Vacinação Infantil – Proteção para a Vida Toda

Hoje vamos falar de um tema importante para a saúde, mas que ainda causa confusão, dúvidas e até mesmo receio por parte das mamães e papais. Vamos falar sobre vacinação! A vacina é o mecanismo usado para controlar algumas doenças infecto-contagiosa, para combater a sua proliferação e até mesmo erradicar. Não são poucos os pais que duvidam da eficácia da vacina e muitas pessoas ainda acreditam que as vacinas provocam a doença e não a cura. Esse pensamento decorre do fato da vacina ser feita com os próprios microorganismos que causam as doenças, porém sem poderes de ataque, ou seja, os microorganismos enfraquecidos da doença são injetados ou introduzidos no corpo humano, provocando a produção de anticorpos, os quais irão combater os microorganismos enfraquecidos da doença e estarão “de prontidão” para combater também os microorganismos fortes, inibindo o desenvolvimento da doença.

Importante dizer que há raros casos de evento adverso pós-vacinação que são as ocorrências clínicas indesejáveis no indivíduo vacinado, as quais podem ser classificadas como leves, moderadas ou graves. As ocorrências mais frequentes são o aparecimento de nódulos, feridas, arroxeados, febre e dor, que podem ser relacionados à composição da vacina, aos indivíduos vacinados, à técnica usada na administração da vacina ou à coincidência com outros agravos. Considera-se EAPV grave aquele que necessita de hospitalização por pelo 24 horas; gera incapacidade significativa ou persistente (sequela); resulta em anomalias congênitas; causa ameaça à vida (necessita de intervenção imediata para evitar o óbito); ou leva ao óbito.

Quais Vacinas estão no Calendário do Ministério da Saúde

A vacina contra a gripe não está no calendário porque ela é oferecida em campanhas todo ano sempre antes do inverno. Nessa época, gestantes e crianças entre seis meses e dois anos de idade deverão ser vacinadas. Além das vacinas disponibilizadas pela rede pública, conforme o Calendário Nacional de Vacinação acima, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda ainda as seguintes vacinas:

Idade Vacina Dose

  • 1 mês Hepatite B 2ª dose
  • 2 meses Hemófilos tipo b 1ª dose
  • 4 meses Hemófilos tipo b 2ª dose
  • 6 meses Hepatite B 3ª dose
  • Hemófilos tipo b 3ª dose
  • Influenza 1ª dose
  • 7 meses Influenza 2ª dose
  • 12 meses Hepatite A 1ª dose
  • Varicela (catapora) 1ª dose
  • Meningocócica C Conjugada Reforço
  • 15 meses Hemófilos tipo b Reforço
  • 18 meses Hepatite A 2ª dose
  • 4 anos Poliomielite (VOP) ou (VIP -vírus inativados) Reforço
  • Varicela (catapora) Reforço
  • Tríplice Viral (SRC) 2ª dose

Frise-se que tais vacinas não são disponibilizadas na rede pública, sendo que a vacina contra gripe é oferecida em campanhas periódicas. Além disso, é importante informar que os bebês prematuros têm uma diferenciação considerável em relação ao calendário de vacinação infantil, conforme quadro abaixo:

BCG-ID Deverá ser aplicada ao nascer em recém-nascidos com peso maior ou igual a 2 quilos.

Hepatite B Aplicar ao nascer no esquema habitual de três doses (0, 1 e 6 meses).

Pneumocócica Iniciar o mais precocemente possível (aos 2 meses). Respeitando a idade cronológica: três doses aos 2, 4 e 6 meses e um reforço aos 15 meses.

Influenza Respeitando a idade cronológica: duas doses aos 6 e 7 meses.

Poliomielite (inativada) Em recém-nascidos internados na unidade neonatal utilizar somente vacina inativada (injetável). Deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Rotavírus: O prematuro hospitalizado não deve receber essa vacina, que é feita com vírus vivos e oferece risco potencial de disseminação do vírus vacinal dentro da UTI neonatal. Dependendo do fabricante, a vacina pode ser aplicada em duas ou três doses, aos 2, aos 4 e, se for o caso de uma terceira dose, aos 6 meses de idade.

Tríplice Bacteriana: Usar de preferência vacinas acelulares. Deve ser aplicada aos 2, 4 e 6 meses, e dois reforços, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Hemophilus tipo B: O prematuro hospitalizado não deve receber essa vacina, que é feita com vírus vivos e oferece risco potencial de disseminação do vírus vacinal dentro da UTI neonatal.

Dependendo do fabricante, a vacina pode ser aplicada em duas ou três doses, aos 2, aos 4 e, se for o caso de uma terceira dose, aos 6 meses de idade.Não disponível na rede pública. As demais vacinas do calendário de vacinação da criança devem ser aplicadas de acordo com a idade cronológica do bebê prematuro. Vimos a quantidade de vacinas, algumas siglas e nome bem complicados.

Muitos pais preferem vacinar os filhos em laboratórios e clínicas particulares. Os que assim preferem, precisam ficar atentos ao fato de que existem diferentes combinações de vacinas. Ou seja, um determinado laboratório possui um vacina pentavalente contra as doenças A, B, C, D e E, mas a vacina pentavalente de outro laboratório pode proteger contra as doenças B, C, D, E e F. Portanto, a orientação é que, se optar por aplicar as vacinas em um determinado laboratório ou clínica particular, que todas as vacinas sejam aplicadas sempre no mesmo lugar, para que não haja confusão e muito menos a prevenção de uma doença por mais de uma vez e a ausência de proteção em relação à outra doença.

Espero que tenha sido proveitoso o texto, lembrando que a vacinação infantil é mais do que uma preocupação com a saúde do seu filho: é um ato de amor, tão importante quanto a amamentação. Seguir rigorosamente o calendário de vacinação infantil pode salvar a vida do seu pequeno tesouro. Em todo o caso, o acompanhamento com o pediatra é de fundamental importância para que o calendário de vacinação do seu filho seja satisfatório, pois o médico é o profissional mais aconselhado para indicar quando e qual vacina aplicar.

Site que o Dr relata no video acima: http://www.sbim.org.br//

Veja também: Vacinação Infantil – Proteção Para a Vida Toda

Foto: UNICEF Ethiopia