foi a melhor coisa que me aconteceu na vida. Adaptei a vida profissional a nova rotina, e consegui aliar a maternidade a isso tudo. Sou a mãe motorista, faxineira, empresaria, mas não troco pela antiga eu nunca!