Com a correria do dia a dia, cada vez mais têm sido necessário uso de psicotrópicos para ajudar com a ansiedade e também com doenças modernas como a síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade por exemplo. Um desses medicamentos é o Rivotril (Clonazepan) que é um medicamento controlado e extremamente viciante. Rivotril na gravidez traz problemas? É recomendado o uso dessa droga na gestação? Como saber se o beneficio será maior que o risco?

O que é Rivotril? O Rivotril na gravidez ou não, é um medicamento à base de benzodiazepínico. Ele tem propriedades calmantes, anticonvulsivantes, tranquilizante, relaxante muscular e sedativo. Como principio ele inibe o sistema nervoso central. Em primeiro lugar, para fazer uso desse tipo de medicação, é necessário que um médico receite e controle o seu uso, já que se trata de uma medicação tarja preta. Como a formulação do Rivotril é viciante, com apenas 15 dias de uso continuo, a pessoa já está propensa a ficar dependente. Alguns médicos psiquiatras indicam o uso por problemas ou condição extrema, mas o Rivotril na gravidez é extremamente controlado.

Muitas mulheres que fazem uso desta medicação podem ter de suspendê-la quando engravidam. Ao menos no primeiro trimestre, os médicos desaconselham o uso do Rivotril na gravidez por trazer risco de má formação ao bebê. As maiorias dos psiquiatras confiam no uso desta medicação para o segundo trimestre de gestação, porém os ginecologistas pedem que a medicação seja usada apenas em situações de urgência e emergencialmente em alguma crise, caso a mulher tenha problemas e faça tratamento anterior a gravidez. É constatado que o Rivotril passe em pequenas quantidades pela placenta, porém, como causa dependência, melhor que seja usado esporadicamente. Em situações extremas os próprios obsteras podem recomendar o uso desta medicação, porém, apenas após o primeiro trimestre de gravidez, ou seja, 12 semanas.

No entanto há uma controvérsia referente ao uso anterior à gestação. Essa medicação não se interrompe abruptamente. Melhor que seja feita aos poucos, uma redução proporcional. Se a paciente toma 1mg ao dia, recomenda-se que passe a 0,5. A partir daí para 0,25 até cessar por completo. Isso proporcionará menos efeitos colaterais e evitará as crises de abstinência. Algumas mulheres podem continuar com baixas doses durante a gestação, pois, alguns médicos permitem por achar que não há problemas maiores.

Uma dica para as gestantes: quer melhorar o prazer do sexo durante a fase gestacional? Use gels lubrificantes a base de água que fazem o papel do muco cervical e ainda controlam o pH vaginal, reduzindo as chances de proliferação de fungos e bactérias responsáveis por infecções. A Famivita desenvolveu o lubrificante perfeito para as tentantes e gestantes, o FamiGel. Você pode compra-lo aqui em nossa loja virtual.

Risco x Benefícios do Rivotril na Gravidez

Para determinar o risco X benefício do Rivotril na gravidez, o médico vai ponderar a situação em que a paciente está e associar se há algum risco maior do que os benefícios na gestação. Se a mulher sofre de depressão e precisa da medicação, a melhor saída é avaliar especificamente caso por caso para liberar o uso. Por isso, é necessário que a gestante converse com seu médico assim que descobrir a gestação. Caso a suspensão seja orientada, o médico poderá indicar que a paciente retome o uso após um período seguro da gravidez. Alguns médicos acham muito piores os problemas que aquele quadro traz, então liberam o uso ainda antes mesmo do término do primeiro trimestre. Como disse, tudo tem seu custo beneficio, depende da situação.

O problema dos psicotrópicos são os efeitos colaterais tardios. O uso do Rivotril na gravidez por exemplo, pode causar déficit de atenção em crianças filhas de usuárias de calmantes. Essas mulheres que fazem uso de calmantes como à base de clonazepam ou diazepam, por exemplo, apresentam maiores chances de ter depressão pós parto. Além disso, não é recomendado uso de medicamentos à base de benzodiazepínico durante a amamentação, pois pode ser secretado pelo leite materno.

Mas é sempre bom lembrar que nem todos os médicos recomendam o Rivotril na gravidez e aí, outros métodos podem ser adotados. Em caso de ansiedade, alguns medicamentos fitoterápicos são indicados para amenizas os sintomas:

Passiflora: Age como relaxante e antidepressivo

Raiz de valeriana: Controla a insônia ou ansiedade (após as 12 semanas)

Tília: calmante natural, ansiedade e histeria

Melissa: Contribui para melhora do sono e controle de ansiedade e transtorno do pânico

Além disso, outras formas de aliviar os sintomas da falta do Rivotril na gravidez podem ser usadas, como massagens, atividade física, meditação, yoga e também hidroginástica. Essas atividades aumentam os níveis de serotonina, o que trará uma sensação de bem estar e amenizara os sintomas indicativos para o uso das medicações controladas. Ainda na duvida? Consulte seu médico. Ninguém melhor que ele para explicar o que o uso de Rivotril na gravidez pode trazer. Lembre-se que cada caso é um caso e que o seu pode não ser tão grave a ponto de ser considerado benéfico o uso desse tipo de medicação.

Veja também: Medicamentos na Gravidez – Usar com Segurança!

Foto: drw25, Kanko