Pela gravidade do problema e aumento assustador de casos no mundo todo, pesquisadores e cientistas se desdobram a fim de achar respostas e soluções para o problema. A zica além dos danos ao cidadão que a contrai, oferece grandes riscos a saúde do feto em desenvolvimento gestacional segundo os órgãos de saúde. Casos de microcefalia no mundo todo estão sendo relacionados a mãe estar ou ter já contraído a zica vírus durante qualquer fase da gravidez

Visando encontrar respostas sobre essa ligação, um grupo de cientistas de três renomadas universidades americanas localizadas na Flórida, Emory e Johns Hopkins fizeram testes com a ajuda de células tronco. Como as células troncos possuem a capacidade de se transformar em qualquer outro tipo de célula, foram induzidas para a transformação em “células neurais”, dando origem a neurônios.

Após concluir a transformação foram colocadas em contato direto com o vírus zica por um período de 2 horas. Após o contato foram deixadas isoladas para que o resultado fosse observado após 3 dias do procedimento e o resultado foi assustador. De todas as células colocadas em contato, 90% delas haviam sido infectada pelo vírus algumas se encontraram mortas e a maioria danificada. Observando este resultado, chegaram a conclusão que as células transformadas em neurônios, assim como os próprios neurônios não conseguem sobreviver em contato com a zica, o que explica a má formação e desenvolvimento cerebral dos bebês com microcefalia.

Esse estudo também conseguiu comprovar que os efeitos não são os mesmos para células do cérebro já formadas, o que deixa claro porque os adultos que se infectam com a zica não sofrem alteração cerebral. Infelizmente estes testes e estudos não são considerados uma prova definitiva da ligação entre zica e a microcefalia, mas os pesquisadores afirmam que estão no caminho certo da comprovação. Essa mesma pesquisa foi também realizada da mesma forma aqui no Brasil, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com o Instituto D´or de Pesquisa e os resultados foram bem parecidos com os dos americanos.

Quando se iniciou os casos de microcefalia, acreditavam que somente as gestantes que se infectavam com a doença nas primeiras semanas de gestação ofereciam riscos aos seus bebes. Porém acompanhamentos e pesquisas realizados em diversas gestantes chegaram a conclusão que qualquer período gestacional é apontado como risco. Mulheres acompanhadas que foram infectadas da 5º até a 38º semana gestacional seus bebes apresentaram alterações cerebrais, más formações, microcefalia além da restrição de crescimento intrauterino. Outros fatores como baixa do liquido amniótico e a paralisação da função placentária também observados em alguns casos. Todos os cuidados e precauções disponíveis devem ser realizados pela gestante, diminuindo assim os riscos de se infectar com o vírus.

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Fotos: Sanofi Pasteur