Um dos importantes sentidos humanos é a audição, afinal é através dela que escutamos os sons do mundo. Para isso o teste da orelhinha foi desenvolvido, focando em um diagnostico precoce caso existente algum problema auditivo para poder proporcionar um desenvolvimento da fala bem próximo de uma criança que escuta normalmente. Desde o útero, em torno dos 5 meses de gestação o bebê já é possível escutar os sons do corpo da mãe e as vozes externas do pai, mãe e familiares, tendo essa capacidade desenvolvida como outras funções do corpo. Em alguns casos, o bebê não tem essa função desenvolvida nascendo com problemas na audição.

O teste da orelhinha ou como é chamado teste da presença de emissões otoacústicas consiste em um exame onde é colocado um fone de ouvido que emite sons com baixa intensidade e informa o retorno que a orelha interna esta recebendo. O teste deve ser realizado logo após nascimento do bebê e é de extrema importância para auxiliar bebês deficientes auditivos a desenvolver a linguagem, quando descoberto ate os 6 meses de vida. É um exame obrigatório e que deve ser realizado ainda na maternidade antes da alta hospitalar.

A descoberta tardia pode vir atrapalhar o tratamento e diminuir as chances de alcançar os objetivos médicos. O que infelizmente ocorre com muita frequência no Brasil, onde crianças são diagnosticadas deficientes auditivas com idade já avançada de 3 a 4 anos de idade. Onde grande parte do seu desenvolvimento já foi comprometida pelo avançado tempo.

Existem os Bebês de Maior Risco?

Existe os bebês de risco, que devido a quadros familiares ou problemas desenvolvidos durante a gestação ou após nascimento se enquadram nos que necessitam ainda mais do exame e acompanhamento adequado, dentre eles estão:

  • Histórico de surdez na família paterna ou materna
  • Infecção congênita como rubéola, toxoplasmose, citomegalovirose, herpes e sífilis.
  • Bebês prematuros e com baixo peso
  • Uso de antibióticos ototóxicos e diuréticos

No caso de bebês que passam por intervenções na UTI por período superior a 48 horas também estão vulneráveis a desenvolver problemas auditivos. Anormalidades auriculares e fissura lábio palatino também são focos de risco e devem realizar o teste da orelhinha logo ao nascer. O teste é obrigatório por lei e deve ser realizado em todos os bebês, os considerados saudáveis ou os de risco para que possam ter um diagnóstico correto. O exame é indolor, e ao contrário do teste do pezinho não é necessário furar e nem tirar sangue, sendo realizado rapidamente e ate mesmo com o bebê dormindo.

Problemas de surdez podem se desenvolver ao passar dos meses, mesmo em bebês que não estão no quadro de riscos, principalmente os que nasceram pré-maturo. Portanto qualquer sinal de dificuldade de escuta ou sintoma que o bebê apresente que não responda a estímulos e barulhos, um pediatra deve ser procurado imediatamente para encaminhamento e avaliação de um otorrinolaringologista pediátrico. Quanto antes o problema ser descoberto, mais rápido e eficaz será o tratamento para auxiliar o desenvolvimento do bebê.

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Foto: Jacob Johan